Já dizia alguém, em tempos idos, usando uma expressão muito peculiar: “É sempre na mesma vista”, relembrando imagens especificas deste desporto chamado pugilismo. Ora esta expressão muito poderá significar. Para momentos mais complicados, onde tudo nos acontece, mesmo que tentemos resolver cada caso de cada vez, mais algo acontece e assim sucessivamente, ou mesmo para momentos onde queremos apenas reforçar uma situação que se acaba de repetir um determinado numero de vezes.
Há situações que são simplesmente, eu diria, aflitivas. Imagine quando sai de casa, a horas para o trabalho, e de repente a meio do caminho dá conta que se esqueceu desse aparelho sem o qual já não passa, o telemóvel, claro está. Entretanto o que faz? Com certeza (usando um exemplo generalista) volta a traz, mesmo que isso implique chegar tarde ao emprego ou até mesmo faltar à primeira hora de aulas. Pois, mais importante é o telemóvel para validar tudo o que hoje em dia carrega nas mais variadas aplicações contidas em tal aparelho.
Ao tentar regressar ao ritmo normal, já em posse do tão importante aparelho, dá-se conta que tudo mudou. Ainda terá de por combustível, pois com esta volta extra, o que têm já não dará (Está na reserva) , o transito não está como habitual, o percurso demora mais a fazer, enfim, não chegará um pouco mais tarde, mas sim bastante mais tarde. Um simples percalço na sua agenda trará agitação completa ao seu dia. Perdeu a reunião da manha com o seu chefe, ou a referida aula cujo conteúdo até era importante de assimilar, ou até ficou sem oportunidade de dar o seu parecer naquele projeto cujo debate seria efetuado também pela manha. Usando outra expressão típica” um mal nunca vem só”, ou melhor ainda “É sempre na mesma vista”.
O bom de tudo isto, pelo que me apercebo, é que já não se usam argumentos para justificar tal situação. O esquecimento do telemóvel é argumento, pelos visto, completamente aceite socialmente. Mas será que o é profissionalmente? Pois isso agora não interessa pois já o tem em seu poder, o resto virá mais tarde! (genericamente assim se pensará, adiante)
No exemplo expresso há um género de poder da Maquina sobre o Homem. Isto é, o telemóvel (do exemplo) tem um poder absolutamente extraordinário sobre o Ser Humano conseguindo alterar toda a sua rotina, independentemente das consequências. Incrível a dependência que hoje em dia se tem de certos objetos ou situações (mas quanto a situações ficará para outro tópico). Parece haver um certo magnetismo. Um poder inexplicável que tal aparelho tem. Eu compreendo, mas mais facilmente compreendo um musico voltar atrás para recuperar a sua guitarra, mesmo que atrase o espetáculo…enfim opiniões à parte, dá para entender.

Pois é, o magnetismo referido no exemplo anterior, também pode e deverá ser visto como um fator determinante nas nossas vidas enquanto elementos dos nossos ciclos exemplificativos (Académico, Profissional ou Empresarial). Quando referimos magnetismo como um poder atrativo entre objetos, e porque não pessoas, e neste caso referia influencia real, deveríamos pensar em quem pertence à nossa envolvente e entender o que de bom temos a aprender com essas criaturas. Tentar criar nós próprios um campo magnético que nos puxe para a organização, que nos influencie positivamente, que nos motive. No final das contas analisarmos em consciência com quem poderemos aprender, e o quê, e com que campos magnéticos queremos lidar e pelos quais queremos ser influenciados. Em boa verdade a decisão é sempre nossa. Parte de nós, não de mais ninguém. Nós saberemos onde queremos assentar.
Salvo melhor opinião, o fascínio, o encanto, o gosto e porque não o gozo que nos dá, que temos por certos temas, tópicos ou circunstâncias da nossa vida são magnéticos. O gozo que dá estar envolvido em tal projeto académico , mesmo que não haja feedback contemplando incentivo e motivação, isso é magnetismo que você criou perante a academia. O prazer que lhe dá, acordar pela manha, e ir trabalhar. Sim na empresa que adora, embora nem tudo sejam “rosas” e por vezes apareçam os “catos”, mas que reflexão feita, é o que você mesmo gosta de fazer e á qual se orgulha de pertencer. A sua própria empresa que dá a cada dia mais um passo, embora com as adversidades inerentes a uma economia em fraquíssimo crescimento e um mercado em pouca expansão ou desenvolvimento…mas você continua a acreditar e a dar tudo a cada dia.
A isso chamo magnetismo. Algo o puxa para lá, para cada circunstancia, com a autorização e acordo prévio do seu consciente, claro. Foi e é tudo planeado por si e pelo seu consciente. A decisão é sua. Sempre. A vida é uma lição constante. Aprendemos desde que nascemos e até terminar a nossa passagem por estas “bandas”. Cabe-nos a nós escolher qual o campo magnético que queremos para nossas vidas. Campo ou campos, poderemos ter mais do que um. Pode e deve fascinar-se em consciência, mas não se deslumbre sem o consentimento da mesma.
Magnético não é só para adornar o frigorifico.



