Negativo. Há situações onde não se pode “atirar a moeda ao ar” (como no desporto) não se podem fazer sorteios de “papelinhos” nem fazer jogos de “palitos mais curtos e mais cumpridos”. Há na vida decisões que não podem ser oriundas do acaso. Há que pensar bem no assunto, deliberar, analisar e por fim decidir. Para todos os efeitos, embora haja quem diga o contrário, a vida não será propriamente um jogo.
Quem não se viu, em certa altura da vida, para não mencionar que há casos quase diários, numa situação de tomar decisões. Acredito que a maioria das pessoas responderá que sim. Pois, agora sim dá entrada o tópico de hoje. As decisões, que por norma acarretem responsabilidade, quer seja a nível académico, profissional ou empresarial, devem ser muito bem pensadas, deve haver uma reflexão sobre a matéria em causa, e deverá imperar sempre o bom senso. A isto chamarei ponderação.
Na verdade é o que temos de ter em consideração quando uma decisão está em causa. Devemos sempre ponderar os aspetos positivos e negativos (se for caso) os aspetos prós e os aspetos contra, tudo isto de forma a que a decisão, seja ela qual for, seja tomada em consciência e que tenha coberto todos os cenários de risco associados, diretos ou colaterais.
Ponderação terá que ver com o momento de reflexão que se faz, na altura certa, e onde se têm em conta todas as variáveis possíveis para a tomada da melhor (a seu ver) decisão possível. Considere sempre não decidir a “frio”, não fazer “joguetes” com o que vem a ser o resultado final da tomada de decisão. Faça um juízo de valor, considerando todos os aspetos reais, englobados na envolvente e não paradigmas. Pense muito, pense bastante, tenha bom senso. Se tudo isto tiver em conta está a ser ponderado.
Agir com cautela na tomada de decisão, ter atenção a todos os fatos envolvidos ou ate preocupação com os mesmos não significa que esteja sempre do lado da “prevenção”, que não goste de arriscar ou até ser uma pessoa empreendedora e aventureira. Significa que está a ponderar para tomar a melhor decisão possível dadas as circunstancia e tendo em conta a informação que possui ao momento.
O humilde (chamo-lhe desta forma) ato de ponderar, de ter tempo de reflexão, pode em certa maneira demonstrar o caráter bem equilibrado, calmo ou até tranquilo de um individuo.
Quando nos são oferecidas certos e determinados desafios que completarão as nossas agendas, independentemente da origem (de que ciclo envolvente) temos que, ponderar e validar, usando algumas técnicas de gestão de tempo (que será outro tópico) para que nada falhe na nossa agenda e para que nós não falhemos com os compromissos que estamos prestes a aceitar.
Como referido, há momentos em que temos certeza de que a vida não é um jogo nem uma roda gigante e como tal…Ponderação nas decisões é palavra chave. Pode haver ou estar em “cima da mesa” das decisores fatos, variáveis que são efetivamente carentes de analise. Sabemos que às vezes se age com o “coração”, se age por instinto, afeto, ou por paradigma ate, a chamada tendência, mas… outras vezes, e para outras situações não será bem assim,. Não pode mesmo ser.
Seja sensato em decidir, faça um justo julgamento. Ao mesmo tempo seja prudente, cauteloso. Mantenha a seriedade em todo e qualquer processo e faça-o da forma mais transparente possível. Ninguém lhe “apontará” más decisões desde que as mesmas tenha sido bem ponderadas e baseadas, em consciência, nos fatos e informações disponíveis tendo em conta a sua importância e relevância.
O antecipar-se a si próprio, ponderando, não faz com que chegue primeiro. Fa-lo-á estar um passo á frente!
Como posso discordar de mim próprio?



