Ano novo vida nova diz-se na gíria. Na realidade o que muda são as datas do calendário, isto em termos generalistas como é obvio. Senão vejamos: a nossa vida permanece inalterada do dia 31 de um qualquer Dezembro para o dia 1 de um qualquer Janeiro; a politica que estava num dia à noite mantem-se pela madrugada; as diferenças sociais e culturais não se alteram do segundo 59, minuto 59 da hora 23 para o segundo primeiro do primeiro minuto da primeira hora do tal primeiro dia do ano.
O que nos habituámos a fazer foi simplesmente balizar objetivos, visões, metas e determinações para coincidirem com o fecho do ano civil, ou seja o ano de calendário. A corrida aos ginásios dispara nas primeiras semanas do ano, assim como as receitas milagrosas que interiorizamos começar no tal dia um.
Perdoem-me a opinião, mas maioritariamente estas tentativas são infrutíferas. Porque? Porque simplesmente não estamos a trabalhar em consciência, nem estamos com força de vontade para tal. Estamos sim a cumprir calendário, para tar provar que a promessa feita, será cumprida. Será mesmo para durar?
O fim do calendário civil serve sim para dar um mote, uma desculpa, para esticar no tempo aquilo que se deve fazer mas que em boa verdade não nos apetece fazer. É como largar os doces, ou outro vicio qualquer…usamos a expressão popular “perdoa-se o mal que faz pelo bem que sabe” e vai-se arrastando a data de começar ou de tomar uma atitude.
Poderia enumerar imensos casos como exemplo, mas na realidade não o farei pois a mensagem estará entendida. O que posso referir é que, por exemplo, se faz um plano a longo, embora com objetivos e metas a atingir, não se preocupará muito com o dia 31 do tal Dezembro. Vai progredindo passo a passo até atingir o objetivo. Esta deverá ser a visão a ter, quer na vida pessoal, académica, profissional ou empresarial.
Resumindo, o calendário serve para isso mesmo, ajudar-nos a saber onde estamos e a poder planear, mas…nem a bebida se acaba (bem… em geral) no dia 31, nem as festa acabam nessa madrugada. Compreendo o argumento de diversão e também o argumento de marco para a viragem, mas…quem quer mesmo dar um rumo a um certo objetivo não terá de esperar por tão celebre dia 31 de um qualquer Dezembro.
Posto referir que o nosso caminho, “O Caminho da Sapiência” não pára, não parará. Após pequeno abrandamento provocado pelo tempo de analise a novos trilhos e reflexões sobre horizontes trilhar a cada momento, aqui estou e espero que também voce esteja para continuar a caminhada.
Não se pode parar nunca, muito menos, quando se vê o trajeto efetuado ser valorizado e transformado. Convido-vos a ver e ouvir este video que foi presenteado por Gonçalo Fonseca, um seguidor destes trilhos, cuja empresa (Script Factory) produziu e realizou esta obra baseada no artigo “Não Acanhar”. Recordam-se?
Quando assim é, não há calendário que se imponha. Atitudes destas e reconhecimento deste tipo são de “Elevação Astral”.




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Há que fazer um re-post a este artigo.
A não perder este video que efetuado para o artigo “Não Acanhar” foi brindado quando do artigo “Elevação Astral”.
Disfrutem e se for caso, partilhem
Ato de agradecer!
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