
Nem tudo na vida nos corre sempre de feição. Por vezes pensamos que a vida está a encaminhar-se para um caminho que até é o esperado, que tudo está controlado e … eis que há algo que não era bem o que esperávamos que acontecesse, acontece. Mas pior, e quando acontecem situações em sequencia? Pois é, chegamos a um ponto de dizer o famoso “basta” ou “É impossível continuar a assistir a algo assim”, ou ainda “Que fiz eu de mal?”, ou “Outra vez’?” e por ai fora, os exemplos de expressões são quase infindáveis.
Imagine o cenário em que se investiga a fundo, se trabalha para a academia mesmo a valer e depois alguma “almas” tiram melhores notas que você? Bem, comparação de notas não seria um bom exemplo se não soubesse que algo esta errado por ali, vezes e vezes sem conta. Parece-lhe haver uma tendência de “campo inclinado” se é que me faço entender…então chega a sua falta de paciência para com este tema, levando às frases exemplificadas.
A mente leva-me agora para o exemplo em que se está a explicar algo a um colega de trabalho numa ótica de inclusão de conhecimento para futura aplicação num projeto comum…imagine explicar vezes sem conta e ….nada, o raciocínio não encaixa de forma alguma, embora conheça você bem os pergaminhos de tal “alma” chamada a trabalhar consigo. Mais uma frase, uma expressão a saltar. Ao chegar ao escritório da sua empresa a sua secretária dá-lhe o correio já triado, quais as primeiras cartas? despesas para pagar…nem digo mais nada, salta logo uma expressão de “raios e coriscos”
Pois bem teremos solução para tal fato? Com certeza que sim. Poderemos pelo menos tentar e enfrentar a situação aplicando alguma transigência. Transigência também é sermos tolerantes. Quando nos dispomos a admitir nos outros formas de agir, de pensar ou ate de sentir com perspetivas diferentes da nossa estamos a ser tolerantes.
Na vida pode ser uma virtude importante! Se controlarmos a nossa vertente de seres rígidos para com as situações que damos por certas, e se deixarmos a intransigência de parte controlando também a impaciência estaremos a contribuir para um bem estar da mente no que diz respeito a virtude apreciada por certo em determinadas circunstancias.
Tolerância pode ser aplicada a vários domínios, sejam eles sociais, civis, religiosos, ou até profissionais. Muitas vezes, em gestão aplicamos margens de erro técnicas que são toleráveis ou aceitáveis, mostramos capacidade de resistência a uma “força externa” mesmo que dentro da nossa organização, temos até níveis de risco “aceitáveis” com definições pré-designadas e a isso poderemos também chamar tolerância. Quantas vezes se deparou com um conjunto de palavras, a serem expelidas, construindo a frase: ” isto não é sempre assim, não pode ser regra, é uma tolerância!”
Mas para quando termos tolerância connosco próprios? Sim, quando paramos para refletir antes de expressar qualquer tipo de comentário a qualquer situação a que somos expostos? Interpretar corretamente o que se passa na envolvente é importante, mas mais importante é entendermos o que vai na nossa mente naquele momento.
Temos pela frente alguém, que vai-se lá saber porque, passa a vida a contradizer-nos, ou alguém que está sempre com opinião discordante seja qual for a matéria? Temos um compromisso de agenda que foi marcado excedendo o limite do razoável?
Façamos uma pausa e analisaremos os motivos possíveis, seremos condescendentes, tolerantes para com o individuo ou situação, resolveremos o assunto e ficaremos tranquilos e prontos para: fazer “follow up” da situação caso algo semelhante se repita, pois há que monitorizar. Falo de tolerância não de submissão. Quanto mais tipos de tolerância tivermos conhecimento, “bagagem” para aguentar, maior se torna a capacidade de enfrentar situações caricatas vindas e apreciadas nas mais diversas situações pelos mais enfadonhos indivíduos.
“Na prática da tolerância, o inimigo é o melhor professor.”
## Dalai Lama##



