Cidades urbanas, cosmopolitas, com pessoas e pessoas como seus habitantes ou simplesmente usuários de um ou outro aspeto que a própria cidade tenha para oferecer. O que é certo é que cada vez mais as pessoas usufruem das cidades seja por necessidade de trabalho, passeio, lazer ou o misto turístico. Deslocam-se nos centros das cidades a pé ou em meio de transporte próprio para o efeito.
Não obstante os habitantes locais, possuem meio de transporte próprio, viaturas que, infelizmente e na generalidade, já não tem local próprio para se estacionar. A desordem a cada dia é um fato na maioria das cidades. Como exemplo generalista poderemos considerar viaturas em cima dos passeios, pressupostamente serviriam para os tais percursos dos peões, viaturas estacionadas em locais indevidos, viaturas em segundas filas das faixas de rodagem, e deslumbre-se aquele que nunca viu, até viaturas em terceira fila e em pleno centro de rotundas. Bem, é obvio que o caus está à vista de todos. Só não ve quem não quer ver.
Na maioria dos casos, quem se recusa a admitir que o caus está instalado no que a estacionamento desmensurado em plenos centros urbanos diz respeito, eventualmente terá algures no tempo procedido de igual forma e contribuído para tal.
Quem não se lembra de belos momentos de lazer, entre amigos, ou colegas de trabalho, em eventos de “team bulding” onde a diversão foi, por que não a “Gincana”? Pois esse evento de cariz desportivo onde, durante o decorrer do mesmo, os participantes serão avaliados pela sua habilidade e destreza, bem como pela própria competitividade desportiva.
Sendo uma gincana um tipo de competição (sim, um jogo traz sempre alguma competição) que na maioria dos casos tem caracter recreativo e que terá como objetivo pôr à prova habilidades dos participantes, quer sejam físicas ou mentais, não será normal que as pessoas andem a fazer gincanas a toda a hora em plena via publica, urbana ou urbanizada.

O que fazemos, hoje em dia, para chegar a um destino, seja ele a nossa casa, o escritório ou onde quer que seja, não é mais que uma gincana diária, com vários obstáculos e que poe à prova o físico e a mente de cada um de nós. Andar a cirandar de carro em carro, ultrapassando-os, muitas vezes com necessidade de recorrer a manobras, só porque um(a) excelentissim0(a) decidiu parar a viatura em segunda fila para ir tomar café ou comprar o jornal não será de todo o que teríamos em mente quando nos metemos à estrada.
O mesmo se pode dizer de quem anda de transportes públicos, muitas vezes também eles prejudicados no seu tempo, simplesmente porque o veiculo publico onde se encontram não consegue manobra para seguir viagem. Porque? Porque os mesmos transeuntes não respeitam os outros veículos, muito menos os de grande porte e que transportam muitos passageiros.
Transportar alguém às compras e esperar no carro em segunda fila, prejudicando o transito e o normal percurso nas vias de circulação, não estará nas regras de transito como permitido. Ora ha que haver bom senso. O comodismo terá de ficar no sofa…se não há lugar estacionar, vai-se a pé.
Uma gincana, onde se tem de enfrentar obstáculos, enigmas ou tarefas é por certo algo que todos sabemos que temos na vida profissional. Desafios são constantes, obstáculos, entropias, enigmas inerentes ao desenvolvimento pessoal e profissional é algo que temos como garantido, ter que superar, na nossa vida. Tomamos isso em conta e com bom senso, sem atropelos, tentaremos atingir as metas e cumprir os objetivos a que nos propusemos.
Evitaremos colegas, colaboradores e outros que se posicionem em segunda fila, prejudicando o normal percurso. Manteremos o carater e a postura e chegaremos ao “destino”. Aplicar-se-á nos nossos ciclos envolventes, agora na via publica? Em meio urbano? Por favor!



