“Correntes travessas”

Dos fracos não reza a história, já dizia o ditado. Efetivamente os bravos é que costumam dar nas vistas, ser reconhecidos e até ficar celebres e na memoria do comum dos mortais. Tudo isto está certo se for efetivamente merecido e se o feito tiver sido concluído debaixo de todo aquele imenso esforço  e dedicação que se requer… ou melhor se a celebridade não o é só porque ofuscou os demais com demagogias e conversas tontas, irreais por vezes, carregadas de subterfúgios e tidas simplesmente para levar a melhor (a brasa à sua sardinha, como se costuma dizer).

Quantas vezes não damos por nós a questionar o resultado obtido por A ou B, numa qualquer situação? Nas eleições, por exemplo, o porquê de uma lista ganhar com um programa eleitoral tão X quando a lista oposta tinha um programa tão Z? ou até porquê é que fulano consegui aquela taxa de juro no banco, que tanto apregoa, e outro não? Ou até porque foi aquele selecionado para aquela posição e não eu?

Enfim, questões que se levantam nos termos comparativos. Todas as respostas possíveis podem até fazer sentido, mas basta haver uma desconfiança de que algo (por de traz do cenário) não estar certo para que tudo seja posto em causa e a desconfiança começa. Perde-se a credibilidade no processo, seja ele qual for, nas entidades envolvidas ou até nos indivíduos.

Muitas vezes o que se passa tem que ver com a forma como a entidade, ou pessoa em questão, chegou ao resultado que chegou e de que forma chegou. Obviamente não vou entrar em detalhes mais profundos, nem devido à hora.

A melhor forma, mais direta, mas não que seja correta, comento por observação, de valorizar o trabalho é sempre desvalorizando propositadamente o trabalho alheio. É verdade! Analisem que é verdade!

Menosprezo, palavra tantas vezes relacionada com completa indiferença, falta de consideração ou até simplesmente desdém, é usada na pratica quando se quer depreciar ou desvalorizar algo ou alguma situação, incluindo trabalho ou estudo. Quem consome o sumo de tal palavra e pratica suas ações tenta pois, com isto, valorizar-se a sim mesmo ainda que indiretamente. Atua com desprezo, com sentimento de indiferença, aversão ou até repugnância é demostrada para esse tal “algo”, situação ou pessoa.

Pois, as vezes é assim que o nosso cérebro pensa em relação ás pessoas que atuam especificamente desta forma….pois…já sabemos quem são, na academia, no emprego, no mundo empresarial, assim, em todos os nossos ciclos sociais ou profissionais. Pensamos sobre mas não demostramos pois somos mais forte e temos mais personalidade (ou mostramos ter para nós próprios), haveremos de provar com trabalho desenvolvido.

A quem não aconteceu, alguém menosprezar por completo um projeto seu, que você sabe ser supra importante? Se refletir bem, esse alguém tinha um “projeto minúsculo que quis que sobressaísse. Quantas vezes a sua tarefa foi desvalorizada em frente de um grupo de trabalho por colegas de outras equipas?

Pois se se lembrar bem, essas equipas estavam “doridas” por não terem atingido o sucesso com o trabalho delas e por isso desvalorizam o seu. Isto acontece frequentemente….muitas vezes não damos conta pois a forma como a mensagem de menosprezo é transmitida quase nos leva a acreditar (salvo seja) que o trabalho, projeto ou tarefa é mesmo ignóbil.

IMG01734-20130709-0800Fazendo uma ponte neste rio de mal dizer á cerca dos nossos, como exemplos generalistas, trabalhos, projetos, tarefas ou objetivos atingidos, que na gíria se chamam “dor de cotovelo” , mas isso é tópico de medicina, referir que para lidarmos com esta situações temos de preparar mente e espirito.

Numa ótica de Gestão Estratégica pessoal, sim pois também temos de ter a nossa estratégia, clara, transparente mas estratégia, há que estar preparado e saber como elevar, efetivamente, o nosso feito ao lugar onde ele é merecido. Se sabemos que está bem feito, feito dentro das normas e regras e com dedicação e que ainda por cima atingiu o objetivo proposto…..

Lutaremos até que o mesmo seja reconhecido,  e não nos deixaremos inferiorizar seja por quem for. O seu a seu dono, costuma-se dizer por ai. Ora se assim é, quando algo é passível e merecedor de um reconhecimento positivo, não deveremos deixar que nada nem ninguém menospreze o nosso trabalho, estudo, projeto, ou tarefa.

Nós somos onde nos posicionamos. Sim, está escrito de propósito. Se nos deixarmos inferiorizar por A ou B só porque menosprezam o nosso trabalho e simplesmente não acreditamos em nós próprios, então dificilmente alguém nos vai referir como individuo de sucesso. Mas no inverso se demonstrarmos que temos valor e que realmente acreditamos nas nossas valências, poderemos ir longe.

“Não se passa duas vezes no mesmo rio”, já dizia Heraclito, esse jovem filosofo com aproximadamente 2.500 anitos.

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About João Farinha

Ph.D. in Management from Universidade Europeia – Laureate International Universities, with a Master in Marketing and a thesis on Brand Management. He also holds an Executive Master in Marketing Management from the same university. In addition, he has Certification in Business and Management from Case Western Reserve University (Leadership and Emotional Intelligence), Certification in Business and Management from the University of Maryland, College Park, (Entrepreneurship) and Certification in Business and Management from the Wharton School, University of Pennsylvania (Leadership). His Background is in Accounting and Administration–Taxation from Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa.
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