Hoje teremos por certo mais acesso a maior quantidade de informação. Este é um fato. Não me refiro, nem comentarei qualidade, refiro-me a quantidade. A mesma, informação, chega-nos a toda a hora e momento por todos os meios possíveis e imaginários. Desde os famosos e tradicionais jornais, às revistas, radio, televisão, ou internet, entre outros que eventualmente me poderão escapar.
A cada passo que damos (como exemplo generalista) há algo de informação a absorver. Cada vez há mais formas de transmitir e por sua vez de receber informação. Se a processamos, se a analisamos e interpretamos de uma forma correta ou não isso será outro tema de debate.
O mundo está a girar à volta da partilha de conteúdos, informativos, lúdicos ou outros, maioritariamente em formato digital. Quer se goste quer não quem de nós, ou quem dos nossos ciclos envolventes, não comenta uma noticia (a qualquer momento) recebida através de um qualquer aplicativo móvel? Pois é…é difícil negar. Um novo paradigma existe atualmente.
Informação em paper ou informação digital? Pois esta é uma boa questão cuja resposta dependerá de cada um na sua essência, mas também do contexto da pergunta. Com isto quero dizer que se a pergunta for interpretada como retórica ao estilo, à forma como lemos hoje em dia as noticias ou informação no geral, então a resposta será efetivamente do gosto de cada um. Se a pergunta se direciona para qual a tendência para a sobrevivência ou êxito dos canais de informação, então ai a resposta depende do efeito das mudanças que realmente estão a acontecer neste meio.
A tendência, diz-se e vê-se diariamente, é a de a informação em formato tradicional, e refiro-me ao papel especificamente, tem tendência a diminuir. Não quero com isto dizer que acabará, até porque eu sou uma das pessoas que gosta de ler informação em papel, mas adiante. A diminuição das tiragens em papel é um fato, a tendência será haver cada vez mais leitores de informação digital, menos assinaturas das publicações tradicionais e assinaturas em formatos de distribuição digital.
Numa analogia rápida, havendo uma maior aposta no digital, em detrimento do papel, haverá menos receita direta (da venda de cada jornal ou revista) também eventualmente menos aposta de publicidade, mas por outro lado menos custos diretos e até indiretos.
Isto é uma visão generalista, pois ao apostar-se no digital também se tenta ganhar por assinatura, ganhar sobre publicidade ao click ou à visualização. Mas, é sem duvida um paradigma totalmente diferente e ao qual teremos de nos ir adaptando. é uma realidade e está à vista.

O que uma “simples” mudança na forma de transmitir e de receber informação pode ter numa economia global. Empresas necessitarão de menos colaboradores, haverá cada vez menos emprego efetivo, farão compras em menos quantidade de matéria prima voltando-se para a aquisição de serviços. Outro tipo de contratações se começam a verificar a nível profissional.
Tudo começa a rodar em volta do trafego, do “Buzz” que uma noticia faz e com ela as visualizações os clicks e ai o “profit” resultante de publicidade por exemplo.
São escolhas que se tiveram que fazer para haver uma adequação e adaptação a uma sociedade cada vez mais informatizada e digital, onde tudo pode estar à distancia de um click. A fonte e o conteúdo são importantes mas mais importante é a forma como a informação chega e quanto tempo demora a chegar. Ninguém quer pensar nisso. Quer-se é ter a informação á distancia de um click.
Adaptação à mudança é a palavra chave. Flexibilidade para dar a volta e interpretar a situação da melhor forma. Assim foi nos “media”, assim é nas empresas, e na vida, em geral. Há que olhar a envolvente, o setor, a atividade e adaptar o negócio, a forma de o fazer ou a estratégia de posicionamento
Já nada é do tipo eterno ou standard. Ha cada vez mais mutações e para estas, ha que estar preparado. Adaptação aos tempos. O que parece ser um desafio para uns, é com certeza uma oportunidade para outros. Saber olhar em redor e fazer a opção certa no momento exato, pode não ser fácil, mas…é mesmo o que tem de ser feito.
Tal como na passadeira, para atravessar olhe para a esquerda e depois para a direita, ou vice-versa, dependendo do sentido de transito.
Não se deixe atropelar.



