“O Fleumático”

Dia tristonho pela essência atmosférica. Umas nuvens ao fundo, uma brisa quase constante e um Sol que se esconde permanentemente. Este é um cenário conhecido de todos nós e por norma o efeito tende a ser também idêntico na maioria dos ser humanos. Por norma, moleza, sensação de mau estar (na ótica de: Não se está bem nem se está mal), corpo mole, eu diria até de certa forma com sintomas de adormecimento.

Mas o nosso corpo e mente não “adormece” somente derivado ao cenário climatérico exposto acima, não. Por norma, e esse sim preocupante é quando nos deixamos adormecer para a vida. Isto é, deixamos passar indiferente o mundo que nos rodeia mantendo-nos fechados no nosso sono imaginário e sensação de conforto que é: nem pensar em abrir a janela para o exterior!

Quem nunca ouviu a frase, que por acaso é transversal a qualquer um dos ciclos exemplificativos (Académico, Profissional e Empresarial), “Acorda para a vida!”? Esta é uma frase feita, dita maioritariamente em ambiente descontraído e onde impera a confiança entre os indivíduos, mas pode também servir de rastilho para a discussão ou provocação, mas isso sim, será outro tópico.

Normalmente e o exemplo expresso é de alguém que ficou, por querer ou pelas circunstancias da envolvente foi levado a, estagnar. Estagnar no sentido de não querer saber. O que existe chega. Respira, move-se e o resto pouco importa. Em suma, não evolui nem como ser humano, nem em conhecimento nem sequer socialmente pois na maioria dos casos e (exemplo generalista) nem quer saber de quem está por perto ou de quem possa vir a estar.

Um individuo nas circunstancias referidas será feliz? Com certeza à sua maneira, mas os outros não o verão como tal, haverá necessidade de esforço extra para ser entendido, compreendido e até integrado. Sendo o exemplo levado ao extremo, quem não quer saber, quem não se dá a conhecer, quem não se abre a novas situações ou oportunidades ou ate á convivência com pessoas novas, dificilmente fará com que os outros se preocupem com ele, se interessem pela sua situação ou pela sua integração.

Não podemos viver isolados do mundo. Mas muitas vezes nem é o caso, o que se necessita é de um abanão, Um despertar. Balde de água, sugere você? Pois também já tenho pensado nisso muitas vezes tem faltado é a oportunidade. Adiante.

Ao depararmos-nos com este tipo de situações, seja em que ciclo for, com certeza que não nos sentiremos indiferentes. Existe alguém a quem deveremos trazer á existência, despertar, fazer com que sejam originadas vontades, novos estímulos. Ter-se-á de fazer algo para alterar a situação.  Normalmente diz-se que a pessoa está “a dormir” e é precisamente isso que não se pretenderá em nosso redor. Queremos pro-atividade, capacidade de raciocínio e ágil, improviso, flexibilidade, prontidão e outras características completamente inversas a quem aparentemente estará a “dormir na formatura” como se diz no ciclo militar.

Conseguir despertar alguém, tirar o individuo, seja colega de curso, colaborador, funcionário ou membro de gestão da nossa empresa, por vezes não é fácil, mas será recompensador se efetivamente a pessoa tiver a capacidade de recuperação do estado momentâneo em que se encontra. O estado referido poderá passar por varias razões (exemplificando apenas algumas), pessoais: que estão a interferir com a envolvente onde se encontra; profissionais: e poderemos referir falta de motivação ou desinteresse ou simplesmente falta de capacidade de intrusão nos núcleos sociais ou ciclos que seja necessário. Nesse caso conversa terá de ser outra pois já entramos no campo “erro de casting”.

Há algo a fazer, diria que deveremos provocar um “click” na mente do individuo, fazendo ver o que se passa em seu redor. Dar-lhe um motivo para abrir as pálpebras e ver. Ver a movimentação que o rodeia e fazer com que ele se permita a ele próprio trazer de volta as memorias da atividade que por certo em algum momento teve. Vamos acreditar que sim.

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Numa ótica de gestão de recurso, de equipas, você não poderá ter alguém adormecido nas suas fileiras, e volto a referir o espirito militar, pois não pode correr o risco de contagio. Uma situação dessas pode levar á desmotivação dos restantes elementos pelo fator de diferença. Quero dizer, alguém que não esta nas plenitude de suas capacidades não produzirá tanto e os restantes sentem que haverá diferenciação de trato, não poderá acontecer ou transparecer nunca.

Caso o assunto ultrapasse a esfera das hipóteses de despertar, com a típica e consecutiva “alvorada” que tem vindo a ser referida, ai confirmamos o erro de “casting” e teremos de proceder em conformidade para a boa e rápida estabilidade do grupo de trabalho, equipa, departamento, secção, unidade ou o que seja dependendo do ciclo envolvente.

Para o pachorrento individuo, regra geral e no exemplo generalista, terá o cérebro arrefecido, verá a sua capacidade de enfrentar a realidade cada vez mais debilitada, e tudo isto não terá sido, ou não será, por certo, mais valia. Normalmente agravando-se com a entrada em transe, a negação á integração e o descrer nos alertas constantes. Estes, levarão a que fique cada vez mais isolado, algo que não se quer nunca, pois nada melhor que tudo a funcionar sempre bem para todo, com todos, em resumo, em unidade… porém….

“Só se pode ajudar quem quer ser ajudado”…

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About João Farinha

Ph.D. in Management from Universidade Europeia – Laureate International Universities, with a Master in Marketing and a thesis on Brand Management. He also holds an Executive Master in Marketing Management from the same university. In addition, he has Certification in Business and Management from Case Western Reserve University (Leadership and Emotional Intelligence), Certification in Business and Management from the University of Maryland, College Park, (Entrepreneurship) and Certification in Business and Management from the Wharton School, University of Pennsylvania (Leadership). His Background is in Accounting and Administration–Taxation from Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa.
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