Há uma expressão do senso comum que diz “Há que tirar a medida às coisas”. É verdade sim senhor. Em termos genéricos, se no que diz respeito a medidas quantitativos estas serão de caracter exato, já no que toca a medidas qualitativas a questão já muda de figura. Não obstante, medir é sempre medir e sem medições não há gestão, seja do que for.
Temos também mais um ingrediente para juntar ao conteúdo de hoje, ou seja aquilo a que damos valor e ao que consideramos importante. O que para nós pode ser de extrema importância para um terceiro pode não o ser. Vejamos, como exemplo generalista, se comentarmos “ali estão 3 caixas”, não teremos duvidas de que são 3, classificamos quantitativamente, e quanto a serem 3 ninguém porá em causa. Se afirmarmos ou considerarmos que daquelas 3 caixa a primeira é a mais clássica, entramos numa espiral de considerações e comentários. Estes critérios de avaliação qualitativos tem muito que se lhe diga, sempre escrevendo em termos genéricos.
Ou seja, referimos a primeira, pois sim, e a contar de que lado (imaginemos que estarão todas lado a lado)? E porque é que é a mais clássica? Qual será o conceito em causa? Após a primeira consideração efetuada, muitas serão as que lhe seguem. Ah e tal, para alguém a segunda caixa é a mais moderna, para outros será a primeira, mas a contar da direita, outros dirão que a caixa do meio é antiquada, e outros questionarão ainda: “Caixas, quais caixas?” É assim em exemplos generalistas e assim é na vida enquanto indivíduos pertencentes a ciclos envolventes. Teremos considerações e opiniões para dar, comentários a fazer e, como diria alguém, não poderemos todos gostar da mesma cor.
Enquanto em alguns momentos de “amena cavaqueira” a discórdia de opiniões até se torna divertido, pois fomentará a longevidade do encontro, da tertúlia ou do momento que seja, já noutros casos a situação pode mudar de figura. Sabendo nós que a nível institucional, académico ou empresarial, muitas das vezes geram-se grandes discussões à volta de assuntos que não mereceriam tal importância, não deixando de acontecer, muitas vezes por culpa de quem se julga ter o dom da palavra e a cartilha do conhecimento. Não gostando de ser contrariados, certos indivíduos, só estarão bem com eles próprios se “tiverem” sempre consenso favorável, para as suas ideias, em certos e determinados acontecimentos. A sério? Conhece casos destes? Pois é todos os dias nos deparamos com pessoas deste calibre.
O importante é nós, Nós próprios, darmos valor e importância ao que é realmente importante, desvalorizando os restantes tópicos no que diz respeito ao investimento de tempo para grandes debates. Investiremos sim, tempo e conhecimento a expor ideias e conceitos sobre aquilo que é significante para o contexto e se estivermos perante indivíduos recetivos a ouvir, escutar e darem-se ao debate de ideias. Caso contrario, voltaremos ao mesmo. Perca de tempo.
Assim, considero que aquilo que realmente possui, ou tem, carater de relevância e importância é efetivamente significante. Menos que isso é para desvalorizar no contexto referido, claro.
Com certeza que você já teve a sensação de não estar a fazer tudo o que deveria ser feito para atingir algo: Uma meta, uma etapa, um objetivo. Já verificou por certo que apesar da sua agenda cheia de tópicos a desempenhar, que eventualmente iriam contribuir para o que voce intitula de alcance de sucesso, e que esse sucesso ainda não foi alcançado..
Se calhar o que voce procura mesmo não será o sucesso. Porventura voce procura significância perante os outros, a envolvente ou a instituição. Eventualmente o Sucesso para si será atingido pelo reconhecimento e importância que lhe dão, a si e ao seu trabalho.
Acredita-se então que, lá no fundo, cada um de nós quer que a sua vida (da forma como a vivemos, como nos entregamos à família, aos amigos, à sociedade e aos ciclos envolventes) valha algo, que importe para alguém ou para alguma coisa. A referida significância. Queremos assim, de alguma forma, fazer a diferença. Em bom rigor, e desculpai-me o termo, queremos fazer parte da história. Ah pois é. Cada um à sua maneira.
Em resumo, seja qual for a intervenção que lhe toque a si nesta novela diária, independentemente do grau de significância ou significado que deseja para a sua pessoa ou para o seu percurso e carreira, em consciência terá de assumir que alguma significância lhe deverá calhar em sorte. Todos nos o fazemos, mais ou menos efusivos, mais ou menos focados nesse assunto mas a verdade é que esta variável pesa na balança do bem estar do Ser Humano. Ser reconhecido, ter a sua importância, e ambicionar consegui-lo é legitimo e se for calibrado é saudável. Ajuda a estimular a motivação e contribui para a progressão da carreira e do crescimento Humano.
Ser insignificante perante alguém ou para qualquer envolvente será das piores experiencia pela qual quererá passar. Não necessita falar de mais, “bracejar” ou dar nas vista em modo carnavalesco. Saiba ser e estar, simplesmente erga a cabeça e posicione-se.
“Às vezes cria-se uma impressão dinâmica, dizendo algo, e às vezes cria-se uma impressão tão significativa permanecendo em silêncio.” ## Dalai Lama ##



