Diariamente somos inundados de noticias, por qualquer que seja o canal de comunicação (TV, rádio, jornais, revistas, web, newsletters, e-mail, SMS, outdoors, só para enumerar alguns), nem sempre as noticias que queríamos ouvir. Dependendo da fonte jornalística, e sem querer formular juízos de valor, as mesma noticias passam por uma triagem, ou não, são difundidas com cuidado ou não, chegam-nos de forma transparente ou não, de forma agressiva ou não. Tudo dependerá de quem revê, edita e por ultimo de quem manda comunicar.
Na maioria dos casos, como exemplo generalista, diria que são triadas para não ferir suscetibilidades. São transmitas de forma coerente com o publico alvo, em linguagem cuidada, e sem muitos “rendilhados”, se me permitem a expressão. O objetivo será passar a mensagem e difundir o seu conteúdo para o maior numero de pessoas possível. Desta forma há que ter um certo cuidado com a forma como a noticia é publicada.
O exemplo acima exposto fará com que nos reportemos de imediato para a nossa vida quotidiana e os nosso habituais ciclos envolventes onde pertencemos. Se analisarmos bem, todos nós (como principio) teremos cuidado com a forma como falamos, como comunicamos ou até como nos expressamos. Isso terá que ver não só com educação e princípios mas também com um cuidado que nos é, em consciência imposto, para que sejamos entendidos e nunca mal interpretados.
O cuidado para não entrar no “território” alheio, isto é, não dizer algo que possa ser levado a peito pelo individuo ou receptor da informação a transmitir faz-nos sempre lembrar a comunicação entre países, as famosas relações internacionais. É verdade, dai virá o termo diplomacia. Um pais a ter a astucia e arte de manter os seus direitos e ao mesmo tempo fazer promoção aos seus interesses perante outro pais. Quando refiro pais digo também, ou, governos estrangeiros. Diplomacia a funcionar.
Posto isto, e feito o paralelismo às relações internacionais, lembremo-nos da nossa comunicação com os outros. Como a mesma deverá ser cuidada em prole de mantermos os tais nossos direitos e mostrarmos diplomaticamente quais os nossos interesses no meio de tal comunicação. Teremos de ser diplomatas, saber estar, falar, mas mais importante ouvir para podermos refletir e ser proactivos e não reativos, na ação a tomar ou comunicação a fazer. Recorde, sempre um passo á frente.
Tudo isto pode parecer complicado de gerir, ser diplomata, ser cordial, ouvir para ser proactivo…será uma questão de se pôr em ação o processo que apelará á aplicação do “feeling”, tato e inteligência por forma a conduzir da melhor maneira a relação e comunicação onde está envolvido, sempre com o intuito de resolução de desafios pelos meios mas tranquilos possível. Nada de agressividades na comunicação.
Manter os seus valores de carater, a sua personalidade é muito importante, não obstante haverá momentos em que terá de ponderar o que dizer e como dizer. É mesmo assim a vida. Ao validar o exposto acima verificará que trabalhar com os outros é muito gratificante. Tal como as caminhadas da vida não se fazem sozinho, também o ambiente profissional, académico ou empresarial, carecem de terceiros para dar os passos rumo ao sucesso. Adiante.

Trabalhar em conjunto com terceiros trar-lhe-á um crescimento emocional significativo. Voce, é que nem se apercebe, no inicio, mas torná-lo-á diferente no sentido da intrusão e integração, cordialidade e …diplomacia. Poderá deparar-se com conflitos dentro do núcleo da sua envolvente, que até o poderão tirar do sério, para fora do seu território “diplomático”, mas você não se deixará levar para aguas não navegáveis, terá esse cuidado e servirá, quem sabe até, de mediador. Como a luz ao fim do dia, quando faz falta.
Em tempos de “crises” em qualquer dos ciclos envolventes, pense no espelho…e, trate os outros a cada momento como se de um evento especial se tratasse, com finura, sabedoria, alguma perspicácia, em resumo com diplomacia e verá que apazigua os ânimos. Terceiros envolvidos reconhecerão em si tal fato ou atitude.
“Não dizer nada, especialmente quando se fala, é metade da arte da diplomacia.” ## Will Durant ##



