“Curva Fechada”

“Nó no estomago”, aperto no coração, dificuldade em respirar, dor no peito estes são alguns dos sintomas, não com considerações médicas, claro, que poderão significar um estado de ansiedade, impaciência e até de aflição. Termos e expressões ouvidas repetidamente quando alguém espera ou, aparentemente, desespera por alguém ou por alguma coisa, alguma resposta, resolução e assim sucessivamente.

Todos nós já devemos ter vivenciado casos idênticos como quando aguardamos impacientemente aquela nota do exame, quando afinamos aquela apresentação para a administração da empresa ou quando aguardamos pela decisão do concurso ao qual a nossa empresa concorreu. Em todos os ciclos exemplificativo da nossa envolvente há testemunhos de casos destes.

Imagine o pai que empresta o carro ao filho para que este leve a namorada ao cinema após o jantar. Até aqui tudo bem (ou não). Bem, se assim for, parece-me que alguém não irá dormir cedo esta noite, e não me estou a referir ao jovem que foi ao cinema. Por certo, e no exemplo generalista em causa, o pai não deverá descansar até o assunto (neste caso a viatura retomar à garagem) estar terminado. Impaciência, agonia, ansiedade e até um estado de aflição se vão instalar mal o jovem saia o portão da garagem…ahhh pois é.

Normalmente há uma tendência para colocar tudo o que imaginamos como preocupação em posição de nos estragar tudo o que de tranquilizante temos para disfrutar. Isto é, por tudo e por nada, empolamos situações que nos levam a este estado de ansiedade e de angustia.

Opressões dolorosas apoderam-se do corpo, frequentemente junta-se a ansiedade física numa inquietude profunda, sem igual, que oprime os órgão. Entristecemos, afligimos sem motivo aparente, cansamos-mos de tanto batalhar em roda do mesmo. Num analise ainda mais profunda o homem tomará conhecimento do seu ser, dizem os Filósofos, através de experiencias metafisicas, os apertos, as ansiedades e as agonias serão disso sinais. Mas isso sim é outro tópico.

Momentos que quase desesperamos à espera, impacientes, num estado de aflição, parece que tudo vai correr mal (sabe-se lá o que há que possa correr mal) e tudo à nossa volta parece muito mais atribulado. Uma roda viva na qual se começa a perder o discernimento. Tudo na mente está vidrado na angustia que se criou em volta de uma situação momentânea. Queremos ser torturados constantemente com momentos destes? Não me parece que seja boa ideia.

Aguardamos por aquela nota do exame, pelos detalhes finais da apresentação que teremos de apresentar à administração, aguardamos pela resposta ao concurso ao qual a nossa empresa concorreu, e em todos os casos paramos de “respirar” para só pensar nestas situações que nos estão a afligir. Ficaremos ansiosos, aflitos, desesperados, atormentados, tornamos o momento num martírio e até chegamos á dor física em tantos casos. Será que é mesmo necessário chegar a este ponto? Já se deu conta? Pois tenho ideia que concordará que não deveremos chegar a tal.

Numa ótica de gestão, e mais uma vez, usaremos a técnica de “Slice” ou seja fatiar fino. Valorizaremos só o que temos de valorizar, desvalorizando tudo o resto. Teremos que pensar de outra forma e fazer uma analise à situação. Verificaremos até que ponto a resposta da situação que aguardamos (seja ela pertencente a que ciclo exemplificativo for), interfere com os nosso objetivos traçados.

Em que ponto impacta nos “timings” dos planos que fizemos. Até que ponto a referida resposta, ou solução que aguardamos tem verdadeiro impacto, no curto-medio ou longo prazo, no que delineámos para a nossa vida, pessoal ou profissional. Arrisco-me a dizer que a resposta à maioria das questões colocadas anteriormente o farão repensar pelo peso desvalorizável que terão.

IMG00447-20120809-1851

A maioria dos casos deve-se muito á falta de confiança, e neste caso não falo do jovem qua anda a passear a namorada na viatura do pai, refiro-me a falta de confiança pessoal, em nós próprios. Com isto dizer que os seus objetivos, metas ou planos, são seus. Desde que tenham sido desenhados em consciência, que sejam fazíveis, e desde que esteja (continue) a trabalhar para eles, nada nem ninguém lhos pode tirar, Dito isto e desvalorizando a importância que alguma respostas que aguardamos terão para o assunto, há que balizar muito bem as prioridades com que ocupamos o cérebro. Não deveremos angustiar por tudo e por nada pois isso tem impacto, direto ou indireto, naquilo que fazemos, que representamos no dia a dia. Nem sempre as respostas nos chegam no mesmo momento que as desejamos, mas será assim tão importante a rapidez da resposta? Ou será mais importante o conteúdo da resposta? AHh pois é, bem me parecia.

A estrada é feita de curvas, há que entrar nelas mas também sair. Não obrigatoriamente à mesma velocidade.

Desconhecida's avatar

About João Farinha

Ph.D. in Management from Universidade Europeia – Laureate International Universities, with a Master in Marketing and a thesis on Brand Management. He also holds an Executive Master in Marketing Management from the same university. In addition, he has Certification in Business and Management from Case Western Reserve University (Leadership and Emotional Intelligence), Certification in Business and Management from the University of Maryland, College Park, (Entrepreneurship) and Certification in Business and Management from the Wharton School, University of Pennsylvania (Leadership). His Background is in Accounting and Administration–Taxation from Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa.
Esta entrada foi publicada em Envolvente, Estratégia, Gestão. ligação permanente.

Deixe um comentário