“O que se doa não nos torna mais pobres”. Esta será uma frase ouvida tantas vezes, por tanta gente e de tantas formas cujo significado será sempre o mesmo. Representará o ato de doar, de dar algo a alguém, de ficar sem algo em prole de alguém ficar com esse mesmo algo… Enfim, quantas e quantas vezes não nos deparámos já com situações destas nas nossas vidas quotidianas. Por vezes pelas piores razões.
Nos tempos que correm, e devido à situação financeira que se vive de um modo geral no pais, cada vez se veem mais movimentos de solidariedade. Solidariedade para com terceiros, que necessitam no momento, solidariedade para com associações, organizações, entidades e por ultimo exemplo até para com países. Há pois é, a moda está em ajudar e ser solidário com países necessitados, valendo o que vale, esta é uma evidencia factual.
Podemos não ter para solidariedade interna mas temos para dispensa externa, podemos não ter para nós próprios mas arranjamos forma de ter para terceiros. E é assim que a cada dia se dá conta de como solidários nos tornamos em tempos de dificuldades assumidas. Sem entrar em detalhes e argumentações criteriosas, nem fazendo juízos de valor, a questão que se coloca é: ” Será que a partilha, a que nos predispomos, está a ser efetuada da forma correta?”.
Quando dividimos o que temos em muitas partes, quando repartimos o que temos com alguém, quando usamos algo em conjunto com alguém, estamos efetivamente a partilhar algo. Por outro lado se repartimos algo com alguém significa que partimos o que já tinha sido partido e de onde nos tinha calhado algo em sorte, ou seja nos tinha calhado a nossa parte.
Em suma, distribuímos algo que nos pertence por direito com alguém que necessite ou não dependendo do caso concreto a exemplificar. Conceitos, mas que no fundo nos levam a algo interessante.
Numa ótica de gestão, fala-se em delegação, partilha, distribuição mas não só. Diz-se também (e de um modo geral) que o saber não ocupa lugar e que a partilha do conhecimento é mais valia no crescimento pessoal e profissional dos indivíduos. Ora, salvo melhor interpretação e opinião, nesta ótica, quando mais conhecimento se partilha mais se cresce e mais se faz crescer o outro.
Se crescimento, neste sentido, é enriquecimento pessoal que por sua vez conduzirá ao enriquecimento académico ou profissional, arrisco-me a afirmar que partilhar é enriquecedor. Arrisco-me a concordar. Concordo plenamente.
Nos nossos já habituais ciclos exemplificativos (Académico, Profissional e Empresarial) muitas são as vantagens de partilhar o conhecimento, no entanto há quem confunda partilha de conhecimento com perda de posicionamento numa lógica em que o terceiro envolvido ficará a saber tanto como o próprio que partilha a informação. Pois não me parece que esta teoria seja a mais assertiva.

Vejamos: O Professor ensinará sempre o aluno de forma gradual, nunca tudo de uma vez, logo se o mesmo está em constante processo de aprendizagem, direi que nunca ensinará tudo ao aluno. O mestre nunca revela toda a sua sabedoria pois todos os dias assimila mais, que oportunamente a partilhará, isto sim é um ciclo real de partilha. Não por mal, porque assim é. Da mesma forma, um individuo que seja chefe ou leader de uma equipa pode, e deve, partilhar informação e conhecimentos técnicos com os seus colaboradores, pois ele mesmo terá acesso diário a mais e mais informação e absorverá mais conhecimento que poderá partilhar à posteriori. Nunca se dará o caso da “pseudo-teoria” atrás descrita.
Como gestor de uma empresa também o caso não se dará. Pode pôr os seus diretores a par do que se passa, transmitir informações e conhecimento especifico, pois pelo mesmo principio, ao saber onde se quer posicionar no mercado/setor envolvente encarregar-se-á de conseguir mais preciosa informação e conhecimento estratégico.
Desmistificar a ideia de que delegar é ficar sem poder é importante para a progressão não só profissional, académica ou empresarial mas também pessoal. O conceito de partilha é completamente oposto ao do egoísmo. se soubermos partilhar, não formos egoístas no sentido de querer ficar com toda a informação pensando que levaremos todo o conhecimento connosco para a “hipotética cova”, a vida correrá muito melhor.
Delegando coerente e conscientemente levará a que possa gerir muito melhor todas as tarefas, projetos, objetivos que tem em mãos, rumando, por certo, em conjunto com seus colaboradores ao sucesso da sua missão.
Em resumo e pela logica da partilha, dê o que têm e eventualmente o que não tem, crescerá exponencialmente como Ser Humano o que o transportará para um elevado patamar de superioridade.
Se partilhar é crescer, você pode ser grande!



