“Vendaval Craniano”

Há fenómenos no nosso dia a dia em que são usadas expressões, frases típicas e até caricatas e oportunas mas que nos dão que pensar pois muitas vezes não estão diretamente relacionadas com o que, textualmente e interpretativamente, deveriam significar. Por exemplo generalista, a expressão “tenho uma fezada” fará sentido que provenha de algo de cariz religioso, de crença, de acreditar… Muitas vezes é simplesmente um desabafo ocasional de intenção de querer dizer que há um “feeling” para o assunto ou situação se resolver ou acontecer. Isto sem nada ter a ver com religião ou crença.

Se falarmos em “Desta é que é”, questionamos: “Mas é o quê?” e muitas vezes a resposta resumir-se-á a um “feeling” que se têm em como as coisas vão correr bem. Normalmente, e partindo do principio que a maioria das pessoas não adivinha o futuro e quanto ao mesmo, não há certezas, leva-nos a mentalizarmo-nos em que o nosso “feeling” diz que…há algo não ar, alguma energia que nos diz, assertivamente, que o que pensamos que vai acontecer, ou melhor, o que gostaríamos que acontecesse, vai mesmo acontecer…

Ora quantos de nós não vivenciámos já situações destas, em que sem termos certezas de nada, algo nos diz que tudo irá correr pelo melhor e dará certa a nossa previsão. Como exemplo generalista, e reportando-me a alguns dos nossos habituais ciclos, na academia temos um exame e logo após seu términos, questionados sobre como terá corrido, responderemos: “Já está, este já está”, e dizemo-lo com ideia expressa que de terá corrido bem e que termos a nota pretendida. Será? Pois não adivinhamos, mas no nosso consciente tudo fizemos para que o resultado seja positivo, aliás como esperado. “Feeling”.

Na vida profissional, um colega questiona-o, num dos breaks para café entre reuniões importantes : “Como está tudo a correr”, responderá por certo (se for caso claro) “Tudo a correr bem, os detalhes estão a ser expostos e a aceitação parece-me muito boa, logo. Já está”, mas teremos a certeza? Não sabemos mas temos um “feeling” uma sensação que estamos a fazer um bom trabalho explicativo e que o resultado será positivo.

O mesmo se passará na sua empresa quando você reúne os seus associados para um “Debrienfing” após uma reunião com aquele importante cliente. “Parece-me que conseguiremos o negócio”, isso é o seu “feeling” pois não tem certezas.

Ter sensação de algo positivo, ter uns “feelings” ou outra qualquer expressão que se possa usar para descrever uma fonte de segurança em algo ou alguma situação, uma crença, mesmo que não religiosa, um poder e entusiamos capaz de convencer alguém de alguma situação, chamaremos convicção.

Convicção não passará de uma opinião que a nossa mente gera sobre algo, alguma situação ou alguém, mas de caracter firme, quase como certeiro, algo em que você acredita mesmo. E você acreditando, vai convencer-se a si próprio de que está certo ou de que a situação se vai resolver por si própria da forma como imagina ou acredita. E se não acontece?

Pois é, mas você terá ainda mais convicção se o questionarem outra e outra vez…você deixou de ter um simples “feeling” você está convicto, acredita, que tudo se resolverá da forma que pensou e quer. E se não acontecer?

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Não deveremos obstinar por algo, deveremos ser controlados nas ideias, naquilo que acreditamos ou nas nossas fortes convicções. Deveremos ser moderados até mesmo para não nos magoarmos psicologicamente.

Já referi há uns artigos atrás que deveremos balizar comedidamente as nossas espectativas para não sofremos co “pseudo-desilusões”. Quanto mais consciente for o posicionamento da fasquia das espectativas menos nos confrontaremos com o sentido da desilusão, trauma de falha e afundamento psicológico.

Uma convicção não é de todo uma certeza, será um convencimento, neste caso a você próprio de que algo será como você imaginou. O alerta, e para não sofre desilusões desnecessárias, vai no sentido de pensar se temos as espectativas controladas e em consciência ou nem por isso.

Se tem um objetivo em mente, reveja as balizas de espectativas, veja se o mesmo é fazível e concretizável. Nada pior que sofrer desnecessariamente por espectativas demasiado elevadas ou por convicções em excesso. Por outro lado se vai escrever ou delinear um , ou mais, objetivos use o critério desde o início, pondere e seja moderado.

Humildade e sopa de cebola nunca fizeram mal a ninguém.

Concordo comigo próprio!

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About João Farinha

Ph.D. in Management from Universidade Europeia – Laureate International Universities, with a Master in Marketing and a thesis on Brand Management. He also holds an Executive Master in Marketing Management from the same university. In addition, he has Certification in Business and Management from Case Western Reserve University (Leadership and Emotional Intelligence), Certification in Business and Management from the University of Maryland, College Park, (Entrepreneurship) and Certification in Business and Management from the Wharton School, University of Pennsylvania (Leadership). His Background is in Accounting and Administration–Taxation from Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa.
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