“Roteiro Zeloso”

“Ora bem, temos de chegar a um consenso”, ou “Vamos lá a ver se nos entendemos” poderiam ser frases ouvidas nestes dias, ou melhor, até serão com certeza e por muitos motivos. Conjuntos de palavras deste tipo, formando frases com este sentido levam-nos diretamente à interpretação de que algo estará menos bem.

Haverá por certo falta de comunicação entre os intervenientes ou ruido entre a eventual comunicação. A mensagem não está a passar. O emissor não está a conseguir fazer chegar o seu ponto de vista, a sua ideia ou mesmo a sua ideia no geral.

Casos destes haverá todos os dias em qualquer dos ciclos envolventes e inclusive na nossa vida privada. Mensagens que pelo menos não chegam à primeira, como se costuma dizer. Haverá, nestes casos, que fazer uma abordagem diferenciada, mediante o tipo de recetor e adaptar a linguagem, a forma ou ate de certa forma o conteúdo da mensagem para que a mesma seja entendida, percebida como se pretende.

Há uns tempos, e o exemplo poderá servir como ilustrativo mas muito sério, houve uma quantas promessas por parte dos então candidatos ao poder. Uma das promessas seria de que, o imposto sobre os combustíveis baixaria se o preço dos mesmos aumentasse (dentro de um certo limite). Segundo promessa do Sr. Secretário dos assuntos fiscais, e citando o jornal Diário de Noticias, por cada 4 cêntimos de aumento de combustível, o respetivo imposto (ISP) cairia, baixaria, um cêntimo.

Não obstante, e tal como as leis, as promessas também podem ter interpretações dispares, dependendo de quem as lê e analisa, eis que, o que menos se esperava acontece. Noticia-se em grande parte dos média, DN online incluído, que as Finanças não vão descer carga fiscal referindo que a promessa estava condicionada não aos preços finais, mas sim aos preços de referencia. Ora haja um pouco de cautela quando se fala em determinados assuntos. Adiante.

Citando resposta dada ao Dinheiro Vivo, o Ministério das Finanças refere ainda que nesta data não se verificam razões para a reavaliação do valor do imposto (ISP) e que a mesma  deverá ser enquadrada na perspetiva da neutralidade fiscal para a economia e da previsibilidade das receitas públicas, e termino por aqui a citação. Como diria alguém….Haja respeito.

Arrisco o conceito do sentimento que fará com que haja consideração, atenção, apreço ou diria mais, zelo de uma pessoa no trato a outrem. Por vezes pensamos tratar-se de cortesia. Sim, mas o que quero mesmo é frisar o conceito de respeito.

Respeito muitas vezes visto como obediência, ou subordinação, que não será o significado que se pretende. Haja uma forma cautelosa, ponderada nas palavras que tocarão os assuntos mais sensíveis ao comum dos mortais. Haja respeito pelas pessoas, pelos recetores de informação. A tal informação que todos desejamos receber e interpretar da melhor forma para que não se aguardem por resultados com espectativas elevadas e infundadas, fruto de ma interpretação.

Ou seja, comunicar é fácil, basta saber-se o que se quer comunicar e de que forma se quer que o recetor receba a mensagem. Se a mesma não for bem interpretada levará a revolta por sentimento de uma espécie de fraude de espectativas. Pois o exemplo não poderia ser mais caricato. Há informação, promessa de descida de imposto e afinal, “Ah e tal” …

Na vida, ou em qualquer ciclo envolvente, para que a nossa mensagem chegue a bom porto deveremos em primeira instancia, salvo melhor opinião, respeitar, ter apreço, estima e consideração, aceitar o terceiro envolvido. Começa pela consideração que o mesmo será um ser humano, merece o nosso respeito, não se sentirá falseado, não terá falta de confiança  e desta forma a nossa comunicação fluirá…e será rececionada corretamente.

À mencionada consideração existente entre seres humanos chamo respeito, e não estará fora do comum sendo em relação a este tópico. Ora se cada um dos recetores tiver consideração e respeito por terceiro envolvido na comunicação, não haverá mal entendidos, falhas de interpretação e assim, a mensagem que se quer passar é a que passa.

Relembrando as promessas eleitorais onde não revejo nenhum dos indicadores mencionados acima. É triste que, isto não acontece só na politica. Quantas vezes se deparou com emissores de mensagem com posturas de desdém, difamação e a irem pelos tramites da calunia e outros que poderia mencionar…. Pois acredito que muitas vezes. Há que evitar a presença de tais seres. Se a mensagem não passa corretamente é porque estão a ser propositados.

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Não há que temer a energia e excitação de outra pessoa no contexto comunicacional. Por certo essa pessoa é da sua equipa, está do seu lado, não está no lado da concorrência, se me permitem o termo, e não o tratará com desdém. Ao invés de temer use tal preocupação para se inspirar e promover a mudança.  Qual mudança? De ciclo envolvente, de fontes emissora de mensagem com ruido, de falta de interpretação correta ou o que seja. Mude de estação, mude de canal..

Em resumo, será como você provavelmente passar a maior parte do tempo com adultos e sentir que está fechado numa creche de crianças! Fácil será rever-se na imagem, certo? Se se deparar com comportamentos mesquinhos, criancices, ou faltas de respeito, seja sensato e prepare-se, efetivamente para mudar. Está na hora de lidar com as birras da maneira que é suposto lidar.

Sentir-se respeitado é considerar quem lhe direciona respeito.
Como concordo comigo próprio!

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About João Farinha

Ph.D. in Management from Universidade Europeia – Laureate International Universities, with a Master in Marketing and a thesis on Brand Management. He also holds an Executive Master in Marketing Management from the same university. In addition, he has Certification in Business and Management from Case Western Reserve University (Leadership and Emotional Intelligence), Certification in Business and Management from the University of Maryland, College Park, (Entrepreneurship) and Certification in Business and Management from the Wharton School, University of Pennsylvania (Leadership). His Background is in Accounting and Administration–Taxation from Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa.
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