Poderia falar da ação que decorre da entrada de ar pelo nariz ou mesmo pela boca, e continuar a falar de certa forma tecnicamente, referindo que o mesmo ar passará depois pela faringe, laringe, atinge os brônquios e por ai fora até aos famosíssimos pulmões. Esta situação, de todos conhecida e que muitas vezes nos serve para, descontraidamente acalmar e relaxar.
Efetivamente não é disso que se trata agora, mas sim como evitar chegar a tal necessidade. Obvio que me refiro à calma necessária para não ter de parar, relaxar e acalmar. Se estiver calmo à partida o mencionado não é necessário para tal efeito, só mesmo para o ato de respirar.
Adiante. Quantas vezes se sentiu a explodir de nervos, se me permitem a expressão, por se deparar com uma situação que considera injusta para si ou para os outros. O que não faltarão são situações deste género no dia a dia e provenientes de qualquer um dos ciclos envolventes onde nos encontramos inseridos, integrados, onde nos consideramos pertences.
Na academia acha injusto uma classificação de um trabalho de investigação, nem que não seja o seu, mas no seu entender há algo que está disforme. A tendência é a irritação, os nervos por nada poder fazer e, prole da situação. Acontece-lhe por certo pelo bom senso que impera em sua pessoa.
No seu mundo profissional, no seu emprego, quantas vezes, a si ou a outros colegas, aconteceram situações em que discorda da forma, ou até mesmo do conteúdo, como as mensagens chegam ( ou não chegam) e a sensação de impotência para com o momento eleva-se ao expoente de o enervar. O chamado fervor interno. Aquele momento em que até respondeu (à letra embora cordialmente – sempre) mas…de nada serviu.
O mesmo se passará na sua empresa quando os seus planos saem gorados por motivos alheios à sua vontade, por força da envolvente, do mercado ou simplesmente provenientes de fatores completamente externos e imprevisíveis… pois é, a raiva, fúria até, por não conseguir controlar no momento tal situação, apodera-se da sua pessoa.
Todos os termos usados, embora pareçam excessivos, são (nada mais nada menos) que os termos que refletem o que lhe vai na alma em tais momentos cujos exemplos genéricos e simplesmente exemplos, representam. E ai sim, inspira. Inspiração a palavra descrita no inicio que pode, também, ajudar a acalmar e a relaxar. Não deixe chegar a esse ponto. Use-a só para o ato de respirar.
Na verdade o que é necessário é ter, por si só muita inspiração, ser criativo como um artista. A criatividade profissional, numa ótica gestão comportamental, pode ser a solução para não chegar a extremos de nervosismo como os acima referidos. “Slice”. Quantas e quantas vezes refiro este termo. Na essência de “fatiar fininho”. Sim. Corte as “gorduras” do que, na envolvente, gera “nervos”. Dê importância ao que realmente é importante.
Uma outra variável a ter em consideração é o estimulo, ou a coragem para a ação e a decisão em si que tem de tomar. O compromisso e a entrega. Questiona: “Que raio vem a ser isto?” Simples. É o que necessita por parte dos seus colegas, parceiros, chefes, lideres ou sócios. A isto chamo inspiração também. Quando se consegue absorver de outrem algo positivo, inspirador, motivador até, para uso prático. Revê a situação? Pois muitos exemplos haverá.
Inspiração poderá também, eventualmente mais filosófica ou teologicamente, ser considerada a compilação de ideias ou conceitos de certa forma considerados futuristas no entendimento ou até na consciência Humana. Mas em consciência poderemos afirmar que sem dúvida é considerada, a inspiração, como sendo a influencia que direta ou indiretamente atua sobre alguém ou alguma situação. Na verdade todos nós necessitamos de algum tipo de inspiração, ou não será?
Se você não sente, ou não tem de todo, a inspiração que necessita na sua envolvente, especialmente na sua equipa, colegas, chefia ou sócios, terá mesmo de a encontrar em si próprio. Não poderá deixar “abater-se” como se de um caça de guerra se tratasse. Você á um vencedor, aqui ou em qualquer lado.
A inspiração chegará, nem que de dentro de si próprio, do seu consciente e …ai sim, o alvo ficará bem definido. Não quem não o inspira, mas sim o seu objetivo magno. Estará confiante e a dar importância só mesmo ao que é importante, como tal, toda a energia ficará para o objetivo em mira.
O seu estado mental, acabou de ser transformado no momento em que desvaloriza a falta de inspiração que advém dos demais. Não se enerve. Não estará sozinho nesse trilho. Verá que alguém o acompanhará pois, viu em si a inspiração que também lhe faltava. O caminho não será feito sozinho.
Com a sua própria inspiração descobrirá a ambição, a ansiedade, o desejo de realmente querer atingir os seus objetivos. Cordialmente, suspirando (de alivio talvez) vai anunciando a si próprio o seu real e consciente entusiasmo para a caminhada que tem por diante. Sabemos que não sendo arrogantes, ou desonestos, e trabalhando muito, tudo o que desejamos a seu tempo atingiremos.
A caminhada é longa. Vá, mas vá bem consigo próprio. Não faça mudanças só mesmo por fazer, sinta a sua própria inspiração, ganhe as suas energias e motivações, antes de tentar, como se costuma dizer, “inventar a roda”.

Em resumo, embora sempre tentando, e pensando em, ajudar, opinar, contribuir, ou o que seja, você não é, nem poderá ser responsável pela felicidade dos outros, pelas as suas motivações ou o que quer que seja, mas é-o por si. A responsabilidade neste caso é acrescida. Uma vez mais, pela segunda vez, pode parecer “pesado” ou “duro” de se ler, mas há que considerar as suas necessidades reais em detrimento das suas necessidades percebidas.
“Não vá para onde o trajeto o possa conduzir, vá pelo contrário por onde não há nenhum trajeto e deixe um trilho.”
## Ralph Waldo Emerson ##



