Sendo Verão espera-se sempre o melhor e mais equilibrado tempo, ou seja o calor bastante, a gosto, a brisa suficiente para não deixar o Sol escaldar até ao ponto de secar a pele como areia no deserto, temperatura amena, quase como se pudéssemos regular seja o que for. E se assim não for? E se em pleno Verão o Sol aperta, sim, mas em demasia, e a brisa se torna em vento forte e desagradável, o mar que deveria estar tranquilo e sem ondas se torna agitado e banhos impraticáveis? Pois é uma situação que pode ocorrer e cada vez mais devido a fatores que dariam outro tópico de conversa.

Perante tanta adversidade ao mesmo tempo, o nosso estado de espirito altera-se por completo. A envolvente não está como esperávamos, como imaginámos, logo entra-se (como exemplo genérico) no chamado “estado de parafuso”, pensamos que tudo nos corre mal, que os planos já não serão o que previmos e assim tornamos-nos impacientes á espera que o cenário ideal se recomponha. Ou seja a adaptação está a faltar e a compreensão que tais factos não estão ao nosso alcance também não estão a ser bem interpretados por nós próprios.
Ora, aquele que mostra tranquilidade perante as adversidades, desafios, e situações anómalas, diz-se sereno ou que enfrenta a vida com serenidade. Por norma, aceitar-se-á a sim mesmo e às pessoas na envolvente, como são e sempre demonstrando uma atitude realista em relação aos fatos, eventualmente sábia e de cariz positivo de uma maneira geral em relação a tudo. Há que manter um equilíbrio entre o real e o imaginado, face a cada situação, manter a calma a cada instante e porque não uma certa indiferença aos fatores que, aparentemente, estragam os seus planos.
Aquele que vive em ansiedade, agitação ou até stress, pode com tudo isto torna-se intranquilo ou furioso com a adversidade momentânea que este não pode controlar. Haverá necessidade de tal raiva, fúria perante as circunstancias? Eventualmente não.
Ora a quem não lhe ocorre um exemplo de fúria momentânea por algo que foi contra a sua “ideia”, “vontade” ou “imaginação” do que seria um plano perfeito? Pois muitos exemplos se poderia ter em consideração. O Transporte que chega tarde e o faz atrasar em todos os planos, o Objeto que queria comprar e que já foi vendido entretanto, o passeio que queria fazer mas que tem de ser alterado pelas obras a decorrer na estrada que seria seu trajeto, enfim, muitos exemplos o podem “chatear” momentaneamente. Mas Haverá necessidade?
Nos nossos ciclos exemplificativos (Académico, Profissional e Empresarial) também são recorrentes as situações que não estavam nos seus planos, que o seu consciente considera de anormais e que logo o deixam em estado de “inquietude” ou até de “fúria” momentânea. Relembrando aquele trabalho académico que fez com tanto afinco para a cadeira X cuja espectativa estava elevada e cuja nota não foi assim tão generosa, pois a primeira reação será de agitação nervosa até obter os argumentos que balanceiem a situação.
A novidade de restruturação na sua empresa em cujo seu palpite de movimentações de pessoas e cargos inerentes sai gorado, pois é, sem refletir ou tentar entender o porque da situação estar a ser aparentemente anómala, dá-lhe uma pitada de fúria ou ansiedade…e falando da sua empresa, o fornecedor com quem pensou ter negociado o melhor preço do ano falhar o pré acordo por motivos concorrenciais, isso, a energia de stress tende a vir ao de cimo.
A questão é: Vale a pena? Stressar, angustiar, ficar inquieto e intranquilo por algo cuja solução em primeira instancia não dependerá de nós próprios? Pois parece-me que não vale a pena vivenciarmos tal situação. Deveremos manter uma postura de serenidade, demonstrando sabedoria, confiança e discernimento perante cada situação.
Ao deixarmos para traz qualquer evidencia de exaltação, fúria ou ira, estaremos ou entraremos em situação de quietude, paz de espirito, tranquilidade e conseguiremos em sossego connosco próprios remediar, solucionar ou resolver a situação da melhor e mais objetiva maneira. Desta forma tudo se encaminhará para aquilo que o bom senso nos transmita na altura exata. A cada momento.
“Serenidade é saber que o seu pior tiro ainda é muito bom”.
## Johnny Miller ##



