“Formas Divisas”

Tornando-se ao longo dos tempos uma expressão muito usada em qualquer dos ciclos envolventes (académico, profissional ou empresarial) “Work-life-balance” é sem duvida já uma das mais usadas “Buzz words”, ou seja uma palavra chave, muito usada para descrever o que deve ser o equilíbrio entre o “trabalho” e a vida fora dele.

Quando me refiro a “trabalho” refiro-mo não só ao trabalho no meio profissional como também ao empenho académico e empresarial. Não obstante, a frase mencionada, por norma simboliza o equilíbrio necessário que tem de se ter na vida. Não deixar que uma das vertentes, ou quadrantes, da vida nos impeça ou impossibilite de viver em estabilidade.

Não deveremos dar mais atenção a uma vertente do que a outra ao ponto em que uma delas seja prejudicada. Não se deve, por nada, descorar esta norma. Pensemos em tempo, e tempo, que investimos em estudos sem por vezes darmos conta de que não estamos a dar a importância necessária a outras vertentes da vida. Quando estamos no decorrer da vida profissional, ficamos “fechados” no âmbito das responsabilidades dos papeis e tarefas e temos tendência a descorar os horários e tarefas de outros âmbitos, inclusive os familiares. Na nossa vida empresaria, colocamos agendas à frente de tudo o resto e isso não pode acontecer para lá de um certo limite.

Ora, se apregoamos que deve haver equilíbrio, porque não trabalhamos nesse sentido? Pois é, muitas vezes esquecemos dos ensinamentos que nós próprios transmitimos e damos por nós a passar também esses limites. Limites que serão traçados pela proporção que se dá de igual modo a várias vertentes ou quadrantes da vida. Quando damos a mesma quantidade de algo a alguém ou dividimos por situações diferentes equivalentemente estaremos a funcionar em proporção.

Proporção estará portanto diretamente relacionado com equilíbrio. Equilíbrio da vida, equilíbrio das tarefas assumidas, do tempo dividido, equilíbrio em todos os quadrantes que nos rodeia. Sim. o chamado “Well Being” ou bem estar, não te só a ver com o bem estar de saúde (mas também como é obvio), tem que ver com toda a envolvente. Com quem nos damos, com quem interage connosco, com quem nos rodeia, com aquilo que fazemos, com o que nos importamos. Simplesmente para enumerar alguns aspetos que temos que ter em conta quando falamos de bem estar.

Efetivamente a forma como hoje em dia se “sobrevive” nesta desenfreada vida quotidiana, leva-nos a, muitas vezes, nem nos lembrar-mos de alguns dos quadrantes que envolvem o ciclo do “bem estar”. A família, os amigos, os colegas, os vizinhos, os conhecidos dos vários ciclos envolventes, as pessoas com quem temos de certa forma interação social ou profissional….todos estes elementos são importantes para consideração no seu ciclo de bem estar. Terá, claro que descobrir a proporção certa. O equilíbrio efetivo e necessário para que VOCÊ viva em consciente harmonia consigo próprio pois terá a sua balança equilibrada.

Nada melhor que em todos ao quadrantes do ciclo de bem estar haja motivos de motivação e energia. Variáveis importantes para se poder desenvolver os trabalhos e tarefas necessário(a)s e para dar apoio ainda a outras iniciativas, estar envolvido em projetos e poder partilhar ainda energia e motivação aos outros, indivíduos que fazem parte dos nosso ciclos envolventes.

A energia que terá de dispensar, a agenda que terá de afinar, o tempo que terá de investir, para alem de outros variados tópicos têm de estar devidamente repartidos em equilíbrio e proporcionais aquilo que é o seu conceito de proporção nos diversos quadrantes do tal ciclo de bem estar.

"Formas Divisas"

Muitas vezes para haver equilíbrio nem todas as peças podem ter o mesmo peso. Em consciência, umas peças de toda a moldura ou os quadrantes do ciclo de bem estar, podem e devem ter formas e pesos distintos, o que importa é que haja equilíbrio e proporção no enquadramento entre cada quadrante. Formas dispares, pesos diferentes, mas….o equilíbrio aparece como ponto fulcral em todo o processo.

Desta forma, faça primeiro uma analise ao que compõe o seu ciclo de bem estar. Mediante as suas evidencias, verifique se a sua definição de proporção entre os quadrantes está coerente. Em seguida faça uma reflexão dos porquês das suas decisões incluírem tais quadrantes, validando a primeira analise. Feito e analisado o seu mapa mental sobre o seu ciclo de bem estar……..Ponha-o em, prática.

Nunca menospreze, nem desvalorize, nenhum dos quadrantes. O crescimento e o sucesso contam com o equilíbrio proporcional.
Bem sei que escrever é fácil, mas concordo plenamente com o que escrevi.

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About João Farinha

Ph.D. in Management from Universidade Europeia – Laureate International Universities, with a Master in Marketing and a thesis on Brand Management. He also holds an Executive Master in Marketing Management from the same university. In addition, he has Certification in Business and Management from Case Western Reserve University (Leadership and Emotional Intelligence), Certification in Business and Management from the University of Maryland, College Park, (Entrepreneurship) and Certification in Business and Management from the Wharton School, University of Pennsylvania (Leadership). His Background is in Accounting and Administration–Taxation from Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa.
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