“A Simplicidade das coisas é o que as torna mais belas”, frase ouvida algures. Eventualmente num ciclo cultural, no teatro ou quem sabe escrita em algum romance. Importante é que realmente é uma frase simples e que marca quem a ouve ou lê de tal forma que a reproduz ou escreve. Terá deveras o seu que de significância, mas isto sou eu a dar saudações a mais uma noite de letras.
Ao longo da vida vamos vivenciando experiencias, colecionando exemplos, que por certo nos marcaram e nos fizeram crescer pelo conhecimento que nos foram chegando e que formos absorvendo. Vivemos nós próprios e assistimos ao crescimento de muita gente em nosso redor através de todos os ciclos envolventes por onde passámos ou estamos a passar.
Muitas vezes as coisas parecem estar a correr-nos menos bem, e alguém nos apoia, levanta a moral e ajuda a que tudo se reequilibre na balança emocional e do consciente. Normalmente podemos chamar Amigos a este tipo de pessoas. Farão qualquer coisa sem intenção de obter retoma com o feito. Amizade “a top”, quem não a teve ou tem? Pois é verdade, a amizade verdadeira dura para sempre, e como já tenho escrito, não têm limitações geográficas. Adiante.
E no mesmo exemplo passado no tempo, quando alguém se aproveita da sua fragilidade momentânea e torna a situação como oportuna para se elevar? Elevar no sentido de valorizar-se a si próprio, tirando partido do seu “mau momento” Reconhece o que escrevo? com certeza que sim….é nessas alturas que devemos pensar que os “pedestais também fazem cair as estatuas”.
Podemos estar menos bem, como se diz na gíria “na mó de baixo” mas uma coisa é certa, seremos humildes e só quereremos notoriedade quando assim a merecermos, ao contrário de quem se aproveita momentaneamente da situação.
Situações destas são recorrentes em qualquer um dos ciclos exemplificativos e teremos dezenas de exemplos. Quantas vezes verificamos alguém a ficar com “os louros” do trabalho num trabalho supostamente de equipa para uma cadeira na academia?
Quantos de nós não tivemos já colegas de trabalho a tentar “ultrapassar pela direita” com movimentações menos profissionais para chegarem em apoteose onde definiram ? (ou “pseudo-apoteose” imaginária desses indivíduos. Quantos negócios perdeu na sua empresa por falta de clareza e transparência de um concorrente ou de uma situação de mercado? Como se pode verificar, teríamos muitos exemplos.
Tão lento se sobe e num ápice se desce, ou se cai. É isso que devemos ter em consciência quando nos acontecem estes tipos de situações. Deixar andar, deixar rolar. Já diziam os sábios que o que “a nós nos pertence, a nós nos chegará”. Pois é. A apoteose hipotética do momento pode ser de pouca dura e não é isso que queremos para ninguém, queremos sim que as pessoas cresçam como Seres Humanos mas de forma consolidada e coerente com aquilo que podem crescer, um passo de cada vez para não tropeçarem. Se é que me consigo fazer entender.
Quando se eleva alguém, ou a si próprio, a um certo estatuto de superioridade, ou eleva alguma situação empoladamente por um qualquer motivo, á partida extraordinariamente (e não recorrente), está a criar uma situação de apoteose para esse alguém, para si próprio ou para a situação de exemplo.
Reconhecimento pontual, consagração por um qualquer feito, dedicação excessiva a algo ou a alguém por um especifico momento, serão exemplos que se tornam ou se proclamam, direta ou indiretamente, de Apoteose. Gostamos de lidar com estas situações quando as mesmas não são devidas? Pois, tenho ideia que me acompanhará no raciocínio.
Transpondo o exemplo para a esfera dos nossos ciclos exemplificativos, o que fazer nestes casos? Pois, em primeira instancia, desvalorizar, ignorar, pois como já tantas vezes escrito, “o caminho para o sucesso faz-se pelas escadas”, logo fá-lo-emos passo a passo e temos consciência disso. Numa segunda fase, levamos em conta uma das regras de ouro da gestão: “Less is more”, também uma frase conhecidíssima nos corredores da academia e por sua vez da Gestão, ou seja “menos é mais” o que representa neste caso simplicidade.

Não vamos complicar o que não é complicado e não vamos dar relevância ao que não é de todo importante para prosseguirmos o nosso caminho. Focos, será o que temos de ter em conta de seguida. Não podemos perder o Focos, por aparentemente alguém nos estar a tentar dar um “empurrão” em sentido contrário. Se estivermos focados no nosso objetivo, chegaremos lá. Teremos é que seguir o percurso passo a passo e degrau a degrau.
No seguimento e como exemplo generalista, quando menos se espera, e depois do nosso trajeto palmilhado, teremos também o nosso real momento de consagração. Não quereremos apoteose, como a “vizinhança”. Será legitimo, reconhecido o trajeto e humildemente direi, será merecido pois trabalhámos muito para tal e não mos deixámos abalar pelas intempéries que connosco se cruzaram no caminho.
Não deixámos e não deixaremos profanar aquilo que por mérito próprio será nosso e para o quê arduamente construímos as bases dia a dia, noite a noite.
Em resumo, sempre sem remorsos mas como sinal de que somos astutos, estamos atentos e vigilantes e sabemos bem o que queremos e como queremos atingir de objetivos, comentaremos:
“Não se esqueçam do pássaro”.



