“Os Conquistadores”

Desde 1139, ano da fundação do Reino de Portugal que nos tornámos um povo conquistador. Aventureiros, destemidos, bravos, sem medos e sempre prontos para valorizar o território e proteger o que é nosso.

Cabo !Muitos episódios se passaram ao longo destes seculos de história, mas isso ficará para as reportagem da especialidade. Salientar efetivamente a bravura, a certeza do objetivo em mente, a lucidez de pensamento quando referimos a Nação, em suma, valorizando sempre o que nos custou tanto a erguer, a nossa Nação.

Na vida comum, podemos fazer um paralelismo e até uma ligação aos tempos históricos. Temos a posse como objetivo. Possuir uma casa, um carro, roupa, adornos, e outros tantos exemplos eram algo que até há bem pouco tempo fazia parte da mentalidade deste povo. Agora cada vez mais se desvaloriza o materialismo e de dá valor ao uso, à utilização, à mobilidade. Efeitos de mudança de perspetiva, mas também fruto do facilitismo que se vê as gerações mais recentes (em muitos casos) terem pela frente. Adiante.

Numa ótica de gestão poderemos fazer uma analogia com o tipo de emprego e posicionamento que hoje se tem. No passado o emprego era para a “vida”, hoje em dia a rotação de pessoas pelas empresas é impressionante. As gerações mais antigas, tal como os nossos “guerreiros” medievais, lutavam para manter o posto de trabalho, lutavam trabalhando para que este fosse duradouro.

Hoje em dia, me parece que, já não se dá valor ao empregos que se obtêm. Muitas vezes dá a sensação de que será só mais um, provisório e que de um se salta para outro, fazendo parecer tudo um “mar de rosas”. Na verdade não é bem assim na maioria dos casos.

Os tipo de contratos são muito diferente dos que eram efetuados no passado, é uma verdade, há mais dificuldade em arranjar emprego, é verdade, mas e quando se arranja uma oportunidade? Onde está o brio profissional? A lucidez de ter como objetivo conquistar o emprego, valorizando o que conseguimos até ali? Onde está a garra para lutar com afinco e profissionalismo pelo posto de trabalho? Onde está a humildade de assumir que se está a começar, logo não se pode estar no topo na primeira semana? Enfim, tantas questões se poderiam, por e a resposta normalmente, e hoje em dia, será: “Pois, nem sei do que falas”

Não obstante as dificuldades que o pais atravessou ou está a atravessar, cada vez mais os indicadores dão sinal de crescimento. Logo, mais hipóteses de trabalho, embora que se saiba que hoje em dia essas hipóteses também têm uma rotação extraordinária: o que hoje é, amanha não será. Tendo isto em consideração não será melhor refletir e pensar que uma oportunidade de começo não deixa de ser uma oportunidade? E que devagar se vai ao longe?

Pois cada um terá de fazer uma introspeção e analisar realmente onde está situado, mas mais que isso, deverá fazer uma retrospetiva e analisar em consciência de onde veio, quais as suas origem, qual o seu posicionamento inicial. Depois conscientemente valorizar onde está no momento, independentemente do tipo de emprego, contrato, setor onde esteja atualmente. Finalmente avançar no tempo e pensar onde quer estar daqui a 3 ou 5 anos. O que quer (gostaria de) estar a fazer, onde e em que condições de envolvência.

Analisando este 3 pressupostos: de onde se veio, onde se está e para onde se quer ir, ficamos com a imagem completa, o famoso “MindMap” do plano de carreira, mas sempre sem desvalorizar a situação onde estamos atualmente. Sonhar é bom mas temos de gerir as espectativas, não podermos pensar que um emprego se “recebe” como as calças de ganga de marca que muitas vezes se pedem aos pais e que por sinal não nos custam a ganhar.

Um emprego, por muito fácil que pareça ter aparecido nas nossas vidas, dará muito trabalho para manter. Há que valorizar qualquer situação desde o estagio, o contrato inicial, ou mesmo o tempo de aspiração a subida na carreira. Ter orgulho e gostar do que se faz, também faz parte e se constrói, mas isso é uma avaliação que cada um tem de fazer em consciência.

As decisões tem de ser ponderadas e ….. nada melhor que agradecer o que se tem, sabendo que … por qualquer motivo, poderíamos não ter tido!

“Aquele que vence os outros é forte; Aquele que se conquista a si mesmo é poderoso
#Lao Tzu#

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About João Farinha

Ph.D. in Management from Universidade Europeia – Laureate International Universities, with a Master in Marketing and a thesis on Brand Management. He also holds an Executive Master in Marketing Management from the same university. In addition, he has Certification in Business and Management from Case Western Reserve University (Leadership and Emotional Intelligence), Certification in Business and Management from the University of Maryland, College Park, (Entrepreneurship) and Certification in Business and Management from the Wharton School, University of Pennsylvania (Leadership). His Background is in Accounting and Administration–Taxation from Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa.
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1 Response to “Os Conquistadores”

  1. Hoje atingiram-se as 100 visualizações…num só dia!
    Obrigado pelo apoio!.

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