Tenho referido variadas vezes que nem tudo na vida é facilitismo. Desengane-se quem pense o contrário. Muitas vezes deparamos-nos com fatos que evidenciam carência de conhecimento do valor que se deve dar ás coisas, ou situações, por causa da falta de necessidades. Neste caso referir que o exemplo se baseia em quem nunca sentiu na pele a necessidade de “se fazer á estrada” e lutar pelo seu objetivo, palmilhando passo a passo o caminho de “Macdam” muitas vezes sem solas de proteção para seus pés.
Efetivamente quanto mais se tem de estudar, investigar, trabalhar, lutar por algo, mais valor se dá ao resultado final. Na adversidade, aquele que enfrenta a situação, “sem medos” e com carater determinado, sempre em consciência é claro, terá um retorno muito mais valorizado (para próprio) pois tudo foi trabalhado desde raiz e sem facilitismos.
Quantas vezes ouviu falar em trabalhador-estudante, que ganhando o seus sustento de dia, investe parte da verba á noite para aumentar o seu nível de conhecimento e patamar académico. Quem nunca ouviu falar no individuo que se multiplica em trabalhos, desde o principal aos part-times complementares para poder ter uma vida em que possa dormir descansado e com as contas saldadas. Quantas vezes se ouvem falar em sacrifícios empresariais em alguns quadrantes para que as empresas possa florescer e solidificar no seu todo. Pois isto são alguns exemplos generalistas que servirão para o comentário e que poderão por certo ser encontrados em qualquer um dos ciclos envolventes a que pertencemos, Profissional, Académico ou Empresarial. Teremos muitos destes exemplos, se calhar não tantos devido ao facilitismo que se vai instalando aqui e ali. Sempre com exemplos generalistas meramente ilustrativos.
Pois, conseguir realizar ou efetuar tarefas até mesmo missões em condições e circunstâncias deveras difíceis, enfrentar complicações ao longo da jornada, será ser audaz. Denotar-se-á um certo atrevimento, um certo arrojo, um desejo de quebrar barreiras e de arriscar, mas sim, veremos audácia na pessoa.
Importante, como referido, é analisar, planear e implementar o que quer que seja em que circunstancias for, mas sempre em consciência e nunca desistir. Medir as consequência, se forem passiveis de alguma prevenção, mas ser arrojado e ter espirito valente indo á luta em busca daquilo que se idealizou e planeou. Isso é ser audaz e proceder de certa forma com ousadia e afoito.
O que se salienta com esta descrição é que, sabem…! Claro que saberão mas não posso não escrever… O leite não se produz ou vem do frigorifico, nem as cenouras da dispensa. Há que entender que para as mesma aparecerem em casa há que se fazer girar o ciclo económico em que uma das partes é trabalhar para se ser ressarcido e fazer o dinheiro circular também comprando este ou aquele bem, pagando pelos produtos e serviços na mercearia ou supermercado. Ora assim aparecem o leite e as cenouras lá em casa.
Ter a característica, se assim poderei chamar, de se auto impulsionar para realização de ações ou tarefas em certo grau de dificuldade, social, profissional ou outra é mesmo o que se chama de ousadia. É também um fator importante quando nos propomos a cumprir certos e determinados objetivos na vida independentemente da envolvente em que nos encontramos. Por vezes ser audaz ou ousado é também querer quebrar a barreira da chamada zona de conforto. Não se pode “esperar sentado” que os objetivos sejam atingidos se nada por eles for feito.
Em resumo, se quer vencer etapas da sua vida, completando objetivos e verifica que os mesmos nunca mais chegam ou que se está a tonar no celebre “patinho-feio” (com todo o respeito pelo autor de tal ilustre personagem animada) verifique se na sua matriz de trabalho está algum “check in the box” referindo-me a que tenha feito algo em prole do seu objetivo. Pois. Também me pareceu que (com o seu ar tristonho) não tinha descoberto nenhuma quadricula preenchida.

Seja ousado e audaz consigo próprio, desafie-se a si próprio e teste a capacidade de realizar os seus desejos que entretanto transformou em objetivos, metas fazíveis, Teste e volte a testar, mas……faça algo por si próprio, se você não se mexer, por muito apoio externo que tenha irá sempre queixar-se que faltou combustível ao “Pai Natal” para chegar à sua chaminé. E o pior é que a pensar assim estará sempre á espera do próximo 24 de Dezembro, ano após ano e sempre a olhar para a “meia” na chaminé.
O que lhe digo? Celebre a cada dia, faça algo por si…O Natal, em boa verdade é quando você quiser. Olhe para a chaminé a cada dia enquanto reflete no que fez em prole do seu objetivo. Pense para além da linha de horizonte, que neste momento, pelos vistos, não passa de uma parte integrante de uma Lareira. A Chaminé!
A esta hora nem os pássaros se ouvem, mas eles andam ai!
Hoje, por acaso, também concordo com a minha pessoa!



