“Achega Matinal”

“Alguém necessita da minha ajuda?”. Como seria magnifico começar assim a manha de trabalho profissional ou em qualquer dos outros ciclos exemplificativos (acrescentando o académico e empresarial) : Os típicos ciclos.

Pois é, nem sei que dizer em relação ao que escrevo, pois ainda estou a refletir em como seria nobre dizer em alto e bom tom (som), ou até ouvir, tal frase. Bem sei que não será propositado certamente mas a verdade é que não se reflete muito sobre a verdadeira essência de prestar ajuda, de colaborar voluntariamente com um colega, professor na academia, um colega de trabalho ou o chefe no escritório, com os seus colaboradores ou mesmo diretores na sua empresa.

Partilhar sem querer nada em troca, dar por dar, e refiro-me só á partilha de conhecimento, de ideias, enfim, algo que você possa sentir-se confortável em contribuir para, mas sempre sem querer nada em troca.

É obvio que o tema trabalho de equipa (espirito e metodologias que aprecio bastante, diga-se de passagem) está muito comentado, estudado até, mas o que tento expressar hoje é o voluntário grito de cooperação. Sentirá por certo uma sensação magnifica ao faze-lo.

Agenda completamente cheia, muita agitação e muita alteração de ultima hora que fazem com que considere que…está mesmo muito ocupado. Ocupado com os aspetos mais sérios, mas também os mais banais, todos fazem parte da agenda diária. Tudo isto leva a que se distraia constantemente com algo que é importante: Sentir-se útil a alguém!

Este é o ponto fulcral onde a sua maneira de ver o seu ciclo envolvente muda. Ao deixar de se preocupar só com a sua agenda, e num espirito de cooperação, colaboração e cumprimento de estratégias e objetivos comuns, você pensa: “Onde e a quem poderei ser útil hoje?”

Haverá um dia em que se sentirá bem, sentindo-se útil a alguém ou alguma causa. Mas antes disso irá ter necessidade de sentir-se realmente útil, quer social quer profissionalmente, ou onde quer que seja. Este aspeto que lhe andará a rondar o cérebro durante alguns dias, como se uma abelha fosse à volta da colmeia, fará com que pare e reflita no assunto.

Numa primeira fase diria que se perguntará a si próprio o porquê disto lhe está a acontecer se é tão bom tratar só das coisas da agenda (que já dão uma trabalheira, como exemplo), ou se, para quê  chatear-me se o outro tem mais tempo para tratar dos assuntos sozinho, ou até se for algo para fora de horas, pensará que o melhor é ir para casa, fazer um pouco de “mappling” ou “zapping”. Certo é que oportunamente entenderá por si próprio o conteúdo da resposta.

Envolver-se em algo que envolva o seu voluntariado na partilha de conhecimento, o seu “know how”, como se diz nas gírias profissionais, dar-lhe-á energia extra e depois de se aperceber de quão gratificante é sentir-se assim, poderá tornar-se num habito, num estilo de vida ou numa maneira de encarar a realidade profissional. Mostrando-se disponível não significa que não tem nada para fazer das suas competências, mas sim que está disposto a ajudar quem poderá necessitar pontualmente, e isso sim,  é a mais-valia.

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Tal como para a sede há a água, e para a fome o pão, neste caso basta dedicar um pouco, por muito ínfimo que seja, do seu tempo e dar-se-á por feliz realizando-se por sentir-se útil. É verdade, este tipo de auxilio, cooperação ou colaboração não custa dinheiro, mas lá por estarmos a falar em tópicos de gestão não se aplica o que usualmente se refere como que: “Não há almoços grátis”. O sentido de cooperação é real se for sem intensão de ser obter beneficio de tal ação. Não só não custa dinheiro como não nos desvaloriza. Isso é certo.

Se mais logo acordar com “zumbidos no cérebro” poderá muito bem ser das “abelhas” sobre as quais leu no texto de hoje, mas será, com toda a certeza, gratificante pois será sinal que refletiu no ato de ajudar, no ato de sair da sua zona de conforto em auxilio de alguém por qualquer que seja o motivo, que pensou em colaboração e mais ainda que terá pensado na contribuição de algo que é seu, o seu conhecimento ou ideias, para com os outros ou para a causa que seja. Veremos como será.

A ideia de sermos uteis, podermos partilhar algo com alguém, a ideia e o ato de cooperar não custa nada e …se todos pensarmos assim já imaginou como que será trabalhar com pessoas assim!

A concorrência tem-se mostrado útil até um certo ponto e não mais, mas a cooperação, que é pelo que nos devemos esforçar hoje, começa onde a concorrência sai fora.” ## Franklin D. Roosevelt ##

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About João Farinha

Ph.D. in Management from Universidade Europeia – Laureate International Universities, with a Master in Marketing and a thesis on Brand Management. He also holds an Executive Master in Marketing Management from the same university. In addition, he has Certification in Business and Management from Case Western Reserve University (Leadership and Emotional Intelligence), Certification in Business and Management from the University of Maryland, College Park, (Entrepreneurship) and Certification in Business and Management from the Wharton School, University of Pennsylvania (Leadership). His Background is in Accounting and Administration–Taxation from Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa.
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