“Âmago Ponto”

Enquadrando a ideia: Num cenário dito normal, com horários ditos normais, onde se dorme de noite e se trabalha ou estuda de dia, é com certeza diferente a imagem de um qualquer individuo antes de dormir (ao deitar) do que ao amanhecer (ao levantar). Por certo, e por diversos motivos, concordarão com o descrito.

Não há necessidade de este tipo de comentários ser feito por outro alguém, um terceiro. Existirão, com certeza, artigos ou objetos que são usados para refletir a mencionada imagem. Se a imagem é refletida verticalmente, por norma em superfície plana para garantir fiabilidade visual, ou não, isso serão detalhes, mas o que é certo é que por todo lado há objetos refletores. Espelhos portanto.

Espelhos, esse objetos refletores de luz que acabam por reproduzir a referida imagem das pessoas ou objetos quanto presentes em frente ao dito. Será que quero mesmo falar sobre espelhos (objetos)? Não senhor! Há espelhos mais importantes que refletem algo mais importante e sobre esses há que refletir.

"Amago Ponto"

Imagine algo, ou alguma situação onde, após analise e contemplação retira dai algum ensinamento, incremento de conhecimento, informação adicional. Tal situação será referida como um espelho. Recorde-se de expressões como “os olhos são o espelho da alma” ou “história espelho da consciência humana”. Com certeza que já ouviu ou leu muitas outras expressões como estas com sentido figurado. A essência está na mensagem que passam e o porquê terem sido consideradas.

Por norma, se falamos em caracter, valores humanos  ou personalidade, diz-se que seremos o espelho dos ensinamentos que obtivemos dos nossos pilares familiares ou das vivencias que tivemos ao longo do ciclo de vida. Será? Parece-me que se adequa. Neste caso estamos a falar puramente na ótica do “Humanoide”. E reportar esta metáfora para a vida e para os ciclos envolventes? Não é difícil mas tem o seu quê!

Por vezes os valores humanos superam a vontade e o desejo de atuação de certa forma em determinado contexto. Como exemplo, pessoa com boa educação, por norma, não responderá mal a um professor, após ter recebido uma negativa que considera injusta, mesmo que a vontade seja de dizer quarenta palavrões seguidos, pois a pessoa também os sabe.

Por uma qualquer incompatibilidade de horário de marcação de agenda de reuniões, que o obrigam a estar no escritório em tempo completamente fora do seu “programa”, não se reviram as secretária, ou se partem cadeiras, simplesmente se tenta cordialmente desmarcar a reunião e marca-la novamente para tempo oportuno. À primeira contrariedade profissional não nos enfurecemos diante de todos os colegas, simplesmente tentaremos tratar da situação e arranjar soluções efetivas. Todos exemplos generalistas que podem acontecer em qualquer um dos ciclos envolventes onde nos encontremos.

Com isto dizer que há muitas vezes um espelho que não está a refletir a imagem correta, em especial a do seu intimo, da sua vontade, do seu consciente. Não me estou a referir só aos exemplos de contrariedade. Refiro-me aos “papeis” que temos de desempenhar nesta vida. Temos de proceder de uma forma por ser politicamente correto, quando o nosso intimo e o nosso consciente, ao dar-nos razão , nos diz que deveríamos agir de uma outra forma.

Por vezes devemos entrar na parte da nossa mente, onde a realidade está perdida, desfocada e onde o tempo de certa forma parou. Se assim for, entrará num novo “mundo” e aperceber-se-á de que, efetivamente, o seu intimo e o seu consciente embora coabitando o mesmo espaço, viverão noutra dimensão daquela que você está a viver no momento.

Na gíria é o “despertar”. O que se verifica é que, mesmo sem ver nada, de olhos fechados, conseguirá desvendar o que pensava serem mistérios e os mesmo tornam-se claríssimos. Claros pois está a refletir o seu consciente e não a imagem que passa no dia a dia. Ao voltar á realidade, verá que não há escapa possível, são as politiquices dos ciclos envolventes com os quais temos de aprender a viver. Deixe-se de ódios e terrores no cérebro. Olhe-se ao espelho e aprecie o que é seu e o que de valência tem. Pense, viva sempre em consciência, esse é o reflexo que o seu espelho deve transmitir.

Alguém dizia um dia “não compre um livro pela sua capa”, subscrevo e acrescento se me permitem, “Olhem sempre para além do espelho” 

A personalidade é uma série ininterrupta de gestos bem sucedidos.”
## F. Scott Fitzgerald ##

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About João Farinha

Ph.D. in Management from Universidade Europeia – Laureate International Universities, with a Master in Marketing and a thesis on Brand Management. He also holds an Executive Master in Marketing Management from the same university. In addition, he has Certification in Business and Management from Case Western Reserve University (Leadership and Emotional Intelligence), Certification in Business and Management from the University of Maryland, College Park, (Entrepreneurship) and Certification in Business and Management from the Wharton School, University of Pennsylvania (Leadership). His Background is in Accounting and Administration–Taxation from Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa.
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