“Às cinzas”

A música, já o escrevi em tempos, é realmente uma companhia, uma inspiração e uma fonte de prazer ao ouvir tão magistrais instrumentos em perfeita sintonia, por muito pesado que seja (aparentemente) o som em referência. Mas como disse, já comentei anteriormente.

Lembrei-me de referir a música como fonte de inspiração pois onde, ou de onde, menos se espera (pelo menos para alguns) chegam-nos verdadeiras profecias envoltas em acordes e batidas, sonoridades que nem nos apercebemos do que querem transmitir…imagine-se ouvir num poema, o seguinte, aplicando se me permitem, tradução direta: “Queremos fazer parte da cura e não parte da praga”…. Pois muitas elações e contextos se poderiam tirar ou aplicar a tal frase. Adiante.

No contexto do exemplo, sigo no “Caminho” e, como tal, transponho o conceito para o que me parece apropriado ao momento. Infelizmente temos muita miséria mental, encapuçada, neste nosso universo. Refiro-me a indivíduos, que, fazendo parte de todos os ciclos envolventes a que possa imaginar pertencer, são fracos de espirito, não se tendo enquadrado ainda no contexto, nem descoberto o seu próprio ciclo envolvente e que como tal vivem a vida um pouco à revelia de uma integração na sociedade dita propicia á tão falada socialização. Sempre à margem do seu próprio circulo.

Como exemplo generalista , para tais criaturas, tudo é normal. Tudo é passível de ser feito, pois pela inferioridade que deverão sentir (imagem com que acordam de manha) falta de auto estima, ou quem sabe, falta de amor próprio, tudo pensam poder fazer em prole da pseudo-sobrevivência nesta sociedade de difícil integração.

Na academia, falam de lado para si, levantam o “nariz”, erguem um ar de importante, que, em boa verdade até poderiam ser, mas com este tipo de atitudes tudo perdem perante quem até os quer integrar. Não pior do que nunca faltar ao respeito a tal individuo e sofrer de uma espécie de menosprezo pelo terceiro envolvido. Não é de todo agradável.

Por sua vez também pode encontrar deste tipo de pessoas na vida profissional, neste caso e visto o ciclo ser mais restrito, limitam-se a não lhe falar, nada consigo comentar senão o essencial e eventualmente, passar um pouco de detergente no chão onde irá pisar na ótica de assistir a uma bela derrapagem…enfim, troque mas é de pneus o quanto antes.

Na sua empresa, o exemplo pode vir do interior ou do exterior, pois como lidará com um universo mais abrangente de pessoas de diversas tipologias de feitios, mais depressa detetará o típico exemplo generalista agora dado. Como vê. Por todo o lado poderá encontrar pessoas que pelo isolamento que causam á sua própria mente, em seu universo especifico, tendem a ter este tipo de reação,.

Comento aquilo que me parece ser o reflexo de tal alma. Eventualmente bom coração e até bom carater, mas por querer para si o seu espaço, não permitindo a quase ninguém a intromissão, levanta as barreiras de proteção como se um escudo se tratasse….é assim

Como na letra da canção, referida acima, o que todos devemos querer é ser a cura. Cura não no sentido de restabelecer saúde, de solução farmacológica ou remédio. Cura não como de medicar, tratar ou como se me referisse a livrar-nos de uma doença. Refiro-me a cura, metaforicamente, como sendo nós,  seres impulsionadores da integração de indivíduos que, pertencentes a um dos, ou vários, ciclos envolventes, queremos e fazemos questão de ver integrados.

IMG00767-20120916-1104Muitas vezes é verdade que, tal como na história do ermita, não querem nem ouvir falar de nós, mas não deixaremos de tentar . Tentar o que estiver ao nosso alcance. Pelo menos dormiremos descansados. Dormiremos de consciência tranquila que tudo fazemos a cada dia para que tudo esteja bem com todos e em todos os aspetos. Por vezes há quem diga que, “se todos estiverem bem em nosso redor, nós estaremos ainda melhor pois não teremos de certo nenhuma chatice proveniente desses lados” – subscrevo.,

Não seremos curandeiros, muito menos médicos, o que sabemos é analisar o meio onde estamos envolvidos e por que tipo de pessoas queremos estar envolvidos. Como não podemos escolher, tentamos que as pessoas pelas quais nos rodeamos, estejam bem…ao menos com elas próprias. Também não digo para se deixar espezinhar, simplesmente estar atento e vigilante pois o seu momento de mostrar quem você é, e quem é capaz de ser, aparecerá oportunamente.

Não responda na mesma moeda…. a musica “Fight fire with fire” (combate fogo com o fogo) neste caso não se aplicará, pois perderá a razão. Melhor optar por “Behind the mirror” (por de traz do espelho) e tentar entender que verdadeira personalidade que se esconde por traz da “mascara” de individuo. Poderá ter agradáveis surpresas.

Ou não, mas pelo menos você tentou.

As pessoas que combatem fogo com fogo, geralmente acabam com cinzas.”  ## Pauline Phillips ##

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About João Farinha

Ph.D. in Management from Universidade Europeia – Laureate International Universities, with a Master in Marketing and a thesis on Brand Management. He also holds an Executive Master in Marketing Management from the same university. In addition, he has Certification in Business and Management from Case Western Reserve University (Leadership and Emotional Intelligence), Certification in Business and Management from the University of Maryland, College Park, (Entrepreneurship) and Certification in Business and Management from the Wharton School, University of Pennsylvania (Leadership). His Background is in Accounting and Administration–Taxation from Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa.
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