Mediatismos, imagens à semelhança de outros, vulgares cópias de outrem, valorização desmensurada do próprio, e outros tópicos poderia mencionar. O descrito é assistido diariamente, o que salvo melhor opinião não deverá ser algo a que devamos dar muita importância. Não obstante muitas vezes o referido acarreta, direta ou indiretamente, preocupações para o nosso lado, o que faz com que se aborde o assunto, se comente ou ate se escreva sobre tais fatos.
Na vida, como em qualquer dos ciclos envolventes a que consideramos pertencer, para os quais contribuímos e dos quais recebemos conhecimento, experiencias e mais que se mencione, como o profissional, académico ou empresarial, será normal depararmo-nos com situações como as descritas acima.
Alguém, com intuitos de não naturalidade, se faz passar por aquilo que não é, ou por quem não será, para obter proveito próprio. Por norma pessoas assim não terão contemplação por nada nem por ninguém e diz-se não olharem a meios para atingir os fins.
Na moda, se me permitem a expressão, está a luta contra a “contrafação”. Todos estamos a par de tal fato. Empresas que fabricam produtos muito idênticos, muito semelhantes a produtos de marcas originais de renome, tentando depois coloca-las no mercado, como se fossem as originais, mas a preços mais baixos e em locais de escoamento apropriados, ganhando assim mais valias com o seu produto, incorrendo em processos de contrafação.
Ou seja fabrico e comercialização de, o que se considera copias, imitações o que se quiser chamar, defraudando as empresas possuidoras do registo, das patentes, da criatividade, do conhecimento, no fim de contas possuidoras do elemento de consumo original.
Segundo o website da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, Órgão de Policia Criminal, conhecida em Portugal como ASAE, a contrafação será nos dias que correm, um dos maiores desafios à economia europeia, onde se estimará que o seu valor global represente entre 5% e 7% do comércio mundial.
Ora, com números assim não admira que a mesma autoridade refira que numa perspetiva financeira a contrafação de produtos gere, anualmente, um prejuízo que se avalia em cerca de 450 mil milhões de euros e coloca em perigo mais de 200.000 postos de trabalho mundialmente, sendo que metade dos quais na Europa.
Numa analise mais alargada, a ASAE refere ainda que o comércio de tais produtos contrafeitos poderá colocar seriamente em perigo a saúde e a segurança dos consumidores, especialmente mencionando se se tratarem de produtos como sendo brinquedos, peças para automóveis, produtos medicinais, entre outros.
No inicio deste mês a mesma autoridade anuncia, tornando-se noticia no digital e não só, que havia ocorrido uma apreensão de 11 mil artigos contrafeitos. Vestuário, calçado, e telemóveis foram avaliados em cerca de 250 mil euros e segundo o DNOnline se destinavam a venda através de redes sociais.
Como mencionado acima, casos destes não só prejudicarão o negocio dos detentores das patentes dos produtos, como podem ser prejudiciais à saúde e segurança do consumidor já para não mencionar a fuga a impostos. Em resumo, o contrafeito nunca será igual ao original, quer no produto, quer em qualidade, segurança ou ate mesmo no cumprimento das obrigações, fiscais por exemplo.
Imagine se extrapolarmos o acima exposto para a vida real e para a pseudo contrafação de caracteres, posturas, personalidades ou ate imagens de pessoas. Quase impossível, mas o que é certo é que, tal como o começo deste artigo, tentativas existem por todos os lados. Mas mais grave e mais complicado é quando alguém tenta fazer com que você se torne uma pessoa com características contrafeitas, ou seja, tenta molda-lo à imagem de outrem, contra a sua vontade mas para valia própria.
Muito complicado acatar este tipo de situação ou ate fazer ver o contrario. Exigência a um nível que merece e carece de toda a sua energia para que não deixe que tal aconteça, ou permaneça. Há que travar tal situação de imediato ou o mais cedo que conseguir.
Você tem um estilo único, inspira muitos seguidores, isso será certo. Mesmo que não se aperceba terá muitos seguidores em todos os ciclos envolventes a que pertence, desta forma, a sua identidade é a que conta e não uma contrafação imposta ou exigida por outrem para se apresentar como alguém que não é.
Quando isso acontece, o objetivo de tal ou tais pessoas será o de o fazer parecer mais um no meio de uma multidão, imagem á semelhança de outrem, e tornar-se-á como olhar a um espelho colocado em todas as paredes. A imagem será sempre a mesma. Será isso que quer? Bem me parece que não.
A sua identidade é só uma, só existe uma, não existe outra, é exclusiva. Tal como uma patente de um produto é única. Única, a identidade da pessoa, a personalidade, o caracter, nenhuma desta características, entre outras poderá ser copiada, falseada, ou contrafeita. São elementos impares, únicos, singulares e não divisíveis, absolutos e de uma só pessoa e neste caso só existe o original.

Em resumo, não é positivo passar-se por algo que não se é, mas mais importante é estar atento e vigilante se por acaso estão a tentar faze-lo passar por outrem que não você próprio.
Aja em conformidade, defenda-se de tais situações precisamente com as características impares que possui, faça-as valer e essas características, como o carater, personalidade, valores e outros que tais, são as que tem de ser expostas, demonstrados e mais relevante, valorizados por quem de direito.
Por muitas capas que se coloquem no Carnaval, ou noutra época qualquer, a imagem pode parecer diferente, mas a essência será única, permanecerá sempre.
Já dizia alguém: “Chapéus há muitos…”




O ORIGINAL TUDO É; FORA DELE: MUITOS CACIQUES E POUCOS ÍNDIOS!
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Voltando aqui para reler este excelente artigo! Saudações, Amigo!
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