Referi já várias vezes que mais vale trabalhar em equipa do que “queimar neurónios” a solo. Pois na verdade poderemos ter umas valências em determinadas areas mas outros colegas de curso, ou de trabalho, complementarão as lacunas que poderemos, e temos com certeza, noutras areas. A isso se chama união de partes diferentes formando uma força única de desenvolvimento de trabalho ou conhecimento, complementaridade.
Por outro lado, e segundo a ciência (física), opostos atraem-se. Pessoas pertencendo à mesma envolvente podem ser, e serão por certo, muito diferentes entre si. Isso é a mais valia de um universo onde pertencemos, académico, profissional ou empresarial. Com um pouco de contributo de cada um, contribuir-se-á para um todo potenciado ao máximo.
Veja, como exemplo generalista, se alguém do seu ciclo envolvente estiver desesperadamente a necessitar de algum tipo de energia, algo que faça revitalizar o espirito naquele mesmo momento. Não se admire se o escolhido para fornecer tal energia for você. Porque não? Nunca se deverá excluir de poder contribuir com o que quer que seja se o seu grupo, departamento ou empresa estiver a necessitar de algo que voce, mesmo que não lhe pareça, possa contribuir de alguma forma.
Imagine ainda que a maioria dos colegas se deslocará em serviço e que voce não poderá acompanhar, por um qualquer motivo. Não deixe de dar seus comentários, sugestões ou opiniões. Torne-se participativo, contribuindo mesmo sem ir a lado nenhum desta vez. Os seus comentário, e dependendo das situações até conselhos, serão muito bem vistos e significarão algo para todos (bem, ou quase todos) os colegas. Posto isto, não se afaste, posicione-se. Você não é só mais um, voce é um dos. O que é diferente.
Pelos motivos referidos e muitos outros que ficaram por referir, como é obvio, se fala em junção de elementos em equipas. Cada um terá a sua função mais especifica, todos terão tarefas mais generalistas e o responsável pelo grupo, departamento, divisão ou o que seja terá, para além da responsabilidade e estratégia para o grupo, uma visão Holística que também passar aos restantes.
Juntar pessoas com diferentes habilidades e conhecimentos, formar grupos, incluir ou incorporar indivíduos em equipas já formadas, sempre em prole de uma causa ou objetivo é sem duvida uma mais valia para uma boa performance e sucesso de uma equipa.
Inclui-se alguém pois complementará a equipa, integra-se pois será mais valia. Este tem de ser o espirito se se quer conseguir algo. Se se quer atingir um objetivo. Unidos pela junção de diversas valências num só grupo de trabalho, onde ideias surgem para a mesa, debates são mantidos, projetos preparados, e estratégias implementadas, esta pode ser uma “agenda” de um grupo de trabalho.
Queremos fazer parte, acrescentar valor, trabalhar, produzir algo em conjunto para que os esforços unidos tragam mais valia, performance, flexibilidade, e celeridade eventual aos processos e procedimentos, verificando-se em seguida a sua eficiência e eficácia.
Trabalhar tal como caminhar não se fazem sozinho. Há sempre alguém para se juntar á causa. Muitas vezes tiramos elações de indivíduos da nossa envolvente, que nos levam a pensar que nunca os incorporaríamos em nenhum grupo de trabalho. Pois surpresas existem e não deveremos viver de paradigmas ou de ideias preconcebidas. Como referi cada elemento se complementará ao outro e o conjunto será uma explosão de sucesso.
Assim se deseja, e para tal se identificam características, caracteres ou perfis de indivíduos para que minimamente haja opostos de valências e até de personalidades. O todo será valorizado, sem duvida. Não se valorizam distanciamentos, isolamentos ou exclusões. Uma vez formado o grupo, e posso referir-me à academia, meio profissional ou empresarial, há que confiar, e levar a cabo todas as diligencias necessárias para que todos trabalhem em conjunto e com o mesmo objetivo.
Não se pretende andar às voltas no oceano. Não há tempo para “rodinhas” dentro de água…há um horizonte a atravessar, um porto seguro para atingir….como faze-lo, como atingi-lo? Com o esforço de todos imposto em cada remada.
Que todos remem para o mesmo lado e com a mesma cadencia.
Afinal fomos, e seremos, navegadores de aguas profundas.



