“Ato Assertivo”

“A memória já não é o que era!” ou “Estes neurónios já não dão para tudo” são frase conhecidas e ouvidas no nosso dia a dia, em qualquer um dos ciclos envolventes a que pertencemos. Por um qualquer motivo ou por outro ainda, e como exemplo generalista, rapidamente referimos aspetos de memória para justificar algumas atitudes ou ações, normalmente relacionadas com apontamentos de calendário, mas não só.

Escusado será referir as vezes que o calendário, a carga de marcações, o “outlook” ou seja que tipo de suporte de agenda for serve de primeiríssimo travão a qualquer convite. “Deixa-me verificar a minha agenda”, “vou ver se tenho algo no plano” ou ainda “Da-me um segundo que abro aqui o calendário num instante”. Quer se queira quer não cada vez mais este travão é efetivo. Não será por mal, nem por segundas intensões. Isso quase que se assegura. A questão está no modo de vida que se leva hoje em dia.

Genericamente, já quase ninguém consegue, em consciência, assegurar a sua oficial presença em tal evento, reunião, palestra, seminário ou o que seja, sem confirmar primeiro com sua agenda. Dois pontos a salientar: Em primeiro lugar e como referido, o modo de vida e a carga de tópicos (variados) que queremos abordar num dia que, segundo calendário, conta com 24 horas. Depois a consciência que se vai tendo (aos poucos) de ocupar o cérebro só com o que é importante. Logo, saber de cor toda a agenda não me parece muito importante. Para isso servem os auxiliares de suporte de agenda. Por este ultimo motivo mais ainda a importância de se ter um auxiliar a que recorrer, e fazer uso efetivo do mesmo.

Não obstante, verifica-se que os tempos evoluem, cada vez mais há diversidade de equipamentos, objetos de suporte à nossa agenda do dia a dia. Com isso vamos por um lado libertando o cérebro de tais preocupações de agenda mas logo de seguida “carregamos” com mais tópicos que queremos abordar. Libertamos por um lado, “carregamos” por outro. Qual será ou se tornará mais pesado para o próprio cérebro? Pois é uma boa questão, mas à primeira vista diria que ambos são carga que não devem ser abusivas para a nossa massa cinzenta.

 Caderninhos, cadernos, blocos, diários e posteriormente agendas de todas as cores e feitios e para as mais diversas utilidades, dentro do âmbito da gestão de agenda, apareceram e evoluíram para o suporte digital, com as conhecidas aplicações, e sabe-se lá onde isto vai parar. Cada um usará o meio e método que lhe dará mais jeito tendo em conta a eficiência e posterior eficácia nos resultados a tirar da boa gestão da sua agenda e do seu tempo.

"Ato acertivo"

No seu dia a dia, necessita de agenda para qualquer uma das envolventes em que se encontre. Necessita de saber o seu horário na academia e coordena-lo com palestras, seminários e demais tarefas inerentes. Na vida profissional, embora saiba que há um horário base das 9:00 as 18:00 (como exemplo), devido à intensidade de trabalho, volume e carga de tópicos, se não fosse a utilização de uma agenda como garantiria o bom desempenho nas tarefas e seus objetivos, como garantiria a presença em todas as reuniões para as quais é convidado ou como faria a gestão do seu tempo no geral?

O mesmo se passa na sua vida enquanto empresário. Há reuniões a serem marcadas, interna e externamente, viagens de negócio e afins…tudo isto tem de ser previamente planeado, contando com outros fatores, muitas vezes externos à envolvente, e tudo isto para que nada falhe e se cumpram os objetivos definidos. Pois nada melhor que uma agenda bem delineada para que possa ser quase que automaticamente bem gerida.

Numa ótica de gestão há a consideração de planeamento, estratégico ou não (isso seria um outro tópico) a longo e a curto-médio prazo. Como se apercebeu o texto de hoje basicamente está focado no curto-médio prazo por ser aquele que mais tem que ver com o individuo que por sua vez refletirá o efeito da gestão desse planeamento na equipa ou departamento que por sua vez se refletirá na divisão, empresa ou companhia.

Voce, como individuo, têm um papel de gestão importantíssimo. Se reparar desde que toca o despertador, o primeiro alerta da agenda, começa a orientação das suas tarefas do tal dia que supostamente tem 24 horas. Uma boa gestão de agenda, pessoal, combinada com outra que seja (académica, profissional ou empresarial) pode, e salvo melhor opinião é, uma das chave de sucesso. Importante não é gerir agenda depois de todos os tópicos estarem lançados. Não. A mestria é saber gerir onde encaixar esses tais tópicos e só depois vem a gestão dos mesmos.

Uma agenda bem planeada e bem gerida, leva a que tenha tempo para tudo. Sim, se não for agora é mais logo, se não for hoje será amanha. Oportunidades não faltarão…a questão é mesmo saber a prioridade dos tópicos com os quais necessita de preencher a agenda. Não diga que não por dizer. Se o convidam para algo é por que é necessário, ou até porque têm consideração por si. Não pense em tudo como uma chatice que não tem tempo para fazer ou atender. Prioritize e verá que fará furor ao aceitar cada vez mais tópicos (que sejam relevantes, claro.)

“Não, toda a minha vida é planeada. É chamada gestão de tempo.”
## Sean Hayes ##

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About João Farinha

Ph.D. in Management from Universidade Europeia – Laureate International Universities, with a Master in Marketing and a thesis on Brand Management. He also holds an Executive Master in Marketing Management from the same university. In addition, he has Certification in Business and Management from Case Western Reserve University (Leadership and Emotional Intelligence), Certification in Business and Management from the University of Maryland, College Park, (Entrepreneurship) and Certification in Business and Management from the Wharton School, University of Pennsylvania (Leadership). His Background is in Accounting and Administration–Taxation from Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa.
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