Quantas vezes nos deparamos com situações que nos fazem palpitar o coração, nos dão suores frios ou até dores de cabeça? Sem querer diagnosticar algo, pois a medicina definitivamente não é o meu forte, refiro-me a situações que se apresentam como preocupações. Preocupações para as quais muitas vezes não temos solução, nem a curto nem a longo prazo, porque não nos dizem respeito, não tem que ver connosco, mas…fazemos delas nossas.
Estes será o primeiro ponto de reflexão. Numa sociedade em completa agitação social, financeira e politica, deparamo-nos variadíssimas vezes com momentos em que situações alheias nos afligem, transtornam ou preocupam, mesmo que nada tenhamos a ver com as mesmas poderemos pensar que nos afetará e ficamos em estado de alerta preocupados por antecipação se me é permitida a expressão.
Em abono da verdade, deveríamos cada vez mais ter em atenção com que assuntos nos preocupamos. Analisar o que nos deveria fazer investir tempo e atenção. Nem tudo na vida nos diz respeito e garantidamente que poderemos estar a gastar energias com assuntos, tópicos, situações com que não deveríamos estando em falha com outros tais que, esses sim, nos merecem atenção e ate preocupação. Quer queiramos quer não este tipo de casos passar-se-ão em todos os nossos ciclos envolventes.
Preocupações, em geral, deverão estar ao nível das nossas responsabilidades. Nem mais nem menos. Isto claro numa forma generalista pois cada caso é um caso. O que se pretende transmitir é que não deveremos sofrer com situações, ou problemas que não nos digam respeito direta ou indiretamente e muito menos se não estiverem no nosso role de responsabilidades.
Haverá dias, com certeza, que você pode ser tentado a colocar-se em primeiro lugar. Sim é legitimo, e como tal, analisa cuidadosamente toda e qualquer situação que possa “beliscar” o seu bem estar, incluindo preocupações desnecessárias. Se você acha que pode ir longe com este tipo de atitude para consigo mesmo, desengane-se. Quando você está empenhado num objetivo, trabalhando para ele empenhadamente, a técnica de acomodar responsabilidades até pode surdir efeito pois estará diretamente relacionada com o sucesso que você deseja para o seu objetivo. Por oposição quando se está na zona de conforto e acomodado ás circunstancias esse absorver de responsabilidades e preocupações não resulta. Só trará chatices e desgaste de energias.
Como exemplo generalista e metafórico, imagine a situação de estar a ser puxado e empurrado, para trás e para a frente, no meio de uma situação, causada por pessoas diferentes. É típico dizer que você tem que sair do meio! Esses outros intervenientes, seres desta sociedade, terão os seus próprios problemas, são eles que tem de lidar ou de enfrentar os referidos problemas, não você. Não é altura de acumular stresses nem preocupações alheias. Você não merece certamente a responsabilidade de resolver algo que não lhe diz respeito e à qual está alheio. Na realidade você terá um focos na vida, ou seja os seus próprios desafios e com os quais terá as suas inerentes preocupações. Ou seja, terá muito com que preocupar inclusive pensar numa eventual escapatória.
Escapatória poderá ser considerada a palavra que se pode utilizar para definir uma rota de fuga, eu diria em segurança, ou uma alternativa a ter em conta, previamente planeada, para o caso de eventuais situações alheias ou desconfortáveis acontecerem ou algum constrangimento em um qualquer momento. Não é caso de subterfúgio ou de evitar situações onde realmente temos intervenção, mas sim uso o termo escapatória como o meio de sair de situações menos agradáveis com alguma preocupação à mistura.
Não há tempo para sentir culpa se mudar de atitude ou usar a sua escapatória. Não pense nisso como uma tragedia ou algo grave, é apenas uma mudança de paradigma que sem querer ser egoísta o leva a afinar a sua direção no que a preocupações diz respeito. Seguir o rumo que traçou, como mencionado anteriormente, é dar importância ao que realmente é importante para si e que o levará a cumprir os seus objetivos. Efetiva será a descoberta do caminho a trilhar, da escapatória para o descobrir.

Você só estará a seguir as forças da natureza. Não poderá ser a situação interpretada como maliciosa ou como inoportuna no tempo, mas por certo não é fácil compreender o que leva terceiros envolvidos, a tecerem ideias a seu respeito. Não obstante eles também, não poderão entender o quão certo estavam, ou estão, as suas decisões pois também a eles não dizem respeito. Quanto a isso … Não há escapatória. Você deverá sempre obedecer a tais sentimentos poderosos, vindo de dentro, que o conduzem á definição do que é realmente importante e preocupante para si.
Em resumo há situações com as quais não nos deveremos preocupar pois não tem que ver connosco, teremos sim de focar as energias onde são importantes. Tal como as forças da natureza mencionadas anteriormente. Para essas é que não há nada a fazer. Preocupações muitas, mas sempre depois de ocorrerem visto serem imprevisíveis.
O caso mais recentemente noticiado foi o de um sismo de magnitude 6.6, com epicentro no Afeganistão, que segundo o jornal online “Observador”, atingiu pela manhã algumas cidades no sudoeste asiático, referindo como exemplo Cabul (Afeganistão), Islamabad (Paquistão), Lahore (Paquistão) e Deli (Índia). O referido sismo terá ocorrido na zona das montanhas pouco povoadas ainda não havendo indicação concreta sobre eventuais danos ou ate vítimas.
Se por um lado há situações para as quais não temos poder de controle, veja-se o caso da força da natureza, haverá outras onde teremos de ser nós a tornarmo-nos na força da própria natureza. Na verdade até sabemos como fazer: Slice. Relevar o que é para relevar, dar atenção ao que merece atenção e focar, canalizar, todas as energias em prole dos objetivos e preocupações que são efetivamente suas preocupações.
“Ninguém nos salva a não ser-mos nós. Ninguém pode e ninguém deve. Nós mesmos devemos trilhar o caminho.” ## Buddha ##



