“Sólido Cimentar”

Podemos dizer que estamos onde estamos pois fizemos por isso. Terá o seu quê de verdade, pois cada um, por certo, terá lutado bastante para chegar onde chegou , independentemente do “onde” e independentemente do “como”. Há, como sabemos, varias formas de “lutar” no sentido de crescimento e progressão pessoal, profissional, académica ou empresarial.

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Se por um lado, na vida pessoal, crescemos com os ensinamentos que absorvemos dos magos, sábios, xperientes indivíduos com quem nos cruzamos e com os quais aprendemos, não será menos verdade se disser que não haverá consolidação deste crescimento se não tivermos umas bases solidas alicerçadas com os valores Humanos que nos foram transmitidas pelos nossos antepassados ao longo de gerações. Só em cima de uns bons alicerces se constrói uma casa, tijolo a tijolo, robusta e segura. Assim é na vida, o caracter do ser virá ao cimo sempre em primeira instancia quer se queira quer não.

Na vida Académica, Profissional e Empresarial, a ideia é semelhante. Quero dizer, cruzamos-mos com ilustres professores que nos darão as bases dos programas curriculares, absorvemos informação e consolidamos com os magos catedráticos mais tarde na Academia.

Já no mundo profissional tivemos com certeza aquele chefe ou aquele diretor que nos deu o mote, a visão, o ensinamento de como as coisas funcionam numa organização e como deveremos proceder, estar ou atuar. Iremos trocando de emprego (exemplo generalista) levamos os ensinamentos e consolidamos ao longo da nossa carreira com a progressão da mesma e damos por nós a partilhar esses mesmo ensinamentos consolidados.

Quando se entra no mundo empresarial, houve claramente aquele exemplo de sucesso, de empreendedorismo, que nos ficou na memória, que fez de certa forma historia, que nos fez aprofundar e aprender sobre este mundo e nos fez arriscar. Alguma empresa exemplo ou alguma pessoa com visão que achamos de abrangente sapiência para nos dar o “empurrão” que necessitávamos.

Em todos os ciclos houve por certo alguém que, direta ou indiretamente, nos possibilitou algo em algum momento. Esse ato, propositado ou sem intenção aparente, é (foi)  sem dúvida o ingrediente impulsionador que juntamente com o fruto do nosso trabalho, dedicação, esforço, insistência ou perseverança, a tal “luta” que me referia há pouco, nos encaminhou a onde estamos hoje e a quem “somos” hoje como seres humanos (não me referindo a títulos, obviamente).

Ao tentar fazer-se com que alguma coisa se torne possível para alguém, estamos a tentar proporcionar, possibilitar, que esse algo se torne realmente real. Possibilitar também será mostrar a alguém que é possível, eu diria incentivar, abrindo horizontes na esfera da perspetiva das coisas ou da realidade envolvente.  Sempre que alguém, por qualquer motivo, nos faz pensar, refletir sobre algo, estamos a obter uma oportunidade. Oportunidade de olhar em frente com “outros olhos”. Isso é uma oportunidade que só cada um pode aproveitar ou deixar escapar.

Há também alturas em que podemos ter ficar um pouco parados pois a referida oportunidade não aparece, nem por ela própria, nem pela mão de alguém. Quero com isto dizer que por muito que se queira uma coisa, muitas das vezes terá de haver alguém a acreditar, a confiar nas nós para que a oportunidade se torne real e efetiva.

Tornar possível ou seja possibilitar, auxiliar, proporcionar, permitir ou até conceder (como exemplos) serão sinónimos mas a cada situação da vida nos deparámos com cada uma delas. Lembremos que alguém nos permitiu ir aquele concerto, ou ao futebol, que nos proporcionou aprender como funciona uma multidão, um acesso em massa a um espaço, enfim como funciona a ordem das massas.

Também alguém nos auxiliou naquele trabalho de fim de curso, aquele colega e mais tarde aquele professor nos deu umas “dicas”, ora esta auxilio fez por certo com que aprendêssemos como trabalhar em grupo, como ouvir opiniões e pontos de vista, poderei dizer que é um começo da aprendizagem de como se trabalha em equipa.

Um dia, já no seu emprego, o seu chefe concede-lhe o privilégio de fazer você próprio a apresentação (perante todos a envolvente da empresa) do novo produto a lançamento. você ficará radiante e entenderá que lhe proporcionaram uma hipótese de ouro de mostrar o que sabe, como sabe e quem sabe uma oportunidade de brilhar à seria.

Se, reforço, se temos tantos exemplos de alavancagem, de possibilidades concedidas por terceiros, que nos fizeram por certo obter e absorver, ao longo de toda a vida, tanto do que sabemos e do que somos hoje, na verdade, então não deveríamos esquecer nunca.

E questionam vocês o que tem que ver o esquecimento com o referido anteriormente? Pois é. É que se continuarmos a praticar o mesmo que outros fizeram connosco, a sequencia não terminará e alguém um dia nos recordará como estamos agora a recordar alguém.

Faça algo por alguém, por mínimo que lhe parece, esse alguém recordará pela vida fora. Oportunidades são necessárias e é importante apanha-las, mas também concede-las. Assim haja quem as queira aceitar.

Pequenas oportunidades são muitas vezes o começo de grandes empresas.”  ##Demóstenes##

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About João Farinha

Ph.D. in Management from Universidade Europeia – Laureate International Universities, with a Master in Marketing and a thesis on Brand Management. He also holds an Executive Master in Marketing Management from the same university. In addition, he has Certification in Business and Management from Case Western Reserve University (Leadership and Emotional Intelligence), Certification in Business and Management from the University of Maryland, College Park, (Entrepreneurship) and Certification in Business and Management from the Wharton School, University of Pennsylvania (Leadership). His Background is in Accounting and Administration–Taxation from Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa.
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