É caso para dizer, ou melhor questionar, “Como as coisas são?”. Neste mundo frenético de transmissão de informação, ainda ha uns tempos comentei sobre o assunto, recebemos cada vez mais informação e nem sempre fazemos o melhor uso da mesma. A quantidade é tanta que nem nos debruçamos ou preocupamos nem com 1/4 (digo eu, mas em boa da verdade o numero poderá ser ainda menor) da matéria que rececionamos. Trata-la ou assimila-la, nem pensar.
Ha no entanto algo, uma notícia de referência, que me parece relevante: Albert Einstein prevê, ou previu, ha 100 anos a esta parte a existência de ondas gravitacionais. Ora isso provou-se num passado recente, um par de dias, por cientistas Norte Americanos.
O que se realça daqui, para além de tudo o que pode vir a suceder no que à evolução da ciência diz respeito, é a forma como se tratam as coisas. O que se quer, e quando se quer, é muito bem comunicado e atinge o universo populacional que se pretende. Foi assim nos EUA, o mesmo se passou por toda a europa e acredito por todo o mundo. A noticia invadiu, literalmente, todos os meios de comunicação possíveis, dos mais tradicionais até aos modernos canais digitais.
È sem duvida uma noticia relevante. Para além da capacidade e inteligência de Einstein, houve também, e isso é importante salientar, a resiliência de quem ao longo dos tempos, gerações consecutivas de cientistas, que acreditaram na teoria e se mantiveram em investigação permanente e constante até ao resultado que agora é conhecido. As ondas gravitacionais existem mesmo.
Persistência, acreditar, resiliência entre outros fatores foi o que levou à chegada da comunicação a que me refiro. Em todo o caso, não sendo cientista na area em questão, este tópico leva-me a um outro que não deixa de ser também curioso. Seremos nós tão persistentes e resilientes para com fatores humanos como o comportamento, os sentimentos ou as atitudes (como exemplo)?
Já escrevi em tempos que amizade não tem distancias, isso é certo. Não necessitamos de estar sempre com uma pessoa para que a consideremos Amigo. Bem pelo contrário. Ora se a amizade não tem distancias longitudinais nem latitudinais, tê-las-á temporalmente? Seremos capazes de acreditar numa amizade por uma pessoa que não vimos ha longo tempo? 20, 30, 40 anos?

Uma relação reciproca de amizade, um sentimento de afeto por outrem com cariz, por que não, benevolente, de simpatia, carinho, cumplicidade e respeito, mencionando só alguns adjetivos, pode ser difícil de manter ao longo dos anos. 100 talvez, como a Teoria de Einstein até ser provada.
Será muito tempo para haver o efeito de todos estes adjetivos enquadrados numa pessoa perante e no intimo de outra.
E porquê cada vez se fazem menos amigos, na boa essência da palavra, dentro dos nossos ciclos de envolvência? Academia, escritório e emprego ou na nossa empresa? Cada vez mais, devido a vários fatores e como exemplo generalista pois ha exceções, fazemos parte integrante dos ciclos envolventes para cumprir missões, tarefas, objetivos e pomos de parte o conceito de amizade. Teremos colegas, colaboradores, funcionários, mas e amizades dentro dos tais ciclos? Ah pois é…Ao menos guardamos a força e o acreditar que temos ainda amigos de outros tempos? Em outros locais?
Não consideraremos a carreira como um concurso de popularidade. As pessoas intervenientes nas nossas vidas do foro profissional, ou outro dos ciclos, não se desdobram em preocupações ou em exuberantes demonstrações de afetos. Trabalho é trabalho como se diz na linguagem corrente. Não obstante ha barreiras, muros e gelo que se pode quebrar.
Salvo melhor opinião, se as fofocas ficarem de lado, houver mais abertura e frontalidade com todo o merecido e devido respeito, se houver sempre uma tentativa de entendimento de todas as partes intervenientes (e não só a nossa) incluindo o assumir de responsabilidades, se se evitar apontar sempre as fraquezas e se relevar as forças de cada um…parece-me que pode começar a existir cada vez melhor ambiente dentro dos mencionados e conhecidos ciclos.
Isso levará a maior sintonia, maior partilha de informação, profissional e não só, logo maior respeito se ganha pelo próximo, mais se conhece e melhor será a adaptação. Aparece a cumplicidade e …Eventualmente a amizade.
Tão longe e tão perto, tão perto e tão distante. Tantos exemplos poderíamos descrever sobre este tópico. Ha que haver bom senso, conciliação de ideias e perspetivas. Ha, fundamentalmente que acreditar que melhor ambiente leva a melhor desempeho, pelo menos a mais motivação numa ótica do dia a dia.
Nem só amendoins e cerveja ou café e chocolate são boas combinações.
Completamente de acordo comigo próprio.




Maravilhoso será quando todos chegarem á conclusão, em seus sentimentos, de que todos somos irmãos! Nem que demore muito mais d que demorou a comprovação das ondas gravitacionais! Gostei muito de sua chamada de atenção! BRAVOS!
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