“Efeito Alvo”

Embora muitas vezes sem nos apercebermos, diariamente somos confrontados com situação que nos “obrigam” a optar. Como exemplo generalista, na estrada, apanhamos um pouco de transito e de repente ao darmos conta e já estamos a escolher um caminho alternativo para o nosso percurso. Quanto às férias é necessário afinar sempre o dia do regresso: um dia antes, ou mesmo no ultimo dia, para se aproveitar ao máximo.

Pode ser caso e há que optar pela gravata certa para o fato certo. Até no restaurante olhamos para a lista de pratos no menu e optamos por um deles. No leitor, optamos pela musica adequada ao momento. Pois é, a vida é feita de opções mas em muitos casos chamamos decisões. Terão cada palavra o seu uso, mas a essência é muito idêntica.

Quantas vezes nos deparamos com este tipo de situação que passa de uma, mais simples, opção para uma decisão com maior grau de seriedade. Ou do que parece muito sério como decisão e depois analisamos como uma opção tomada. Opção é vista como um efeito de escolha, um ato que se toma após considerarmos a forma como procederemos, decidiremos entre duas ou mais hipóteses e uma opção será tomada.

Nem sempre é possível, mas maioritariamente, haverá alternativas, poderemos selecionar e decidir o que fazer ou como proceder. O que é importante é a analise a cada uma das hipóteses ou alternativas que nos apresentam ou com as quais somos confrontados. Se é verdade que só nos poderemos arrepender do que fazemos e nunca do que não fazemos, neste caso há que evitar o arrependimento por uma eventual má opção.

Mas se for caso também este passo fará parte do crescimento pessoal ou profissional. As opções são para ser tomadas em consciência e caso se verifique não ter sido a melhor escolha, pelo menos e numa ótica positiva aprendemos o porquê desta consideração, melhorando e afinando os nossos critérios para o futuro.

Opções podem ser tomadas por diversos critérios, como pode imaginar. Haverá os mais lógicos, carecendo de analises realísticas ás situações envolventes, como pós e contras, situações de eleição e bom senso (estatuto ou hierarquias por exemplo), situações financeiras, mudança, soluções adequadas, a melhorar ou adaptar… serão aqueles critérios que no final terão de fazer sentido numa ótica generalista.

Haverá também os mais sensoriais, como aqueles que são de impulso, por gosto, por simples preferência, por favoritismo ou por “feeling” (impressão que será acertado ou não). Estes serão, normalmente, critérios que são de menor analise (ou mesmo nenhuma) para a decisão entre as opções.

Se a escolha entre uns chinelos de praia e umas sapatilhas é simples, terá as suas considerações de gosto pessoal e eventualmente conforto associado, já a escolha de uma camisa, gravata, sapatos e fato poderá ter que ver com a situação onde vai ser usado, envolvente social, tipo de evento e por ai, logo carecerá de uma pequena analise adicional, digo eu!

Na Academia também terá critérios diferenciados para decisões ou opções que terá de tomar como o exemplo da escolha inicial do curso a frequentar que muitas vezes passa por uma questão de gosto, de perceção (é assim que você pensa que será) ou talvez alguma influencia dos seus ciclos familiares e de amigos. Este critério pode não ser tão exaustivo de analise, mas não deixa de ser importante logo deverá ter o mínimo de analise para que não se desperdicem oportunidades de carreiras com sucesso.

Na vida profissional ou empresarial as opções e decisões tendem a ser mais ponderadas com mais analise, pois se cumprimos ordens queremos que tudo saia certo e que sejam cumpridos todos os passos dos processos designados para as tarefas atribuídas, sempre com sucesso. Se estamos em posições de liderança, chefia ou direção, ou mesmo se somos quem manda, quem põe e dispõe, teremos sempre de ponderar e analisar muito mais em cada decisão ou opção.

Por um lado há um estrutura que reporta a nós, logo teremos de tudo fazer para que as decisões sejam sempre o mais acertado possível, por outro lado estão os resultados da empresa que dependerão, sempre, da interpretação e aceitação prática (fazer o que se indica) das opções tomadas, pelos colaboradores que lhe darão seguimento, na maioria dos casos.

Em resumo quanto maior for a sua responsabilidade, quanto mais envolvido na situação estiver, maior é a dificuldade da escolha. Mais exaustiva será a sua analise e mais considerações terá. Quanto mais importante para si forem os efeitos futuros esperados da decisão ou opção que terá de fazer, maior a analise fatual.

Quanto mais valor der ao assunto, maior vai ser a sua preocupação com a opção que vai tomar. Por todos estes motivos de elevação da sua decisão e muitos mais, não deixe de a tomar. Se está neste ponto é porque o assunto, tema ou tópico é importante para si, como tal, não deixe de fazer as ponderações necessárias, mas decida em consciência.

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Se a opção for para si considerada a certa, ótimo, aprendeu todo o processo e este terá corrido bem. Se o resultado não foi o esperado, aprendeu na mesma com a situação e melhorará para a próxima os seus critérios de analise e avaliação da situação. Aprender, aprendemos sempre. Teremos sempre uma situação WIN-WIN connosco próximos. Ou ganhámos com a opção que tomámos ou ganhamos a sabedoria de como fazer melhor para a próxima.

“Falhar não é uma opção. Todos têm que ter sucesso.”
##Arnold Schwarzenegger##

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About João Farinha

Ph.D. in Management from Universidade Europeia – Laureate International Universities, with a Master in Marketing and a thesis on Brand Management. He also holds an Executive Master in Marketing Management from the same university. In addition, he has Certification in Business and Management from Case Western Reserve University (Leadership and Emotional Intelligence), Certification in Business and Management from the University of Maryland, College Park, (Entrepreneurship) and Certification in Business and Management from the Wharton School, University of Pennsylvania (Leadership). His Background is in Accounting and Administration–Taxation from Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa.
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