“O Figurino”

Dias comemorativos cada vez aparecem mais. Uns sobejamente conhecidos do comum dos mortais, poderia enumerar imensos, mas faço-o em curta escala. Ou seja, para alem das celebrações religiosas, ha também as celebrações a nível politico, social,  histórico, nacional ou o que seja.

À parte dessas, aparecem celebrações a nível mundial. Sim,. dia mundial disto, dia mundial daquilo e, vai-se lá entender porque, como todos os outros momentos de celebração, só se dá valor, ou se liga algo, nesse mesmo dia.

Ou seja, salvo raras exceções, e descrevendo exemplos generalistas, todo o ano se anda a fazer uma outra figura que não a que se apregoa no tal dia da celebração. Se não vejamos: No Natal gasta-se o que se tem, e o que não se tem, para oferecer presentes a toda a gente. Oferecem-se presentes a pessoas às quais não se ligou nenhuma o ano inteiro. Nem um telefonema, nem uma visita, mas chegado o Natal ha que fazer boa figura e oferecer algo;

Outro exemplo, o dia internacional dos amigos. Esse sim magnifico. Anda-se o ano todo sem preocupação com ninguém, neste sentido claro, ou até sem sequer saber se ainda se tem amigos….e nesse tal dia, recorrendo às listas de contactos e às redes sociais procura-se enviar uma mensagem a toda a gente figurando a imagem de real, verdadeiro, amigo, enfim. Palavras para quê?

Celebra-se o dia de São Valentim, por acaso no dia de hoje, e enchem-se as redes sociais, os meios de comunicação no geral, os noticiários, e claro todo o comercio, restauração e outros setores de atividade realçam o dia…  engraçado, se houvesse tempo para observar, que os intervenientes, eventualmente andam todo o ano de candeias às avessas, mas neste dia, lá está…ha que celebrar.

Pois há no dicionário palavras especificas para determinar este tipo de comportamento, mas infelizmente as mesmas palavras aplicam-se a uma serie de ocasiões e situações ás quais o ser humano incrivelmente se expõe. Não se aplicam só aos exemplos dos dias de celebração.

Mau em geral, mau na vida é haver simulação ou fingimento de uma situação ou momento. Fingimento ou simulação de convicções, ideias, pensamentos ou até emoções. Quando se finge características por impostura ou falsidade isso é muito mau. Salvo melhor opinião será chamada de hipocrisia. Infelizmente muitos poderiam ser os exemplos, mais ainda que os dias de celebração. Sejam eles de que característica forem.

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No nosso consciente e não tendo a postura que acima se descreve, não vivendo de falsidades, de farsas ou fingimentos, no intimo seremos capazes de ser frontais, sinceros e honestos nos nossos pensamentos, ideias, considerações, posturas ou atitudes.

Por muito que a situação nos parece adversa, não trairemos as nossas convicções, as nossas raízes, os nossos valores e com isso aprenderemos dia a dia a superar o que quer que seja com que a vida nos desafie.

Não estaremos sempre exatamente rodeados do tipo de pessoas que quereríamos, não se pode estar sempre cercado por pessoas que sejam aquilo que queiramos que sejam. Dependendo das apreciações poderemos exemplificar que nem todas as pessoas são charmosas, ou inteligentes, ou magras, ou fortes, ou altas, ou baixas… Não poderemos estar sempre rodeados pelo tipo de pessoas que gostaríamos. Este é um processo aleatório, nunca saberemos com quem nos cruzamos neste dia, nesta vida.

Não obstante, qualquer uma pessoa, com qualquer tipo de característica, quer nos agrade ou não, deve ter algo a dizer, deve poder expressar-se e voce deverá saber e estar disponível para ouvir atentamente. Por outro lado elas também são pessoas que vão ouvi-lo a si,  se assim o proporcionar.Isso valerá por certo de muito. Alguém que o oiça, qualquer que seja a situação, é meio caminho andado para o entendimento. Saber ouvir é a melhor forma de aprender e até de ensinar, de partilhar.

Não é difícil de gerir, basta bom senso, atuar em consciência e não perder os seus valores. Você não tem que investir tempo a tentar encontrar uma solução que fará com que cada pessoa fique feliz com a situação ou o momento. Tudo que é necessário fazer é encontrar a solução que funcione para a maioria das pessoas, com a maioria dos intervenientes, verá que todos os outros entrarão em sintonia por inerência 

Farsas e realidades, tal como azeite e água, não se incorporam.

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About João Farinha

Ph.D. in Management from Universidade Europeia – Laureate International Universities, with a Master in Marketing and a thesis on Brand Management. He also holds an Executive Master in Marketing Management from the same university. In addition, he has Certification in Business and Management from Case Western Reserve University (Leadership and Emotional Intelligence), Certification in Business and Management from the University of Maryland, College Park, (Entrepreneurship) and Certification in Business and Management from the Wharton School, University of Pennsylvania (Leadership). His Background is in Accounting and Administration–Taxation from Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa.
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