Um dia escrevi, a propósito do link para o “Caminho da Sapiência” que : “já não somos meninos, e sabemos onde pisamos, que caminho queremos”, basicamente esta era a mensagem. Em abono da verdade, estes são conceitos do próprio “Caminho”, que ao abordar temas, reflete sobre o trajeto que decidirmos tomar. Porque o que queremos já sabemos, podemos é não mos lembrar! Ironicamente falha-nos a memória quando não estamos focados, mas, lá que sabemos o que queremos isso saberemos.
Muitas vezes para nos “encontrarmos”, ou para decidirmos o caminho a seguir levamos em conta a reflexão pessoal, neste caso individual, ou então a conversa com amigos, familiares ou alguém de extrema confiança que, até indiretamente, nos faz chegar ao cruzamento de trilhos completamente sem dúvidas. Para tal, há que estar munido de algo importantíssimo: Seriedade. Seriedade para consigo próprio e para com os outros. Sem uma vertente a outra nunca funcionará.
A qualidade de ser sério, a credibilidade, a confiança, a transparência, o modo como atua perante terceiros, perante os seus ciclos envolventes, perante a sociedade em geral, a postura, ou até os gestos podem e devem demonstrar e refletir a particularidade ou característica de seriedade da sua pessoa. Este atributo referido como sendo a seriedade, poderá, e por certo acontece, estar repleto de honestidade. Refletirá confiança mesmo que a aparente imagem seja sisuda, sem sorrisos frequentes.

Todos nós sentimos ser assim para alguém mas também sentiremos ter alguém para quem, e pelo qual, nos recaem tais atributos. Sintonia. Poderá não ter no seu ciclo envolvente muitos indivíduos que se encaixem no referido, mas alguns terá. E com esses usa os méritos da franqueza e abertura, clareza e honestidade e …pratica seriedade e partilha o que tiver que partilhar. Não digo que não use da sua seriedade sempre e com toda a gente, não foi isso que mencionei, simplesmente reforcei que na ótica da partilha e transparência você o fará com quem estiver mais relacionado. Mais ligado e mais em sintonia. É sempre assim. Para os demais você simplesmente desvalorizará o conceito de abertura pois não imagina sequer partilhar algo pessoal, por exemplo, com alguém que simplesmente não está disposto a ouvir.
E o mencionado acontece. Por veze damos por nós “lançados” na conversa direta e depois reparamos que o recetor de informação está lá mas não está. E ai já haverá uma correção a fazer. Não falaremos nunca para a parede. A nossa informação, por mais humilde e simples que seja, ao ser nossa e ao possuirmos o dom da partilha, rogamos-nos o direito de não falarmos para o abstrato e em vão.
Se partilhamos é porque achamos que a pessoa A ou B são merecedoras de consideração e estima ao ponto de partilharmos algo, que supostamente é nosso, a informação sobre nós próprios ou sobre algo que nos envolva.
Se a situação se passa, o que não será novidade, mas é de todo lamentável, devemos fazer certas reflexões de carater do nosso recetor de informação. Pois em boa verdade poderemos ter tido uma interpretação errada da sua maneira de ser ou personalidade, por outro lado pode revelar-se afastado quando parecia sintonizado. Mas isto acontece.
Cada pessoa tem a sua “frequência” onde, e sob o qual, o cérebro estará a trabalhar, ora se você estiver noutro registo, noutra frequência, o recetor de informação, ou o ouvinte, simplesmente poderá estar a desvaloriza aquilo que você está a partilhar, mostrando indiferença, mesmo que não propositada. Pode ser simplesmente uma reação momentânea.
A cada momento da vida, deveremos ser dignos, honestos, íntegros para com terceiros, pois desta forma nunca poremos em causa os valores que nos transmitiram e que consolidámos ao longo dos tempos. Não obstante deveremos saber quando e a quem partilhar certas e determinadas informações, pois as mesmas só terão o mesmo grau de importância ou relevância se ambos, você e o individuo recetor da informação estiverem na mesma sintonia.
O Homem, encontrando-se no seu ultimo estagio de desenvolvimento, de evolução enquanto ser humano, tendo perfeita consciência do que quer, estará no pleno da sua maturidade. Ou não, mas considerando que há maturidade, haverá discernimento de analise e raciocínio para não se perder nas suas atributos de caracter e se ver envolvido em comunicações desnecessárias.
Nunca deixe de ser quem é mesmo que, para alguéns, pareça não o ser!
“A maturidade do homem consiste em haver reencontrado a seriedade que tinha no jogo quando era criança.”
## Friedrich Nietzsche ##



