“Assim sendo, continuação de boa tarde e até amanha”. Esta frase poderá exemplificar um caso em que, em contradição com a maioria, se decide seguir o nosso caminho. Pré-estabelecido ou não, no momento e em consciência achámos que não deveríamos acompanhar os demais.

Quantas vezes nos deparamos com situações em que, pelos mais variados motivos, não nos encaixa seguirmos os passos de quem nos desafia. Em todos os ciclos envolventes isso se passa, passou ou irá passar-se. Há uma tendência natural, e por vezes cultural de fazer o que os outros fazem, de não contradizer, de não pensar pela própria cabeça e dai muitas vezes resultarem frustrações, depressões momentâneas e até situações que nos poem em desagrado connosco próprios. Pergunta porque? Simplesmente porque não estamos a fazer o que achamos correto e o que achamos que faz sentido fazer. Simplesmente vamos contra a corrente do nosso intimo e isso é muitas vezes prejudicial.
Na academia, por exemplo, não usar o tempo que tínhamos programado para estudar só porque nos juntámos ao grupo de colegas que resolveu ir ver “a bola”…tudo bem, se não estivéssemos a sair do nosso trilho. Típico e critico, em minha opinião, será numa reunião no emprego dizer que sim a tudo, concordar com as ideias dos outros e não expor as suas. Isso vai trazer-lhe dissabores no futuro, já para não referir que não se sentirá bem consigo próprio quando se aperceber o quão vazio esta situação o deixa.
Na empresa deixar-se influenciar por um ou mais diretores só porque fizeram o texto e o teatro necessário para o desvincularem da sua linha de pensamento, também não é bom para futuro. Está a perder força e credibilidade. Todos os exemplos generalistas referem tópicos que podem acontecer a qualquer comum dos mortais em qualquer situação.
Em primeira instancia há que ser, ate um certo ponto e sempre funcionando em consciência, você próprio. Agir dentro das normas da envolvente, nunca passar barreiras ou limites mas ser você próprio, tendo o seu quê de originalidade e criatividade para que novas ideias possam ser postas à discussão e apreciação de terceiros. Da discussão nasce a luz já se diz há muito tempo.
Ser empenhado, esforçado, ativo, trabalhador no sentido de batalhador, também é ser criativo a cada momento, a cada dia. Há que ter a atitude para fazer, opinar ou construir algo sobre alguma coisa já existente, seja um processo, um procedimento, um pensamento, uma linha de estratégia, ou o que for. A isso podermos considerar ser criativo ou mesmo possuir criatividade no caracter. Se juntarmos um pouco de criatividade ao fato de sermos nós próprios, não representando ou indo no “comboio”, imagine os bons resultados.
Numa ótica de gestão, ter capacidade de fazer evoluir um processo, ou até mesmo criar um novo para o propósito já existente, ter a capacidade de formular hipóteses de analise, procurar soluções, testar e voltar a testar, apresentar resultados a debate é ser criativo. Ter criatividade para expor os seus feitos de forma engenhosa, eu diria, a um conjunto de pessoas e saber ouvir opinião é mais valia pela certa.
Da mesma forma que, em consciência, se sente bem a produzir ideias e a ser criativo e não a “embarcar no comboio”, também deverá aceitar a ideia de que os colaboradores da sua equipa não deverão estar constantemente a concordar com tudo. Eu diria, devem discordar também em consciência. Mas isso vai de cada um, como é obvio.
A criatividade deve ser estimulada pelos lideres de equipa. Faz todo o sentido que assim seja. É por isso que reuniões, “workouts”, “workdhops” e até eventos com a equipa são em algumas situações de caracter prioritário. A coesão entre os elementos da equipa supostamente ganhará força e solidificará. Assim haja partilha de ideias e opiniões. Trabalho de equipa, trabalho conjunto ajudam a que sejam alcançados objetivos.
Se os colaboradores da sua equipa, concordarem com tudo e a toda a hora, isso pode significar que interiorizam a, hipotética, censura ás suas idéias ou que simplesmente não têm capacidade de gerar quaisquer novas ideias, genericamente em todos os aspetos, Isso definitivamente não é bom para ninguém.
Especialmente para si, e como exemplo para os demais, terá de ter uma forte ideia e bom senso quando se trata do que é (hoje) considerado certo ou é errado. Contudo este bom senso e sensibilidade para o tema é seu, especificamente, para aquilo que são as suas necessidades, metas e (ou) objetivos. Desta forma não tente usar ou aplicar tal aos problemas dos outros.
Só irá oferecer conselhos questionáveis (aos olhos dos outros) que, na verdade, ninguém irá provavelmente seguir, quer questionem ou não. Siga o seu próprio caminho e não ladeie junto com o que magotes de gente está a fazer neste momento. Só porque a maioria das pessoas está a fazer algo, uma qualquer coisa, não significa que seja a coisa certa para que a faça também. Não pelo menos nesta fase. Não agora.
“O segredo da criatividade é saber como esconder as fontes.”
## Albert Einstein ##



