Realmente as noticias que nos entram pelo cérebro a dentro e que nós, comuns dos mortais, na maior parte das vezes nem damos conta. E porque é que isto acontece? Pois bem porque já estamos a dar tudo por adquirido e já não tomamos a devida atenção a quase nada. Vida agitada, correrias de um lado para o outro, logística de mobilidade desde a manha à noite, são alguns dos motivos por que andamos a não prestar atenção a nada, ou melhor, a quase nada.
O melhor dos exemplos será, como generalista, o do momento em que vai de carro, na sua deslocação para casa ao fim do dia, a ouvir radio e começam a transmitir as noticias de transito. É sempre assim, como por norma a primeira localização de onde a noticia é proveniente, não está no seu raio de deslocação, voce desvaloriza de imediato as noticias das localizações seguinte..
Imagine-se na segunda circular, em Lisboa, e a primeira noticia que ouve é sobre a ponte da Arrábida, no Porto, seguida da situação na circunvalação e assim sucessivamente. O que lhe passa pela cabeça? “O transito está caótico”, “O habitual” e só já quer é ouvir a sua musica tranquilamente.
Estamos cada vez mais a ser assoberbados por informação e como tal, a triagem da informação que interessa nem sempre é efetuada. Consumimos demasiada informação mas já nem a processamos para os fins que deveríamos. Seguindo o exemplo, quando ligamos o radio, quantas vezes antes verificámos o telemóvel, os e-mails e mensagens, para estar a par das noticias? Dezenas de vezes por certo. E a quantas dessas noticias demos a devida importância? Para quantas delas parámos a pensar, refletir sobre a causa ou o efeito? Pois diria que, quase para nenhuma.. é assim que vivemos hoje em dia.
Somos recetores de muita informação a uma velocidade estonteante, mas tiramos muito poucas elações da mesma. Isto salvo raríssimas exceções, como é obvio.
Os tempos são de mudança e cada vez mais temos de estar atentos a tudo o que se passa á nossa volta, nos nossos ciclos envolventes e saber ler e interpretar as entrelinhas, tirar elações e planear soluções se for caso. Tipicamente tentar estar um passo á frente.
Ora um passo não diria, mas estamos a (segundo dados históricos) a 3 dias de avanço. De que? Do típico tempo que visita o nosso magnifico arquipélago dos Açores. Há um dito popular que menciona que, devido ao “anticiclone dos Açores”, o tempo que visitar as ilhas vem para o Continente 3 dias depois. Se estivermos atentos a esta informação, minimamente saberemos com o que contar.
Posto isto, reparem uma noticia que não menosprezei hoje, que transcrevo da imprensa online: “Furacão ‘Alex’ atingirá os Açores com ventos de 170 quilómetros por hora”.

A primeira coisa nos ocorre é pensar que este tipo de situações só acontece aos outros, lá para os outro continentes (lá está a situação de não relevar). Mas depois apercebemo-nos de que há um alerta vermelho, emitido pela entidade competente (Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA)), de que uma tempestade está a dirigir-se mesmo para o arquipélago e há até previsão de ondas na casa dos 18 metros de altura. Ai pensamos: “isto não vai ser fácil”. “Não é brincadeira”.
Em resumo, antes de chegarmos ao ponto de estar a reagir, deveremos ser proactivos e estar preparados minimamente para qualquer eventual situação que implique mudança. Mudança de comportamento, perspetiva, atitude ou ate de forma de estar. Se nos apercebemos que há que mudar algo para prevenir ou melhor algo que seja, façamo-lo.
Em essência, e salvo melhor opinião, mudar até é positivo, trará sempre alguma motivação acrescida nem que seja pela novidade, pela descoberta de algo, pela entrada numa outra dimensão da situação, poderia enumerar diversos fatores….Mas, nem sempre é assim tão confortável.
Se por acaso você está a passar por alguma situação de mudança ou transição, na sua vida ou em qualquer um dos ciclos a que pertence, na sua envolvente, prepare-se para combater esse, eventual, desconforto. Por exemplo, rodeie-se de pessoas que o façam sentir bem e de coisas que lhe tragam conforto. Tire um tempo para si, um tudo nada afastado do que o está a “puxar” para a sua anterior “zona”, e que não está a permitir a mudança como deve ser.
Acorrentar-se à sua secretária, ou onde quer que seja, não significa que voce esteja a ser disciplinado em altura de mudança. Comece por desamarrar as correntes da perspetiva. Olhe e veja o outro lado da situação, a outra versão.
Se está ao sol ponha-se à sombra mas aprecie a mesma paisagem…
“Viu” o mesmo? Bem me parecia.




“Somos recetores de muita informação a uma velocidade estonteante, mas tiramos muito poucas elações da mesma. Isto salvo raríssimas exceções, como é obvio.
Os tempos são de mudança e cada vez mais temos de estar atentos a tudo o que se passa á nossa volta, nos nossos ciclos envolventes e saber ler e interpretar as entrelinhas, tirar elações e planear soluções se for caso. Tipicamente tentar estar um passo á frente.”
MUITO BOM! É ISSO AÍ!
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