Palavra de importância extrema para a Gestão (não só mas também, pois a mesma é utilizada em diversas áreas do conhecimento) muitas vezes usada em vão e com significados não corretamente aplicáveis. Utilizada também para designar, otimização, força e vigor, potencia, virtude entre muitos outros sinónimos refiro-me, claro está, à Eficiência.
Eficiência poderá ser descrita como o atingir de um certo resultado com um mínimo de perda de recursos, isto é, fazer o melhor uso possível do tempo, do dinheiro, de materiais ou mesmo de pessoas enquanto capital humano. Consistirá, portanto, em alcançar eficácia, ou seja atingir o resultado ou objetivo previsto ou planeado, com a menor perda de recursos possíveis, sejam eles quais forem.
Muito se poderia comentar acerca desta palavra, seu significado ou forma de quantificar, mas o focos será a interpretação da mesma.
Quem não interpretou já Eficiência de uma forma pragmática?: Para a melhorar (a eficiência), ou se faz mais (tarefas ou funções) com os mesmos recursos ou se faz as mesmas coisas com menos recursos. O mal está sempre quando os recursos se transformam em resultados, obvio que referindo-me a capital humano esta relação nem sempre é linear o que pode ser intimidatória, especialmente quando se interpreta que eficiência pressupõe que na produção (produtos) ou prestação (serviço) se usem o mínimo de recursos e se possível ao mais baixo custo. Já dá que pensar. Mas adiante.
Importante, e a não esquecer, uma outra palavra muitas vezes usada em ambiente de não tão correta maneira. Descreve muitas vezes realização, ação, vigor, vivacidade, potencia, para referir só alguns exemplos, refiro-me desta feita á Eficácia. Alcançar os tais resultados planeados, pretendidos ou programados, alcançar os objetivos ou metas previsto(a)s da melhor maneira possível dentro dos parâmetros delineados. Isto será Eficácia.
Pois bem, efetivamente nem sempre a interpretação destas duas palavras corresponde ao verdadeiro significado e forma correta da sua aplicação.

Poderemos ser eficazes, pois cumprimos os objetivos a que nos propusemos, mas poderemos não ser eficientes da forma como os atingimos. Caberá ao líder, se for caso disso, explicar e evidenciar a importância de cada uma das estratégias a seguir, ou seja, a da eficiência para conduzir á da eficácia. Muitas vezes não é fácil a explicação, não é fácil o entendimento pois se por habito tudo corre bem, ou seja tarefas, obrigações ou objetivos cumpridos, tende-se a desvalorizar a forma como lá chegamos. Por outro lado há ainda a ideia de que se “mergulhamos numa onda” de melhoramentos de processos e procedimentos, fica-se com menos para fazer (o que é um pensamento defensivo mas não produtivo por parte dos colaboradores).
Ora este pensamento leva muitas vezes a que não haja melhoramentos processuais e desenvolvimento de conhecimento e até boas práticas. O colaborador torna-se mecanizado, o que nos dias que correm não é comum (pois toda a gente tenta conhecer, e ser capaz de fazer, um pouco de tudo dentro do seu universo laboral) e até pode por em causa o bom funcionamento de uma equipa como um todo. O líder mais uma vez, no momento de definir a estratégia da sua equipa, departamento, divisão ou até empresa, terá de contar com algum caso que se venha a revelar deste tipo.
Pois bem, questão levantada: e o que fazer se ? Em primeira instancia fazer ver que o pensamento atrás descrito não é viável no âmbito da equipa em questão, que melhoramentos e afinações de processos levam a uma melhor gestão organizacional. Haverá mais tempo para gerir, delinear e por em prática as referidas estratégias que nos levarão com eficiência á eficácia pessoal e por inerência á eficácia departamental.
Já dizia Harvey Mackay, escritor, best seller, colunista americano que “A lealdade do empregado começa com lealdade empregador. Os seus colaboradores devem saber que, se fizerem o trabalho, para o que foram contratados, com uma quantidade razoável de competência e eficiência, você vai apoiá-los.” # Harvey Mackay#….
…Já se invertermos as variáveis….



