“A Integração”

A entrada no mercado de trabalho, obriga a uma série de alterações no quotidiano, no modo de vida, na maneira de estar e até na maneira de ser de um qualquer jovem adulto acabado muitas vezes de sair da Universidade.

Pois é. Realidades diferentes, pessoas diferentes, maioritariamente mais velhas, horários a cumprir, normas, comportamentos a ajustar, hierarquias a conhecer e a entender, enfim…quem não saberá do que falo. Não obstante estas mudanças e adaptações são também reais para quem muda de emprego (ou setor), independentemente da idade ou experiencia profissional, para quem muda de departamento ou seção.

Imagem1242Se para quem entra no mercado de emprego pela primeira vez há uma adaptação inicial, mas de raiz, logo mais célere (embora possa ser difícil e até complicada) para quem muda depois de já estar dentro do ritmo da empregabilidade pode ser mais complicado ou ate morosa a adaptação. O fenómeno não é difícil de explicar, poderá ser difícil de entender ou ate de ultrapassar, mas é entendível. Quem já tem experiencia de trabalho, e se depara com uma mudança, tem de certa forma algumas ancoras à anterior experiencia. Isto é conhece a organização e tende a comparar ou a tentar mover-se fazendo paralelismos, conhece, ou pensa conhecer os feitios e as personalidades dos novos colegas baseado em comparações com os anteriores colegas…..

Organizacionalmente tende a comparar departamentos, modos de trabalho, processos, enfim poderia numerar uma serie de aspetos, mas o intuito é focar na complexidade que a mudança traz à mente de quem está a mudar. A adaptação pode ser morosa pois há que libertar-se da anterior experiencia.

Não há pessoas nem personalidades iguais, não há chefes iguais, não há organizações iguais mesmo que dentro do mesmo setor. Cada uma é única e tem identidade própria. O conhecimento e experiencias anteriores deverão ser usados em consciência para nos guiarem nos trilhos desta mudança tornando a adaptação mais tranquila.

Como em tudo na vida, quando não se conhece as pessoas, tende-se a ficar isolado num canto, ora isso não é positivo para a integração numa nova equipa, departamento, empresa, ou onde nos estejamos a integrar.

A vida ensina-nos a que, normalmente, não estamos nos empregos para fazer “amigos” numa perspetiva literal, estamos nos empregos para cumprir a nossa função o melhor possível, enquanto seres humanos vamos transmitindo uns certos valores e absorvendo outros e interagindo dia a dia, momento a momento e ai sim, as amizades (mesmo para alem das portas da empresa) aparecem e perduram… o dar-se bem na empresa, ser cordial, simpático, disponível, nada tem que ver com a obrigação de “dar-se” bem….isso pode ser considerada intrusão nas vidas alheias.

Com isto referir que a integração deverá sempre passar por ter a mente aberta e desperta para a adaptação. Adaptação aos colegas, às hierarquias, às chefias, as politicas da empresa, métodos de trabalho, procedimentos internos, adaptação à cultura da empresa e até à envolvente onde agora se está a começar mais um passo.

Muitas vezes a maior barreira é a comunicação inter-pares. Ou seja a forma de comunicar com os colegas de equipa, ou de outras equipas com quem partilhamos trabalho, com as chefias diretas ou indiretas. Pode existir de certa forma um receio de abordar quem quer que seja, pois desconhecemos que está do lado de lá…como vai reagir, e por ai fora,,,receio de ser mal interpretado, mal entendido ou visto como o “principiante” na empresa…mesmo que a sua experiencia seja vasta.

Não stress. Veja as coisas numa perspetiva de três patamares, se assim o fizer por certo terá sucesso de integração e entendimento. Tenha em conta que em primeira instancia a pessoa com quem quer comunicar é um ser Humano, tem vida, respira, enfim é humano e este é o primeiro patamar para dar o passo e perder o receio de comunicar.

Se ainda não quebrou o gelo por ir comunicar com um comum ser humano, pense que apesar de tudo a pessoa será sua colega, receberá salario da mesma entidade patronal e esta sob as mesmas normas ou regras. Estará assim em igual pé de igualdade, e estará no segundo patamar. Por ultimo e se houver necessidade disso, pois este patamar dependerá e muito das organizações e entidades patronais, pense nas hierarquias. Só num terceiro patamar pense nas hierarquias..

Em resumo, para uma fase de integração e para a vida profissional no seu ciclo temporal, nunca pense descendentemente no que a patamares diz respeito: comece sempre por pensar que irá comunicar com um ser humano, que até é seu colega e ….depois se verá onde se encaixam as hierarquias.

Se assim proceder, sempre dentro do respeito, humildade, honestidade e com clareza de ideias verá que a comunicação fluirá e tudo correrá pelo melhor. Caso contrário, entrará em receio constante quando pensar em comunicar.

Comunicar faz bem á integração.

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About João Farinha

Ph.D. in Management from Universidade Europeia – Laureate International Universities, with a Master in Marketing and a thesis on Brand Management. He also holds an Executive Master in Marketing Management from the same university. In addition, he has Certification in Business and Management from Case Western Reserve University (Leadership and Emotional Intelligence), Certification in Business and Management from the University of Maryland, College Park, (Entrepreneurship) and Certification in Business and Management from the Wharton School, University of Pennsylvania (Leadership). His Background is in Accounting and Administration–Taxation from Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa.
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