Do parecer ao ser, da exceção à regra ou do pensar ao executar. Palavras que se encaixam bem, mediante o contexto, mas que são diferentes entre si. Representam de alguma forma posições opostas ou de caracter distanciado.
Na vida, todos estes termos, e mais alguns que incluísse, circulam diariamente entre nós, nos nossos ciclos envolventes e maioritariamente não se representam só pelas palavras. Estão visíveis pela representação teatral de certos personagens, encarnando, personificando a ideia do “parecer ao ser”.
Também, como figuras reais nos aparecem situações que, de tão frequentes, quebram a barreira da exceção para se tornar regra. Por ultimo, neste exemplo, o contrario se personifica…muita gente se cruza connosco, seja na academia, no emprego ou na sua empresa, que, muito dizem pensar (e em muita coisa) e pouco ou nada executam.
Ha dias, captei um debate televisivo onde o apresentador vestiu (e vai-se lá saber porquê) a pele do personagem pessimista, derrotista e ate negativista. Ora, não sendo essa uma tendência na conversa, no tema ou no caso em analise, houve um notório desfasamento entre a posição que estava a ser tomada por quem moderava a sessão e os demais.
Sorte, a dos telespectadores, que o rumo muda a certa altura com boas intervenções dos convidados à mesa e desvaneceu aquilo que seria o “papel” personificado do moderador em questão.
Elação tirada de imediato, o moderador estava a querer mostrar uma certa imagem, mostrar ter uma certa postura, que por certo não o terá, e tentou vestir a pele desse mesmo tipo de personagem com as característica supra descritas. Correu mal.
Correu mal para ele, para os restantes terá corrido até muito melhor do que pensavam, pois não teriam com certeza à espera de tamanha oportunidade de brilhar por um motivo tão desnorteado. Ou seja com a ma personalização de alguém, outros, tirando partido da situação e simplesmente pondo na mesa todo o conhecimento que disponham, deram cartas e “viraram o jogo” como diria alguém. Se é que me faço entender.

Salvaguardando os atores de profissão, que muito se respeita, no quotidiano não deveremos abusar das personagens que se tenta encarnar. Refiro não abusar e não menciono diretamente não encenar, pois a terminologia de personalizar ou vestir o personagem pode ser muito ampla e … quando menos esperamos estamos a parecer algo que não somos e a ser algo que não parecemos. Enfim contrariedades visuais que fazem movimentar a alta rotação qualquer molécula cerebral.
Há que refletir, e até debater se for caso, qual o ponto de equilíbrio entre um “bom dia sorridente” para o exterior e um começo de dia terrível (interiormente) ou um papel representado de excelência quando na realidade a mediocridade assola ou transborda. Balancear, medir e ter bom senso.
Muito se fala em Marketing, pois é… e o Marketing Pessoal? até esse tem de ser bem feito. Bem trabalhado. Dizer só o que importa dizer, estar quando é necessário estar, ouvir percentualmente mais do que falar, relevar das valências adquiridas realmente o que é importante e, muito importante, não “dançar sem música”.
Dar valor ao caracter, aos valores em detrimento de outros tipos de ilusões. Este e outros tipos de situações passam-se nos nossos dias consequentemente. Quando não temos meio-termo, bom senso e abusamos da “dança sem música”, estamos com certeza a perder uma oportunidade de vincar posição positiva em qualquer situação profissional. Estamos a perder hipóteses de demostrar as reais características, competências ou valências que se possui.
“O talento é dado por Deus; seja humilde. A fama é dada pelo homem; seja grato. A presunção é autodeterminação; seja cuidadoso.” # John Wooden#



