Usando como metáfora o “milho aos pombos”, ou a “gamba aos peixes”, quero dizer que quando há algo que “chama”, que “atrai”, que “puxa”, efetivo a ideia de que sempre, e para tudo na vida, haverá uma causa ou um fundamento. Algo que nos faz dar aquele passo, certo ou não, isso já é outro tópico.
Aquelas frases típicas, (como exemplos generalistas), “Se tiver boas notas, podes oferecer-me aquela boneca?, dir-lhe-á a sua filhota, ou “Se fizer hoje todos os trabalhos da escola, podemos ir ao futebol?” questionará o seu filho. O tempo passa, avança na cronologia e estes casos começam a ser mais notados é propriamente em si e nos seus ciclos envolventes. Começa a pensar que se a investigação mencionar umas quantas referencias a estudos de notoriedade elevada e com alto reconhecimento cientifico, o seu trabalho será valorizado.
No escritório na sua labuta diária, tende a pensar que quanto mais for notório o seu envolvimento na vida da empresa, a começar pelo desempenho pessoal, departamental e depois com os elos de ligação a outras divisões ou áreas e que quanto mais se esforçar para fazer bem as coisas mais depressa a sua “recompensa” chegará. E sabe que recompensa não é só material, se é que me faço entender… Já na sua empresa terá a noção, a meta ou objetivo de angariar mais clientes, fazer crescer o seu portfólio pois sabe que com isso chegarão melhores resultados e no final do dia isso é que vale.
Tudo o referido anteriormente, bem como muitos mais exemplos, servirão para descrever porquê se procede de uma certa maneira. Porque há motivação. Motivações diversas que fazem com que as pessoas nos seus ciclos se encaminhem no seu rumo, No rumo que traçaram em consciência querer seguir, Desenham um, ou uns, objetivos e depois tendem a associar motivações conexas para fazerem o seu percurso académico, profissional ou empresarial. É assim e sempres será. As motivações fazem os indivíduos moverem-se. Alguns cientistas vêm a motivação como fator que determina o comportamento, tal como expresso na frase “todo comportamento é motivado”.
Muito se tem escrito cientificamente, ou não, sobre motivações mas numa ótica simplista e resumida, diria que tudo o que consideremos de inspiração, incentivo ou estimulo por um motivo, objetivo ou causa será motivação. Quando absorvemos mais do que uma motivação, tornam-se motivações ou conjunto de fatores influenciadores, que fazem com que nos impulsionemos atrás dos nossos objetivos.
Variadas vezes ouvimos comentar:”É necessária muita motivação para traçar um rumo daqueles”, ou “Que motivação demostra aquele colega” e por ai fora… é verdade. Serão conjuntos de causas, estímulos, motivos, fundamentos ou incentivos porque não, que compilarão o conceito de motivação ou motivações de cada individuo.
Numa ótica de gestão, em especial nas organizações, haverá antes de tudo uma missão e uma visão da Empresa que desencadeará uma estratégia a seguir para cumprimentos de objetivos. Depois caberá a quem de direito, “passar”, encaminhar, ensinar, ou induzir as referidas motivações a cada colaborador para que os mesmos e em conjunto (trabalho de equipa) finalmente atinjam os objetivos planeados. Mas trabalhar em equipa nem sempre é fácil, pois não há pessoas iguais, não há feitios iguais (seja lá o que se considere feitio – isso dará outro tópico) e também não haverá motivações iguais.

Em primeira instancia diria que deveremos conhecer muito bem as nossas motivações. O que nos faz mover, o que “nos faz levantar pela manha”, enfim, sabermos aquilo que queremos, quais os nossos comportamentos a ter e como planeamos fazer para conseguir atingir o que se pretende. Depois há que tentar, para não dizer diretamente conseguir, entender o comportamento dos que nos rodeiam e as motivações serão um ponto determinante, um fator importante. Diria que entendendo as motivações de terceiros conseguirá entender os seus comportamentos.
Pergunta-se muitas vezes, porque é tão agradável trabalhar com individuo A e tão difícil com fulano B? Tratar-se-á de confiança? Não acredito. Tratar-se-á de maneira de estar? Já vou mais por esse argumento. Se nos conhecermos bem, soubermos quais as nossas motivações, e por outro lado tivermos a perceção das motivações dos outros, por certo isto ajudará a que confiemos a tarefa certa ao colaborador certo que por sua vez fará antever como serão futuras reações.
Para entender como cada colaborador funciona, há que compreender os seus comportamentos e estes determinarão como reagirá. Cada colaborador ou individuo tem os seus motivos subjacentes e estes sim, podem indicar prováveis tipos de funcionamentos nas referidas situações que se avizinhem.
O mais difícil é absorver este conhecimento para por em pratica analise de futuras reações e comportamentos. Em resumo, não é linear tentar por em pratica certas teoria, pois falamos de fator Humano e com isto já disse tudo. Podemos tentar entender, mas o Ser Humano tem muito que se lhe diga a começar por cada um de nós. Introspeção!
“Eu trabalho através de equipas. É a única maneira como sei trabalhar.”
## Angela Ahrendts ##



