“Energia Alternativa”

“Então, que tal vai isso? Muito atrapalhado de agenda, muito atarefado?” A este tipo de pergunta, usualmente feita nos nossos ciclos quotidianos, também de certa forma para quebrar o gelo em alguma circunstancias (mas isso será outro tópico), a resposta repetidamente ouvida será eventualmente deste tipo:” De rastos; A TOP; nem sei para onde me virar” ou até a mítica expressão “Nem se te diga se te conte”, enfim..

O tópico em questão (cansaço, fadiga, fraqueza…) até pode ser sazonal, ou ter uma serie de argumentos por de trás para vir ao cimo como resposta, mas o que é certo é que há, muitas das vezes, um queixume latente na esperada resposta à questão efetuada. Muitos de nós, senão todos, usamos recorrentemente expressões tipificadas como “sem energia, falta de corrente, baterias em baixo, falta de pilhas…” só para nomear alguns exemplos.

Normalmente (como exemplo generalista) só se está “mesmo bem” perante os outros enquanto se contam as aventuras de fim de semana, de uma escapada de três ou quatro dias a uma qualquer cidade, ou mesmo das férias, sejam elas de que época do ano forem. Pois é, isto leva-me a pensar que as “tais baterias” estarão ligados diretamente ao “Mindset”. Isto é, se sempre que se faz algo de extraordinário se está “aparentemente bem”, e quando se está na vida quotidiana, a viver a essência dos nossos ciclos (académicos, profissionais ou empresariais), o que mais se houve são lamentos e lamúrias, dai, hipoteticamente haverá uma correlação entre estas situações.(bem, métricas e estatísticas à parte).

Parece faltar energia em certos momentos, chamemos-lhes, chave e noutros haver energia q.b. ou em excesso. Quando refiro energia quero dizer firmeza, vigor, robustez, força e não me refiro só à parte física, também e até mais à parte moral, anímica, mental ou até motivacional, porque não. A parte que está relacionada com o próprio, sua forma de estar de pensar, de agir em cada situação. A pessoa e o seu interior moral, anímico, se é que me faço entender.

Poderia falar um pouco sobre energia, mas de todo serei “expert” na matéria, o que posso referir é que há produção de energia, armazenamento, uso e recarregamento, ou mais produção para reposição. Isto faz sentido e é o ciclo que poderemos aplicar ao exemplo dado ou a parte dele. Segundo dizem os entendidos, a forma mais usual de se ganhar, criar, energia em nós será dormindo, descansando, gastando-a de seguida, e pouco a pouco, nas atividades do nosso dia a dia. A pergunta que se impõe nesta fase é e como recarregar as tais “baterias”, como armazenar a energia em nós?

Todos temos conhecimento de que nos nosso habituais ciclos exemplificativos, há formas de “recarregar baterias” ou “repor energias”, ou simplesmente “respirar um pouco”. Temos pausas entre aulas que recebemos ou damos na Academia, por norma há possibilidade de fazer umas pausas durante o dia de trabalho e há por certo pausas entre reuniões na sua empresa. Já para não falar do tempo que (por norma) nos é concedido para o almoço.

Quero com isto dizer que há alturas do dia, no nosso quotidiano, que poderemos usar para reforçar a “energia”, obvio que também há os momentos de maior efeito, como fim de semanas e férias, mas vejamos o exemplo como carregador de emergência e carregador a sério.

Em forma de resumo e para evitarmos responder da forma mais usual que nos retoma a aspetos menos positivos (fadiga, cansaço, falta de vontade e afins,) poder-se-á começar a usar os momentos acima descritos da melhor forma. Ou seja, nos momentos que pode fazer uma “pausa” do trabalho, use-os para fazer algo (dentro dos limites do aceitável) que lhe dê prazer fazer, que o faça sentir bem, que o faça desligar um pouco do meio de trabalho onde está envolvido, simplesmente algo que lhe dê a energia que poderá ter em falta.

IMG-20150811-00764Como exemplos básicos mas exemplificativos, não faça o mesmo que os outros colegas nas pausas só por que foi de “arrasto”, faça algo que realmente aprecie fazer. Aproveite o tempo e cada momento.  Não almoce só pelo ato de alimentar-se, nada melhor que saborear o almoço. Se tiver companhia disfrute de conversas extra profissionais, extra ciclos usuais. Se possível no resto do tempo descontraia. Pequenas alterações na sua agenda, poderão significar grandes quantidades de força e energia. Não custa tentar. Há alturas na vida em que temos de procurar alternativas ao disponível na envolvente para que nos sintamos bem e nos mantenhamos sempre positivamente energizados!

A vida é realmente simples, mas nós insistimos em faze-la complicada.”
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Confúcio ##

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About João Farinha

Ph.D. in Management from Universidade Europeia – Laureate International Universities, with a Master in Marketing and a thesis on Brand Management. He also holds an Executive Master in Marketing Management from the same university. In addition, he has Certification in Business and Management from Case Western Reserve University (Leadership and Emotional Intelligence), Certification in Business and Management from the University of Maryland, College Park, (Entrepreneurship) and Certification in Business and Management from the Wharton School, University of Pennsylvania (Leadership). His Background is in Accounting and Administration–Taxation from Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa.
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