Incrível como as noticias, sejam de que tipo ou classificação forem, nos entram pela “porta” dentro. Muita informação, as vezes em excesso, já o comentei anteriormente. Hoje, ao passar uma revista às noticias no geral, em ambiente virtual, ou seja web, deparo-me com algo impressionante e que dá que pensar.
Ainda se descobrem cidades subterrâneas por esse mundo fora. Algumas em melhores condições do que outras, algumas até proporcionam visitas guiadas, o que é certo é que, desde o Reino Unido a Cracóvia, da Turquia aos Estados Unidos, ou ainda Espanha, Republica Checa ou Canadá, em todos estes locais e por motivos diferentes forma construídos locais de refugio, abrigo, defesa, esconderijos ou o que seja. Autenticas obras de engenharia, em alguns casos, ou de arquitetura e arte noutros.
Lei Seca, Guerra Fria, trafico, jogo, fuga ou bunker são algumas da palavras que aparecerão no descritivo de cada uma das explicações para a existência de tais cidades subterrâneas, como referido por Erika Nunes (Dinheiro Vivo). Sobreviver debaixo da terra não será só uma ideia dos referidos tempos da Guerra Fria, quando o perigo de um ataque nuclear terá sido o mote para que, governos e particulares, começassem as construções de defesas subterrânea, ou bunkers.
Haverá na realidade mais motivos e como tal há verdadeiras cidades subterrâneas. Umas que nos dias de hoje ainda serão utilizadas, tanto se desenvolveu em subterrâneo que agora se aproveita com comercio, serviços e até ajudará a desenvolver a economia, e outras que estão abertas e são efetivamente pontos de procura turísticos..
Construções subterrâneas, construções em rochas, casebres nas montanhas, habitações de ermitas. Alguns exemplos se poderia dar. Uns por necessidade de aproveitamento das condições geográficas, outros por medo ou receio de alguma catástrofe e outros pelo isolamento. Isolamento poderá fazer lembrar as causas religiosas, que em tempos muitas construções faziam em locais ermos, deslocados ou completamente isolados da civilização.
Ou falando em isolamento, lembrar-nos-emos mesmo da imagem do ermita. Uma pessoa que pelos mais diversos motivos, como exemplo através de penitência, se torna habitante de lugares despovoados e/ou isolados, evitando assim e desta forma o contacto com quem quer que seja. Tentam ser o mais independentes possível e tentam também criar um ecossistema que seja o mais auto suficiente possível. Em resumo a imagem que fica em qualquer dos exemplos será mesmo o do isolamento.
Isolamento significará também estar só, retirado do mundo e tal ato designar-se-á por solidão. Quem se retira na solidão, se isola, se desloca para fora de todo e qualquer ciclo envolvente, neste caso deixando por certo de ter algum que seja, terá o seu forte motivo, convicção ou em consciência decidido tal. Como referido os motivos podem começar por ser os de alarme social, instabilidade politica, de cariz militar, de segurança interna o que seja, mas e se nada do descrito for o motivo?

Se a pessoa só por si decide afastar-se da realidade, isolar-se. Muitas vezes é o que acontece e nem se dá conta. Refiro-me a situações em que o isolamento e o refugio, o afastamento ou o retiro não são físicos, mas sim de espirito, alma ou o que lhe quisermos chamar. A pessoa simplesmente continua a frequentar o seu meio, eventualmente a sua envolvente ou os seus ciclos, como o trabalho ou outro qualquer, mas na realidade só está lá fisicamente.
Toda a sua energia se perdeu no que toca a contributo para um dos ciclos, a sua mente pode estar em todo lado mas não na realidade à sua volta. Quantos casos destes conhecemos no nosso dia a dia. Pessoas que estão, mas não pertencem ou pertencem mas não “estão”. Pessoas que simplesmente não dão a conhecer a real solidão em que vivem, mesmo que, acompanhadas a todo o momento.
Esse será um isolamento ainda mais profundo do que o do mencionado ermita. Como é obvio este tipo de situação não leva à construção de cidades subterrâneas, mas leva as pessoas a afastarem-se da realidade em que poderiam viver, crescer, desenvolver e claro sentirem-se mesmo bem e felizes. A este mundo não haverá visitas guiadas com certeza.
O bem estar de um ser humano passa, sempre, por estar em equilíbrio em todos os quadrantes e ciclos envolventes. Basta um não estar balanceado, para que se comecem a ir recorrer as energias dos outros. Ora se não se faz algo para se balancear tudo de novo, entra-se numa espiral sem retorno e que, por não se descobrirem forças e energias para dar a volta, se recorre ao isolamento mental, espiritual ou o que seja. Deixa-se ficar o físico presente mas a mente “salta fora”. E assim se vive, ou melhor se sobrevive, digo eu.
Em resumo para não deixar que tal aconteça, e parto sempre do principio que não quererá que tal suceda, há que focar e refletir onde estão a ser desperdiçadas as energias. Em que quadrante? E apos analise, focar, mas desta feita no que fazer para recuperar o equilíbrio energético em tal quadrante, (profissional, empresarial, académico ou até outro qualquer). Objetivo em mente e recuperar a energia, balancear os quadrantes de bem estar e fortalecer os que possam estar enfraquecidos com tanto desgaste anterior.
Sente-se e, efetivamente pense sobre alguns dos objetivos de vida que deseja ou pretende mesmo alcançar. Não me refiro à evolução profissional ou às quantidades de capital que terá acumulado ao longo dos anos da sua pretensão (curto, longo ou médio prazo), refiro.me a algo experimental, ou experiencial, que tenha como desejo. Você é Humano, já pensou em fazer surf, andar a cavalo, saltar de para quedas, andar de moto, ou simplesmente sentar-se a observar pássaros num qualquer pântano? A questão é: Você quer?
Deverá ser ambicioso sobre as chamadas pequenas metas ou objetivos. A dimensão do objetivo também definirá, direta ou indiretamente a dimensão da ou das “barreira(s)”. Para além de tudo o momento de partida para cada um dos seus passos, nem que seja para o isolamento, é você que o dá. Se quer que algo aconteça e que o seu objetivo se realize, inverta as trajetórias.
Se as folhas de papel, as canetas, as lapiseiras, o teclado e o rato do computador, o candeeiro de secretária, são o seu único público, então a palavra solidão fará sentido.
Edifício com portas e janelas não significará propriamente edifício com ar de qualidade. Como posso deixar de concordar comigo mesmo?!




O isolamento por vezes é tido por muitos como refúgio, fruto da não aceitação de um indivíduo ou um grupo em determinado lugar.
O tal comportamento sabemos todos nós que é resultado daquilo que muitas sociedades são. Em fim, no compto geram nos encontramos todos em estado de emergência tentando cada um alcançar os seus objetivos, sem muitas das vezes nos preucupamos com o nosso próximo.
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