“A Voz de Comando”

O apreço, a importância que damos às coisas que nos rodeiam e que fazem parte da nossa envolvente, realmente só a nós nos importa. Isto é, a forma como “catalogamos” a importância e relevância de algo nas nossas vidas, nada têm a ver com a forma, e importância que os outros a olham.

IMG01249-20130303-1535No geral a forma como valorizamos a nossa tranquilidade paz de espirito, nada importa aos demais. A forma com que nos envolvemos em algo que nos dá efetivamente muito gozo, passa despercebido aos outros. Eles não estão nessa sintonia, podem até partilhar o momento ou situação connosco, mas o grau de importância será sempre relativo. Eles também terão os seus momentos e fatos de relevância. Desta forma há que ter sempre atenção ao grau de entusiamo que colocamos em cada situação quando ao redor se encontram outros demais que compõem a nosso universo naquele instante. Podemos ate fazer figuras menos apropriadas, se é que me faço entender.

Imagine-se num jantar com amigos onde é o único que aprecia um certo desporto cujas novidades não param de surpreender e que por esse motivo mostra o seu entusiasmo e tenta que esse seja o tema da noite. Azar, vai correr mal. Os outros não estão nem ai para esse tópico e desvalorizarão por completo a sua emoção do momento. Imagine-se a querer brindar com os seus amigos de infância a um feito académico que conseguiu ultimamente. Só brindará pelo brinde mesmo, pois se não houver sintonia no tema, a sua emoção não passará para o grupo. Estes quererão partilhar emoções vividas em conjunto e não ouvir suas explicações da dificuldade para atingir o seu tão recente feito académico.

Com isto, e numa ótica de gestão e comportamento organizacional, deveremos ter sempre em atenção aquilo que salientamos como relevante. O que é para nós motivo de emoção, extravaso, ou de partilha eufórica não será certamente para os outros. Algum feito que conseguimos no âmbito das nossas responsabilidades, só será partilhado por aqueles que, direta ou indiretamente contribuíram ou participaram, para os restantes não será de certo motivo de partilha de emoções.   No caso de se tratar de um objetivo magno da empresa, para o qual todos trabalharam e batalharam em conjunto, embora nos sintamos orgulhoso, emocionalmente em êxtase, não seremos nós por certo a passar a mensagem do sucedido. Esta estará a cargo das altas instancias e ai, já todos partilharão da emoção e celebrarão.

É sempre assim quer queiramos quer não. A “Voz de Comando” alerta para o sucesso de algo, um feito, resultados e todos baterão palmas. Se formos nós a querer extravasar um  momento importante, o mesmo só será relevante para nós mesmos. Embora que por vezes haja uma individualidade a tentar cordialmente mostrar-se solidário e a congratular-se com o fato. Enfim, acreditaremos na sinceridade mas não que se vai tornar viral. Não obstante deveremos na mesma comemorar pois se para nós é importante, celebremos.

O que não deveremos fazer é estar desalinhados com a importância e urgências dos tópicos nos departamentos, nos grupos de trabalho, nas empresas em geral. Se trabalhamos em equipa, teremos de olhar para os tópicos todos da mesma forma dando-lhes o mesmo grau de importância e relevância. Desta forma, ao atingirmos um feito considerável podermos partilhar a emoção entre todos e ai sim passará a mensagem para quem de direito ou seja, poderá possibilitar que a alegria e entusiamo em redor do fato se espalhe ao darmos conhecimento do bem sucedido.

A “Voz de Comando” deve ser única, deve ser respeitada, deve definir concretamente e transparentemente quais os objetivos, e prioridades das tarefas, projetos responsabilidades de todo um departamento, equipa, colégio, secção, grupo ou empresa. Assim para o bem e para o menos agradável todas terão noção e perfeita consciência do que é importante e relevante para o seio do grupo em questão. Quando for caso a euforia, ai sim ,pode ser generalizada.

Não gaste energias a tentar ofuscar os demais quando sabe que usam “óculos de Sol”.

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About João Farinha

Ph.D. in Management from Universidade Europeia – Laureate International Universities, with a Master in Marketing and a thesis on Brand Management. He also holds an Executive Master in Marketing Management from the same university. In addition, he has Certification in Business and Management from Case Western Reserve University (Leadership and Emotional Intelligence), Certification in Business and Management from the University of Maryland, College Park, (Entrepreneurship) and Certification in Business and Management from the Wharton School, University of Pennsylvania (Leadership). His Background is in Accounting and Administration–Taxation from Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa.
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