“Dado Cortês”

Quantas vezes se sentiu aborrecido, chateado ou até farto de uma certa, e especifica, pessoa? Pois na verdade, e de uma forma generalista, já todos nós teremos passado por tal experiencia.  Situações por vezes simples, nada de grave, mas a pessoa irrita-o, leva-o ao extremo da sua capacidade de tolerância (ou pelo menos você assim pensa em certo momento) e chega ao ponto de nem seque se sentir confortável ao ouvir o nome de tal individuo, quão inoportuno é o seu respirar.

Em boa verdade não chegaremos ao limite da tolerância, por esse motivo ter referido que “pensamos” que chegamos, estamos “quase a rebentar”, mas na verdade ainda há muito para fazer, para além de respirar fundo. Não necessitamos de agir de forma a quebrar hipotéticos laços de relação, mais ou menos cordiais. Menciono aqui “relação” no âmbito das envolventes onde estaremos incluídos, a academia, o meio profissional e o empresarial.

O individuo em causa não necessita de saber diretamente que voce está farto de certas situações ou atitudes. Não há necessidade de confronto direto. Nestes casos, onde já se verificou que os motivos muitas vezes são, simplesmente, o fato do individuo respirar, há que proceder com bastante serenidade, caso contrário ainda se agravam mais as coisas e você até pode sair, de certa forma, magoado com tudo isto.

Teremos que, tranquilamente, usar a indiferença. Indiferença para com os seus atos, atitudes ou situações por ele geradas. Sabemos que ser indiferente não faz parte da sua personalidade, mas nestes casos terá de ser e sempre sem explicações. Será uma forma mais subtil de lidar com a situação que, na verdade, o está a deixar arrasado. Deixe esta situação de indiferença durar algum tempo, dê tempo ao referido tempo e inclusive afaste-se um pouco do meio onde por norma tal criatura circula.

Este afastamento e a pausa que conseguir concretizar na relação com tal individuo, farão toda a diferença, e resultará numa outra forma de ver o relacionamento e o ambiente na envolvente. Não obstante voce analisará e fará ponto de situação até ao ponto de ter de chegar à fala direta se assim tiver de ser. O mencionado referia-se á primeira fase, a chamada preventiva e…esta mesmo assim em fase de explosão na sua cabeça. Há que mitigar o risco de tal ocorrência.

Em boa da verdade e usando uma expressão popular e até de cariz muito pragmático, haverá duas formas de tratar a situação, embora muito diferentes: Ou você tenta abafar o zumbido ou pontapeia a colmeia. A forma como o terceiro envolvido reagir á mencionada primeira fase, fará toda a diferença.

No fundo teremos sempre de agradecer aos minutos de atuação inteligente que permitimos a nós próprios realizar. O momento chave esta na calma e concentração colocada na analise do tópico que chamámos “individuo indesejado pelas redondezas”. A forma como tratámos do assunto, o afastamento e a mensagem que transmitimos, indiretamente, durante o período em que procedemos com indiferença, não só nos fez bem à mente, como nos deixou muito bem de espirito. Alivio e gratidão por tal momento.

No final das contas, até se colocou uma relação proveniente de um dos ciclos envolventes a funcionar, sem confronto direto, sem chatices ou aborrecimentos. A criatura poderá respirar sossegada, novamente.

"Dado Cortês"O momento de agradecimento é muito importante. Na vida não temos de agradecer somente aos outros, a terceiros, reconhecendo um beneficio, um ato, uma atitude que houve em nosso favor. Não senhor. Então e o reconhecimento perante nós próprios quando agimos bem e ainda por cima a nosso favor? Terá de existir. Auto agradecimento, é verdade, mas é muito importante. É importante que não estejamos à espera que alguém reconheça algo que fizemos ou dissemos. Deveremos ter a capacidade, se feitos existirem (e teremos tantos de certeza), de comemorar, celebrar connosco próprios.

O ato de congratular seja quem for, e em que situação for, continua a ser primordial existir. Assim como reconhecer atos ou atitudes nos outros ou em quem quer que seja nos nossos ciclos envolventes…mas deveremos ter a capacidade de reconhecer fatos como a tolerância, a paciência, a compreensão por terceiros, entre outros, em nós mesmos.

Termos, apreendermos, ganharmos a característica de pessoa grata, com sentimento de gratidão, em qualquer circunstancia da vida, em qualquer parte do caminho é importantíssimo. Agradecer é meio caminho andado para o bem estar de qualquer Ser Humano. Muitas vezes há esquecimento neste campo…dizer o quê?

Não seja ingrato consigo próprio, na verdade até nem o é com os outros. Reveja-se!
É positivo o sentimento de concordar comigo próprio.

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About João Farinha

Ph.D. in Management from Universidade Europeia – Laureate International Universities, with a Master in Marketing and a thesis on Brand Management. He also holds an Executive Master in Marketing Management from the same university. In addition, he has Certification in Business and Management from Case Western Reserve University (Leadership and Emotional Intelligence), Certification in Business and Management from the University of Maryland, College Park, (Entrepreneurship) and Certification in Business and Management from the Wharton School, University of Pennsylvania (Leadership). His Background is in Accounting and Administration–Taxation from Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa.
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