Por vezes perdemos muito tempo à procura de cadeados. Cadeados que nos fechem os portões da quinta, que nos fechem a fortaleza que é como dizer a resistência a abordagens externas, aquilo que fazemos ou sobre o que temos responsabilidades. Pior é se por acaso não se descobrem as chaves.
Já lá vai o tempo e o tipo de mentalidade, ou pelo menos deveria já ter-se ido, em que as pessoas erguiam vedações, marcavam territórios, perante o seu pequeno universo de trabalho, estudo ou conhecimento. Havia medo de que os outros ficassem a saber tanto quanto elas próprias e por vezes isso podia atá trazer atitudes menos positivas ou mesmo improprias, Em todos os ciclos envolventes poderemos encontrar exemplos do mencionado.
Em pleno mundo académico, alunos que não partilham o que aprenderam, mais expeditamente, com os seus colegas ou professores que não fazem mostra de técnicas de ensino a outros professores. Na vida profissional colegas de trabalho que não partilham todo o conhecimento com outros da mesma equipa ou departamento ou até chefes que não poem à disposição toda a informação. Já no mundo empresarial ainda se usa o ditado “o segredo é a alma do negócio” e muitas vezes a informação não circula pelos membros da direção como deveria.
Outro grande motivo da existência de barreiras, vedações ou muros na ótica de cada um que as ergue é o medo…sim, o medo de que algo de errado apareça no quintal. Se é que me faço entender.
Em primeira instancia, dever-se-á libertar das barreiras e começar a partilhar todo o que puder. Comunique, partilhe informação e conhecimento, só se valorizará ainda mais, não perderá nada com isso, pelo contrário. Quanto mais der mais recebe. Essa é a mais valia da partilha. Não tenha medo de encontrar, de procurar fundo por erros no seu trabalho. Afinal se os descobrir poderá mais facilmente corrigi-los. Ou mais ainda, não tenha medo de que alguém descubra algo menos correto, seja um chefe ou um professor. É sempre melhor voce antecipar-se, mas…
Obviamente que, quanto mais voce de predispuser a partilhar, a comunicar, mais rigoroso voce será consigo próprio. Voce vai investir mais energia e tempo para verificar, rever algo que vai posteriormente partilhar. Vai ser um ciclo de exigência. O esforço, no final, valerá a pena. Com esta exigência, voce quererá construir uma reputação de quem partilha, comunica e possui informação correta, coerente e consistente, não importando a altura em que a mesma é transmitida, quererá que a reputação permaneça sempre ao longo do tempo. Preferível é ter informação certa, não só atempada.

Os momentos antecedentes à quebra de barreiras por vezes posicionam-nos em terrenos hostis. Agressões psicológicas por não interpretação dos porquês de estarmos fechados em nós próprios. Os colegas, os professores, os colaboradores não entendem o porquê das portas fechadas à partilha de informação, podem ou levam isso como provocação, tendem a ter posições de oposição e isso torna a vida complicada…nada melhor que.. partilhar. É assim, se ainda é deste tipo de pessoas, entenderá o porquê de certas atitudes por parte dos outros. Partilhe e verifique a diferença.
Por certo não gostará de situações hostis, ambientes constrangedores com manifestos momentos de mau humor, pessoas na envolvente que estão pouco recetivas, que se tornam ameaçadoras, eu diria que até usam do rancor ou agressividade verbal ou psicológica à sua presença.
Em resumo, para viver tranquilamente no meio de qualquer que seja a sua envolvente, liberte-se das hostilidades ou até da possibilidade de ambientes hostis aparecerem pelo caminho. Evite inimizades, ideias de oposições perante si, ao invés, partilhe com os outros a informação que puder, comunique, quebre barreiras e faça ou prepare caminhos para si e para os seus colegas ou colaboradores.
Salvo melhor opinião não ha nada melhor que um bom ambiente no seu ciclo envolvente, sem aversões, brigas (nem que mentais) ou conflitos no geral, em especial se descobrir que o motivo seja uma qualquer barreira que ergueu por motivos desatualizados no tempo. A insegurança em si, o medo da descoberta de erros encobertos (mesmo que não propositadamente), ou mesmo a luta pelo seu quintal…a vida ensina-nos a que ha trajetos que tem que ser feitos em conjunto e não isoladamente.
“Saber o que você sabe e o que você não sabe, é o verdadeiro conhecimento”. ## Confúcio ##



