“Repleto Olhar”

Mais uma bloco de noticias, mais informação à medida do que se vai passando no mundo atual. Até aqui tudo normal, canais noticiosos a funcionar, a transmitir e partilhar informação. Importante era haver uma perfeita interpretação de cada noticia e não a absorção da mesma com a perspetiva do órgão emissor, que por vezes não é a mesma perspetiva que se deveria observar.

Vejamos num exemplo generalista, diz-se popularmente que “quem vai no convento é que sabe o que la vai dentro” e, pegando neste ditado, imaginemos o porquê de os centros de apoio a refugiados, por essa Europa fora,  serem apresentados de uma forma quando são visitados por altas instancias governamentais, sociais ou religiosas e de outra quando são simplesmente parte integrante de uma peça documental.

Numa perspetiva esses mesmos centros de acolhimento e suporte ao refugiado, estão bem preparados com os devidos cuidados médicos, apoio clinico e para-clinico, meios alimentares e condições mínimas (permitam-me a expressão) e numa outra forma de informação os mesmos tipos de centros são mostrados de forma degradante, “fria”, sem condições humanas e onde estão retidas centenas de milhares de pessoas por todos eles.

Ora entra agora a parte de analise de conteúdo, se por um lado se quer passar uma mensagem, por outro, com os mesmos elementos, variáveis e tipologias de situações quer-se, garantidamente passar uma outra mensagem. Quem não viu sua Santidade ou o alto comissariado a visitar os referidos centros de acolhimento? Por outro lado quem não vê diariamente as imagens comuns, quase não editadas de um qualquer campo de acolhimento? A mensagem que passa será bem diferente.

Com isto, e reportando-me para os nosso ciclos envolventes, profissional, académico ou empresaria, e por que não na vida no geral, referir que opinar sobre algo cuja informação não nos é totalmente conhecida é de certa forma inglório. A nossa opinião até pode ser levada à concordância de outrem mas nem sempre será assim pois as perspetivas serão, ou podem ser, diferentes e logo opiniões a divergir.

Levar em conta o que nos dizem, as opiniões que nos transmitem sobre factos, situações de que estamos por dentro serão decerto recebidas e analisadas por nós de uma forma cuidada, pois nós possuímos a informação, e se bem calha quem opina não a terá em tão grande nível de  conhecimento.

Salientar por outro lado que, muitas vezes a falta de informação leva à especulação e na boa vontade de terceiros em opinarem sobre algo, o que estão a fazer é a extrapolar conceitos e situações passiveis de acontecer, ou seja cenários especulativos, pois não há informação ou conhecimento de causa plena para poderem opinar concretamente.

Levar em conta opiniões, comentários em debate de ideias sim, muito positivo para o crescimento de conhecimento seja sobre que assunto for, mas para isso, as regras dizem que há que haver partilha de informação e conhecimento para que todos os envolvidos possam assimilar, pensar, refletir e expressar opiniões cada vez mais coerentes e consistentes. No final e com base no exposto os cenários tenderão cada vez mais para a realidade.

Há que haver flexibilidade ou elasticidade mental no entendimento e perceção do que é dito em forma de comentário ou opinião. Entender até que ponto o emissor de tal esta em posse da informação, variáveis e detalhes suficientes para o comentário ser considerado valor acrescentado á ideia (vulgo) inicial.

Flexibilidade pode ser a característica ou qualidade da pessoa ou situação que se consegue tornar maleável, que demostra capacidade de agilidade, quer seja mental ou física, que contenha maneabilidade. No entanto para o ser humano, a flexibilidade representará muito mais a pessoa que é compreensiva, que terá capacidade de adaptação ou adequação a varias atividades ocupacionais ou aceitação de vários tipos de ideias para analise e desenvolvimento. Parece-me uma questão a ter em conta, a flexibilidade que temos ao interpretar as noticias, os comentários ou as opiniões, pois as elações caberão a cada um.

Será sempre bom ser flexível e tentar, de certa forma, ouvir e compreender o que nos chegar por interposta pessoa, considerando sempre manter o nível de aceitação, embora haja dias em que você necessita mostrar as suas armas e expor a sua interpretação para os factos. Aceita o que lhe dizem, mas demostra a sua perspetiva.

Quando assim for , não deixe que os pensamentos de grupo o sequestrem por maioria de opinião, do seu senso (consciência) do que é certo e o que é errado. Por outro lado não tenha o chamado “receio” de discordar das pessoas do ciclo envolvente em questão. Não queira fazer passar um sinal de subestimação sobre os factos envolvidos.

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Flexibilidade sim, perder o controlo do que é seu consciente, não. A plasticina é muito flexível, mas no final do dia a maior parte dela termina na forma de esfera, certo? Porque será?

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About João Farinha

Ph.D. in Management from Universidade Europeia – Laureate International Universities, with a Master in Marketing and a thesis on Brand Management. He also holds an Executive Master in Marketing Management from the same university. In addition, he has Certification in Business and Management from Case Western Reserve University (Leadership and Emotional Intelligence), Certification in Business and Management from the University of Maryland, College Park, (Entrepreneurship) and Certification in Business and Management from the Wharton School, University of Pennsylvania (Leadership). His Background is in Accounting and Administration–Taxation from Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa.
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1 Response to “Repleto Olhar”

  1. nalub7's avatar nalub7 diz:

    BRILHANTE, CONCORDO: “Quando assim for , não deixe que os pensamentos de grupo o sequestrem por maioria de opinião, do seu senso (consciência) do que é certo e o que é errado. Por outro lado não tenha o chamado “receio” de discordar das pessoas do ciclo envolvente em questão. Não queira fazer passar um sinal de subestimação sobre os factos envolvidos.”

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