“O Gládio”

Nada acontece por acaso, mas também nada se faz sem esforço. Esta é uma verdade universal pela qual, salvo raríssimas exceções, e referindo-me á noticia recente que menciona que 1% da população (globalmente) deterá a mesma riqueza dos 99% restantes…Bem, esta foi a conclusão de um estudo de uma organização não-governamental britânica, a Oxfam, que se baseou em dados do banco Credit Suisse referentes a outubro de 2015 e citado pela BBC news. À parte e adiante.

Trabalho, esforço e dedicação, resiliência e bom senso, com saúde, levarão a bom porto o comum do Ser que empenhado tenta conquistar os seus objetivos. Conquista de objetivos, marcação de posições e até a salvaguarda de ideia, projetos entre outros. Como exemplo generalista, é mesmo necessário uma grande dose de esforço físico e mental, ginástica cerebral e espirito de luta para se conseguir defender o que se pretende. Aplicando-se a ideia à vida em geral mas mais propriamente aos ciclos envolventes a que pertencemos.

Esprito de luta e bravura é algo conhecido de muitos povos. Usarei um pouco de história, a nossa, a de Portugal, riquíssima em exemplos. Recuemos no tempo às raízes da nação, do território, do que é o hoje o que é. Também o nosso território começou por ser pequeno, mas já era rico. Teve de haver muita luta, não só para crescer territorialmente, mas para guardar e salvar o que era nosso, ou por direito conquistado.

Não sendo de todo um historiador ou um “expert” em ciências históricas, os exemplos são ilustrativos, deixando admiração pela sabedoria e mestria a quem a tem.  Aprecio e respeito.

Alguns autores clássicos referem que a “Lusitania” seria no seu tempo exportadora de ouro, prata, chumbo, cobre, estanho entre outros minérios. Pelos vistos terreno fértil e rico em minério. Exportado, à maneira da época serviria para gerar riqueza para o território. Lusitânia, proveniente do latim: Lusitania, terá sido o nome atribuído a um pedaço de terra (território) na zona oeste da península Ibérica (em outros tempos, ou na Antiguidade) onde terão vivido os povos lusitanos desde os tempos do Neolítico.

O povo Lusitano, designados historicamente como Lusitanos, fizeram parte de um dos povos ibéricos pré-romanos e que habitaram a região oeste deste cantinho à beira mar plantado, conhecido por península Ibérica desde a chamada Idade do Ferro. Por volta de 29 a.C., na sequência das invasões  romanas às quais resistiram longos tempos, foi criada a província romana da Lusitânia nos seus territórios, correspondentes a grande parte do actual Portugal. O nosso Portugal. Historicamente, consta como a figura de maior notoriedade, entre os lusitanos,  Viriato (já por volta dos anos 140 a.C), um dos seus líderes no combate aos romanos nas referidas evasões.

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Viriato, consta, andou sempre de batalha em batalha a defender as suas montanhas, os seus ideais o seu território. Não ganhou sempre, mas das vezes que a vitória não lhe aparecia, voltava e tentava uma e outra vez. O que é certo é que consta da história como um guerreiro que nunca desistiu de seus ideais.

Outra coisa também é certa, e também consta da história, a cada vez que a vitória lhe sorria, a ele Viriato, duplicava a raiva, o odio e tudo o que possamos imaginar lá no chamado Império Romano. Ahhh pois é. Vitória de uns, raiva e desdém de outros.

Este fato  é aplicável á vida e a cada um dos ciclos envolventes a que pertencemos. A elação a tirar será de que, mesmo sem espadas, escudos e capacetes, lanças ou dardos, hoje em dia as guerras, ódios e desdéns estão a cada esquina…não se veem muitas vezes (a olho nu) pois andam disfarçados por entre capotes e vestes de clérigos, nobres ou até plebeias…

Uma coisa é mesmo certa, se vivermos em plena consciência de que o que conquistámos foi merecido e foi-o honestamente, seremos e procederemos como Viriato, iremos sempre à luta por algo que nos é pertença e adquirida com o tal esforço, dedicação, resiliência e afins…Atentos e vigilantes.

Quanto mais nos aproximamos da Luz mais sombra fazemos.
Mantenho-me de acordo comigo próprio.

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About João Farinha

Ph.D. in Management from Universidade Europeia – Laureate International Universities, with a Master in Marketing and a thesis on Brand Management. He also holds an Executive Master in Marketing Management from the same university. In addition, he has Certification in Business and Management from Case Western Reserve University (Leadership and Emotional Intelligence), Certification in Business and Management from the University of Maryland, College Park, (Entrepreneurship) and Certification in Business and Management from the Wharton School, University of Pennsylvania (Leadership). His Background is in Accounting and Administration–Taxation from Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa.
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