“O Trato Certo”

“Mas, afinal estás a ouvir-me ou nem por isso?”, “Bem, já vi que deve estar é a “entrar a 100 e a sair a 200”, “Estava atento?'”, ou então “Achas mesmo que foi isso que disse?”, “Chegámos a algum consenso? parece-me bem que não pois estamos com interpretações diferentes”. Estas são frases, mais palavra menos palavra que já deve ter ouvido, dito ou até pensado, em algumas circunstancias. Elas (em exemplo generalista) representarão situações em que o “fio condutor”, que é suposto transportar a mensagem, se estropeia e permite a existência de ruído, levando ao não entendimento, logo á interação inexistente.

Como deverão compreender, e em termos de gíria linguística, é difícil interagir com alguém, ou alguéns, com quem se fala de “alhos” e nos respondem sobre “bugalhos”(permitir-me-ão esta expressão).

Quando se consegue gerar envolvimento entre duas ou mais pessoas, independentemente do ciclo exemplificativo, que se empenham em trabalhar juntas e que promovem ou provocam algum tipo de reação, umas nas outras, isso chamar-se-á de interação. Por outro lado e até simplificando, também diretamente se designa por interação quando há ação ou ações que são mutuas entre pessoas ou entre maquinaria, e mais recentemente aplicações, por exemplo.

Interação pura e simples refletirá comunicação, dialogo, relacionamento ou convívio com partilha de informação, troca de mensagem e aprendizagens de uma forma recíproca e em plena sintonia (como costumo dizer). Na academia por exemplo teremos a interação entre professores e aluno com a partilha de conhecimentos e ensinamentos. No ciclo profissional, quem nunca pensou na interação entre a teoria e a prática, isto é, quem não encarou já um desafio profissional onde não estivesse desejoso de por em prática conhecimentos teóricos? Pois é uma constante e, nestes casos com influência reciproca. Aprende-se teoria, e tenta-se aplicar na pratica, estudam-se os resultados obtidos e interpreta-se de novo teoricamente as conclusões que se possam tirar. Um ciclo de influencia, portanto.

Na sua empresa, e na interação diária com os membros da direção e outros órgãos de gestão, é conveniente que haja sintonia entre todos para o bom funcionamento e cumprimentos das normas e regras. Se afirmativo, cada um dos indivíduos, a nível do seu comportamento,  torna-se um estimulo para os restantes, pelo fato de haver e mencionada interação.  O dialogo constante entre os indivíduos, será interação pura. Só para exemplificar alguns casos enquadrando com os nossos ciclos envolventes já habituais.

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Já numa ótica de Gestão, Interação também se relaciona com “bom trato”. Ou seja, independentemente da posição que se ocupa, nunca estaremos sozinhos no “mundo”, leia-se ciclo envolvente a que nos referirmos. Desta forma nada melhor que a cordialidade de trato entre os colegas, colaboradores e outras entidades externas, para que a comunicação ou mensagem seja entendida da melhor forma, para que não haja ruído e para que a interpretação seja a correta, de uma forma simples e eficaz.

Não estamos sós mas deveremos fazer o que achamos que está certo desde que seja feito em consciência. Para tal, por certo, muitos intervenientes havemos de ter ouvido até chegarmos a uma qualquer decisão. Certíssimo, voltámos a comentar algo sobre “ouvir”. Ponto importantíssimo, pois para uma boa interpretação da informação que estamos prestes a receber, deverá haver uma forte e sólida intenção de entender totalmente o que nos é transmitido por terceiros, quer analiticamente, intelectualmente ou emocionalmente. Não deveremos deixar que os nossos paradigmas pessoais influenciem ou afetem as nossas interações com terceiros, pois ao acontecer haverá efeito no modo de interagir dos outros para connosco. Mais um ciclo.

Há efetivamente um cuidado a ter com as interações, e sempre que possível fazer algo para melhora-las (se assim for caso). Para tal deveremos, “olhar ao espelho” e começar por nos conhecermos melhor, tentando cada vez mais conhecer melhor as nossas “razões” existenciais, motivos e paradigmas…diria analisar as intenções que temos e atos que praticamos e por sua vez quão eficazes somos em tudo isto quando relacionado com as nossas interações nos ciclos envolventes. Ahh pois é! Por este ponto de vista, e já muito se tem estudado e sobre o qual já muito se publicou, frequentemente se diz e se menciona que antes de se tentar ser compreendido, pelos outros, há que compreender.

Se compreendermos os outros, para além de podermos partilhar da mensagem, comentar, opinar, pois sabemos do que se trata, fazemos de certa forma os outros felizes pois tiveram sucesso na partilha de informação ou mensagem que terá ocorrido sem ruído. A interação está a funcionar. Ao darmos continuidade ao ciclo, de mais e mais interação, como sempre na vida, aprendemos algo novo com os intervenientes.

Afinal, aprender a estar calado pode ser determinante!

“Diagnostique antes de receitar”
## S.R.Covey##

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About João Farinha

Ph.D. in Management from Universidade Europeia – Laureate International Universities, with a Master in Marketing and a thesis on Brand Management. He also holds an Executive Master in Marketing Management from the same university. In addition, he has Certification in Business and Management from Case Western Reserve University (Leadership and Emotional Intelligence), Certification in Business and Management from the University of Maryland, College Park, (Entrepreneurship) and Certification in Business and Management from the Wharton School, University of Pennsylvania (Leadership). His Background is in Accounting and Administration–Taxation from Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa.
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