“Cáustico Caso”

Hoje, amanha ou depois, poderão acontecer situações menos agradáveis. Situações que na sua perspetiva não são normais, simplesmente não se enquadram. Algo que possa fugir aos seus padrões mínimos de compreensão e aos quais, em consciência, pensará: “mas que raio se está a passar?”. No final, e após repetição de tal facto começará a sentir-se incomodado com o fato de aquela situação não estar a ser contornada pela sua pessoa e você tem de assistir de “camarote”. Situação não desejada por si, começa a tornar-se maçadora, sempre inoportuna e quase intolerante. Faço-me entender?

Em qualquer dos ciclos envolventes a que pertencemos, ou onde nos incluímos haverá sempre alguém, ou alguéns, que isoladamente ou propositadamente farão, ou criarão, situações em que você terá de considerar como irritantes. Algo que após todas as suas analises e reflexões possíveis, considera como enervante ou até insuportável, tal não foi já o seu investimento para que a situação se alterasse.

Efetivamente “irritante” pode ser a situação gerada ou o próprio individuo ao fim de tanta tentativa para que assim não o fosse. Se você se enerva ou se irrita com alguém ou algo, se você começa a julgar como intolerável a situação ou mesmo alguém, se você revê que repetidamente há uma tendência para ficar quase fora de si, reportando-se ao motivo causador de tal situação, então você deve estar a ficar mesmo irritado, e o tópico, a situação ou a pessoa está, em seu ponto de vista, definitivamente marcado como sendo irritante.

O incomodo não se representa só pelos mosquitos na praia, o vento e a chuva em Agosto, as greves dos transportes públicos, a falta de luz à noite ou a falta de algo quando é necessário de uma forma generalista. O incomodo pode ser representado por não ter Aulas quando se esforçou por chegar a horas, pelo cancelamento de uma reunião para a qual se preparou toda a semana, pelo fornecedor que não lhe responde ao contrato revisto que lhe enviou para analise e futura pareceria, ou até o individuo com quem tentar relacionar-se e não faz parte da envolvente simplesmente porque não quer integrar-se. Tudo isto poderão ser exemplos generalistas de situações com que nos deparamos nas nossas envolventes.

Para grandes males, grandes remédios. Já diziam os sábios antepassados.

No caso de situações que se estejam a deparar à sua frente e com sua pessoa, a lógica diz-me para atuar de imediato. Em consciência, refletir no que se estará a passar e atuar em conformidade. Desta forma garantirá, ou pelo menos em consciência tentará, que corta o mal pela raiz, identificando o motivo da situação irritante que se lhe deparou.

O descrito acima funcionará para situações, das mais caricatas, até mesmo aquelas que incluam indivíduos que embora (vou acreditar que sim) não o farão de má fé, conseguem estragar o ambiente envolvente, tornando-se insuportáveis, intoleráveis, logo muito irritantes.

Numa ótica de gestão, também nas nossas vidas nos aparecem tarefas, coisas para tratar ou despachar, em que quase que colocamos um carimbo de “chato”, “aborrecido” ou “trabalho irritante”. Pois da mesma forma, para grandes males haverá grandes remédios. Atue. Para melhor gerir o seu dia a dia, não só a sua agenda ou o seu tempo, mas também o seu bem estar, faça as coisas, tarefas ou ações que acha ou considerou como mais “irritantes” em primeira instancia, em primeiro lugar.

Esta será uma regra (se me permitem a palavra) muito simples, bem… talvez a mais simples. Se pensarmos bem, tal como nas situações e pessoas que tornam as situações irritantes, se atuarmos temos muitas hipóteses de tudo ficar esclarecido e terminado de imediato. Se procedermos em relação as tarefas, simplesmente, quanto mais depressa despacharmos o que achamos irritante de fazer, mais de pressa avançamos com o que realmente nos dá prazer e podemos canalizar todas as energias para os desafios que por acréscimo virão.

De certa forma, será uma regra de importância extrema e talvez a única que realmente o ajudará a fazer as coisas que tem para fazer e despachar as tarefas que tem para despachar. Se esta simples regra for seguida à risca, vai por certo tornar-se ainda mais eficiente a cada dia. Dará por si mais motivado pois cada vez terá menos coisas irritantes para fazer e pode dedicar-se ao que realmente lhe interessa. Mas….é bom entender que na vida nem só coisas ou pessoas interessantes se cruzam connosco. É preciso ter isso em consideração.

Muitas pessoas optam por não fazer o que é irritante, por ser irritante, ou por não ligar ou até ignorar o individuo capaz de tornar uma situação ou a ele próprio de irritante, mas não o faça pois está a ser um espelho do que se está a passar á sua volta. Em vez disso atue e faça o que tem de ser feito. Seja diferente, pense diferente, mostre a diferença. 

Em resumo, comece o dia a cumprimentar a pessoa mais irritante que tem na sua envolvente e  depois faça o maior numero de tarefas ou ações irritantes que possa a cada dia. Entretanto, se me saudar matinalmente, não se preocupe, pois por certo que lhe darei os bons dias a sorrir.

Um sorriso caloroso é a linguagem universal de bondade.”
## William Arthur Ward ##

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About João Farinha

Ph.D. in Management from Universidade Europeia – Laureate International Universities, with a Master in Marketing and a thesis on Brand Management. He also holds an Executive Master in Marketing Management from the same university. In addition, he has Certification in Business and Management from Case Western Reserve University (Leadership and Emotional Intelligence), Certification in Business and Management from the University of Maryland, College Park, (Entrepreneurship) and Certification in Business and Management from the Wharton School, University of Pennsylvania (Leadership). His Background is in Accounting and Administration–Taxation from Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa.
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