Porque se fazem tantas coisas sem dar ouvidos a terceiros? Esta poderia, e é com certeza uma questão que nos é conhecida e que usualmente se ouve nos nossos ciclos envolventes. Muitas vezes, ouvir atentamente os conselhos, opiniões, ideias, comentários, ou visões que terceiros tem para lhe dar, ou lhe dão, torna-se mais complicado do que parece, diz-se frequentemente. Será por certo a carga, o peso de tais palavras que nos fazem pensar e agir de tal forma…mas na realidade não será de todo assim.
Se por vezes o que lhe dizem parece ser intangível, parece estar codificado em linguagem técnica ou especifica, até envolta em mistério, há que desmistificar e tentar interpretar da melhor maneira possível. Interprete cada som, teste sua habilidade de escuta para que a interpretação correta exista. Não terá de fazer o que lhe dizem, mas pelo menos estará a ouvir, a tentar entender o que lhe estão a transmitir e depois conjugará tudo o que absorveu com aquela que é a sua visão que será incrivelmente valiosa.
Há que estar preparado para ouvir o que é necessário e não o que se quer ouvir. Só existe crescimento de conhecimento se ouvirmos e refletirmos no que é importante ouvir e não no que pensamos ser o melhor a escutar, a cada momento. Muitas vezes tais conversas ate não são tao agradáveis, podem mesmo chegar a ser, em boa verdade, desagradáveis. Se assim for significará que, efetivamente estamos a ouvir o que devemos ouvir, atentamente, e não o que desejaríamos ouvir, caso contrario seria tudo e sempre um “mar de rosas” se me permitem a expressão.
Estar pronto a ouvir, mente aberta e recetiva serão mais valia para o consenso e o dialogo fluirá por certo. Lembra-se que o “mestre”, aquele você vê como sábio e conselheiro, não ensina sempre tudo ao aluno pois também ele está em constante aprendizagem. Muitas vezes o silencio usado para se colocar no lugar de ouvinte, simplesmente ouvinte, faz engrandecer o conhecimento ate mesmo aquele conhecimento que julgava já ter. A ouvir aprende-se e muito e faz-nos crescer como seres humanos.
Ora se nos deparamos com situações onde os conselhos, ideias e afins por parte de terceiros é algo que nos pressiona por indecisão ou dificuldade de opção, será altura de pensar em alternativas ao que temos em mente e ao que nos estão a transmitir, caso as diferentes abordagem não estejam em consenso.
Alternativa pode ser considerada uma sucessão de acontecimentos ou situações que se repetem, temporalmente, com as devidas alternações. Alternativa à praia pode ser, por exemplo, as montanhas Em vez de confusão urbana poderá optar pela tranquilidade do campo. Resumindo será a escolha entre duas possibilidades, exemplificando: ficar ou partir.
Já consenso, ou porque não referir um método através do qual se pode chegar a uma conclusão, se poderá tomar uma decisão quando já não houver argumentos contrários ou objeções ao que está sendo proposto por uma ou mais pessoas. Ou seja, uma declaração de intenção para algo, que será aprovada por consenso.
A solução será procurar um pensamento comum, em conformidade, com a máxima igualdade de opiniões dentro do ciclo envolvente em causa, no que respeita a situações, ideias ou planeamentos, decisões o que seja a que nos referimos.
Para não passar a vida a guerrear com os seus pares, os tais terceiros envolvidos, nada melhor do que por em pratica a chamada, terceira alternativa. Esta, como refere S.Covey, é propicia aos debates. Sim, não se trata de haver a opinião de um ou de outro interlocutor, a ideia de um ou de outro, a razão (por assim dizer) de um ou outro, mas si de chegar a um consenso, uma terceira alternativa que não seja nem de um lado da mesa de debate nem de outro, seja uma alternativa conseguida à mesa e fruto do debate. Da discussão nasce a luz, ou seja do entendimento de avança o conhecimento e de cria progresso intelectual, de conhecimento ou se fazem avançar projetos.

No meio de uma qualquer embrulhada de ideias, opiniões, comentários, sugestões ou conselhos, parta para a resolução de desafios com uma coisa em mente. A descoberta de uma solução de consenso, de cumplicidade de critérios, uma solução que pode chamar de terceira alternativa. Ou seja, nem a sua nem a de terceiros, uma que esteja equilibrada pelo consenso das ideias.
Aristóteles dizia “O todo é maior que a soma das partes” .
E que verdade.



