Sempre se ouviu dizer que para se acabar uma maratona não se podem fazer “sprints”. Esta a afirmação de cariz desportivo aplica-se na perfeição à vida quotidiana bem como à nossa vida enquanto indivíduos pertencentes a ciclos envolventes como a academia, a profissional ou empresarial.
No fundo a ideia por de traz da frase será que quanto mais longínquo estiver o nosso objetivo, quanto mais difícil, trabalhoso, moroso de atingir, mais tranquilidade teremos de ter. Temos de descobrir a energia e resistência para superar os desafios ao longo do período de tempo necessário para que consigamos atingir tal objetivo, meta ou propósito.
O chamado sacrifico, esforço, que se faz para atingir ou realizar algum objetivo ou tarefa deve ser controlado, ponderado, para que no final ainda restem energias. O objetivo de qualquer processo que tenhamos em curso será a realização do mesmo, ou seja, chegar ao fim com o que nos prepusemos.
Muitas vezes queremos tanto algo que não pensamos em todas as implicações, sejam elas físicas, psicológicas, mentais ou até implicações de cariz de envolvência. Sim. Podemos por em causa a nossa presença, integração, na envolvente onde estamos incluídos. Olhamos demasiadamente fechados para a nossa agenda, para o nosso objetivo, e não nos apercebemos que existe uma quantidade de situações abrangentes a 360º. A toda a volta.
Este fechar de portas à envolvente, por focos num objetivo, nem sempre é bem feito. Podemos fechar portas, sim, necessitamos de nos concentrar ou trabalhar, investigar mais minuciosamente, tudo ok, mas…deveremos deixar as janelas abertas para entrar oxigénio. Se é que me faço entender. O Ato de cobrar de nós próprios, de colocar sempre a fasquia o mais alto possível, tem que se lhe diga e tem de ser feito com ponderação.
Este será o ato da exigência. Aquilo a que nos propomos terá de ser equilibrado com tudo o resto. O nosso “bem estar” não é só um termo para a saúde, e muito mais que isso. É todo um circulo onde há ligações e mais ligações, interações, conexões, de variadíssimos tipos. Sociedade, família, trabalho, academia, religião, empresa, o que de mais e com que mais nos relacionamos. Bem, este será um outro tópico, por agora referir que há que haver uma ponderação e equilíbrio no que exigimos a nós próprios.
Pelas exigências, pela forma como exigimos de nós próprios conseguimos refletir na forma como procedemos com os outros, sendo que nós somos sempre mais exigentes connosco do que com os outros. Esse é o ponto a ter em consideração, pois por vezes as exigências que fazemos, ou que definimos para a nossa pessoa, são até absurdas, ou podem chegar a ser. Se assim, em consciência, evidenciarmos, então devemos alterar a forma como nos tratamos a nós próprios.
Como exemplo generalista, não desperdice todo o tempo que têm a analisar todo o trabalho da equipa de investigação, de trabalho, o departamento ou empresa até. Apenas tente concentrar-se nas suas próprias tarefas ou trabalho em curso. Isso já será suficientemente bastante. Há delegação e tem de servir para qualquer coisa, e este é o caso, delegue e não se preocupe em excesso.
Quanto á critica que possa advir ou que queira fazer com base nos argumentos que pretende recolher, quer seja profissional, social ou culturalmente ( nas organizações há que ter em conta o fator cultural cada vez mais) qualquer uma pode esperar mais um tempinho. Reflexão e ponderação primeiro e depois haverá tempo para criticar e ser criticado. Não se preocupe em demasia. Não exija em demasia. Refiro-me a si próprio.
Permitir que haja interação com o próximo pode ser um travão da sua própria exigência. Partilhe, desabafe com alguém próximo os seus planos e verá que acalmará. Isto porque quando queremos fazer muitas coisas ao mesmo tempo, exigimos a nos próprios o sucesso em todas as vertentes e, a nosso ver, tudo tem de ter excelência nos resultados.
Mostrar ao próximo o melhor que têm em mente fazer, para oferecer, ao projeto ou objetivo, é um fator impulsionador para o incentivo à confiança. Ao partilhar algo que é seu por natureza, está numa posição de liderança e nada terá a temer.
Faça o que tem de fazer, mas, a reflexão e ponderação sobre a exigência é fundamental. Não será positivo não acabar as etapas a que se propos por falta de capacidade “física”. O caminho é longo, e sinuoso mas é para fazer. Como tal para chegarmos com sucesso ao fim do nosso planeado trajeto ha que usar o corpo mas também a mente. Sem stress chegará lá.
“Se você quiser correr, corra uma milha. Se você quiser experimentar uma vida diferente, corra uma maratona.” ## Emil Zatopek ##




It’s not a poem but I like your post very much. You bring up some excellent points. 🙂
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Thanks for your words. indeed. Some reflections about real life related with management topic…sometimes personal management topics.
Thanks once more
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