Mais uma semana quase finda, mais parte da agenda cumprida a uma certa hora. Até aqui nada de novo. Conduzir o seu veiculo do ponto A para o ponto B, disfrutando da viagem, com musica ou não e independentemente do estado do clima, tudo a rolar tranquilamente. A velocidade reduzida, a atenção especifica à estrada e a quem nela conduz, optando por uma condução defensiva, sempre atento à condução dos outros para que esta não interfira com o nosso tranquilo trajeto ou com a nossa viajem.
Tudo muda quando na viagem, e no mesmo sentido, se deparar com um ciclista que no meio do transito passará por si ou, quando em andamento, passará voce por ele. Não deixa de ser curioso, que cada vez mais, e dadas as conjunturas económicas, ambientais e sociais, se veem pessoas a usarem a bicicleta como meio de transporte em grandes circuitos urbanos.
Devido às múltiplas situações acima mencionadas, e por ser sempre uma incógnita quando o transito para e você fica para trás ou avança e ultrapassará o ciclista, a sua atenção para com o mesmo tende a redobrar. Um pouco como: “onde estará o ciclista” e ele, muito atento à estrada e aos condutores pensará também “Ja lá virá o tal veiculo”. Este tipo de atenção e vigilância acaba por ser mutou e voce irá percorrendo o seu trajeto, por vezes de quilómetros seguidos, e fa-lo-á em companhia do seu, agora, parceiro “ciclista”.
Na estrada, e enquanto o caminho for feito no mesmo sentido notar-se-á uma sintonia, como se mensagens fossem trocadas por cada movimento, mas a uma velocidade incrível. Obvio que o instinto de um condutor de um veiculo de duas rodas sem motor auxiliar, em chegar ao seu destino prevalecerá em detrimento de muitas pseudo sintonias entre condutores. Um pouco de bom senso ajudará com certeza. Por outro lado será o sentido de responsabilidade e preocupação de quem vai ao volante para com o ciclista. para que nada de mal aconteça, ha que facilitar e ser tolerante.
Para piorar a situação, que até parecia estar a correr bem para ambos, eis que, alguém de fora, ao passar um sinal vermelho (verde no sentido do ciclista), num cruzamento, quase provoca um acidente e quase faz o ciclista cair.

Imprevistos acontecem, ou podem acontecer. No caminho do ciclista urbano por certo muito desafios terá desde que sai do ponto de partida até alcançar o seu ponto de chegada. Não obstante, e por ser sua decisão a utilização daquele meio de transporte e não outro, por estar de bem com a sua consciência (na analise prazer, perigos) mas por ter decidido que os meios justificariam os fins, ou seja a felicidade, o gozo, o prazer de conduzir um veiculo sem motor de duas rodas em pleno centro urbano, diariamente, é opção consciente, então, com perseverança, esforço diário e paciência, supera todos os desafios, ultrapassa obstáculos, transpõe barreiras e, no final as metas da vida vão sendo cruzadas com sucesso, etapa a etapa, ou seja dia a dia.
Jornada a jornada o ciclista faz a sua volta na estrada.
No exemplo descrito tal como na vida, paciência, perseverança, atenção e lucidez, ou seja consciência do que se faz, conduzirão ao sucesso da concretização do seu objetivo. Muitas vezes, nos nossos ciclos envolventes, em qualquer um deles, académico, profissional ou empresarial, os objetivos não dependem exclusivamente de nós, mas tal como o ciclista, ha momentos da evolução da vida que teremos de estar sintonizados,. e dessa forma, sim a meta ficara mais visível, mais próxima.
Sintonia pode levar o seu tempo ou ser imediata, depende de muitos fatores, mesmo assim, ter a virtude que o fará suportar com resignação a maldade, as injúrias, as importunações, ter a qualidade de ser calmo, suportar alguma coisa ou situação, é sem dúvida ser paciente. Se assim for, a sintonia, dita difícil muitas vezes tornar-se-á visível e real.
Uma peça fundamental ter é, como sempre, estar a fazer algo, a produzir, a investigar a trabalhar em alguma coisa que goste, que lhe de prazer e se assim for não haverá aborrecimento, monotonia, falta de focos ou criatividade. Será, por certo, mais produtivo, eficiente e a eficácia será notória.
Em resumo, a sintonia de uns é alheia ao horizonte de visão de outros, o que nos leva a aumentar o poder de concentração e focos no que estamos a fazer, no caso descrito, a conduzir algum veiculo não interessando em que terreno.
Quanto mais estreita a estrada, menor a margem de erro. Haja Paciência!
Completamente de acordo.



